quinta-feira, 20 de dezembro de 2018





O REINADO CAROLINGEO






O sacro império romano carolingeo teve seu inicio na luta contra os lombardos, pois em 751, Pepino III ou Pepino o moço foi consagrado pelos como rei dos francos pelos bispos da Gália em nome da Igreja Católica.
Se iniciava ali o Sacro Império Romano Carolingeo, além de Pepino, o grande nome da dinastia franca aconteceu após a coroação de Carlos Magno no ano de 800 d.C.
Algumas das principais características da dinastia carolingea foram a criação dos estados papais, que fez dos papas um governante terreno.
Após a coroação de Carlos Magno, um cenário seria plenamente armado para as lutas pelo poder entre a igreja e o estado.
Uma das consequências desta luta, foi a fragmentação da sociedade pelo feudalismo, Nicolau I que governou após Carlos Magno tentou fazer algumas mudanças neste sentido, diminuindo o poder papal, mas não consegui chegar a resultados plenos. Afinal nos últimos tempos do império carolingeo, o papado se compôs de homens indignos da fé, eram mais atraídos pelo poder e em geral eram controlados pelos barões de Roma.
Após a morte de Carlos Magno o poder dos francos se diluiu em muito, com a divisão do império pelos netos dele.
Os decretos pseudo-isidorianos são algumas das obras mais importantes do período de Carlos Magno.


Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE






AS CATACUMBAS



Eram os locais de sepultamento, utilizados pela igreja primitiva.
O nome se referia originalmente a uma localidade perto da igreja de São Sebastião, na Via Ápia, a cerca de 5 quilômetros de Roma.
As principais catacumbas estão em Roma, mas elas existiram por inúmeras cidades do império romano, aonde houvesse uma comunidade cristã.
Existem em Alexandria, Albano, Nápoles, Malta e Siracusa, uma característica única das catacumbas é que elas são cavadas em rocha macia, as catacumbas de Roma tem uma extensão de mais de 563 km.
Circundando toda a cidade e servindo como uma espécie de amortecedor contra terremotos.
Estima-se que o número de enterros nas catacumbas foi de mais de 4.000.000 em dez gerações.
Mas depois do reconhecimento oficial do cristianismo no império romano elas deixaram de ser usadas, mas tiveram outra função, se tornaram locais de peregrinação.
Quatro catacumbas judaicas também foram identificadas em Roma. Embora a maioria dos judeus que chegaram a Roma, eram escravos.
Filo escreveu que os judeus que chegaram a Roma como escravos eram logo libertados.
Muitos deles assumiram nomes romanos, e se não fosse o fato de terem sido enterrados em catacumbas, nunca seriam reconhecidos como judeus.

The Jews of Acient Rome - 1960 - H. J. Leon

Por Elessandre Maciel

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA




DOS PAIS DA IGREJA PRIMITIVA.






Vicente de Lérins é um nome praticamente desconhecido em os teólogos e pensadores da igreja primitiva, mas entre os bispos do passado era um nome bem comentado por ter sido um severo crítico de Agostinho de Hipona.
Nascido em Lyão, mas muito jovem foi mais para o norte da Gália, atual França.
Durante muito tempo foi presbítero no mosteiro em Lérins.
Acreditava na regra de interpretação das Escrituras Sagradas e também nas tradições da igreja.
Pregava que o que é crido em uma parte, deve ser crido em toda a parte e por todos.
Desenvolveu uma teoria da universalidade de pensamento.
Acreditava na antiguidade e pregava que todos por consentimento deveriam obedecer a Roma sem questionar.
Considerava Agostinho de Hipona mais especulador do que um grande teólogo.
Sua obra mais importante que chegou até os dias atuais é chamada de "Comonitório".
Morreu no ano de 450 d.C., aos 76 anos de causas naturais no mosteiro que tanto amava.




Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE





SALIM



O lugar aonde João Batista estava batizando quando Jesus Cristo tornou-se conhecido pela primeira vez por um ministério de batismo. Era aparentemente um lugar bem conhecido, pois inúmeros escritos judaicos antigos mencionam o local. Uma vez que o local foi usado para especificar a localização de Encomenda ( segundo as fontes semíticas).
Ainda que o local não tenha sido identificado com certeza, pois a arqueologia cita 3 locais prováveis.
E estas três sugestões merecem discussão.
1 - O bispo Jerônimo e o bispo historiador Eusébio de Cesareia, localizavam Salim na cidade de Salamina que se localiza cerca de 13 quilômetros ao sul de Citópolis na moderna Tell Radgah.
Para alguns historiadores, este território poderia ter sido parte de Decápolis em vez de fazer parte de Samaria.
2 - O grande arqueólogo William Albright sugere o bem conhecido local do mesmo nome ao leste de Nablus, afinal esta é a cidade mais próxima das fontes do Wadir Far'ah.
3 - Outros historiadores alemães também mencionam o wadi judaico Saleim, a quase 10 km ao norte de Jerusalém, próximo as outras duas cidades.
Alguns historiadores e arqueólogos utilizam a forma Saalim.

The Archeology of Palestine - Albright - 1962.


Por Elessandre Maciel.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018



A CIDADE DE PETOR.




Uma cidade que se localizava no norte da Mesopotâmia, era chamada de Petor pelos babilônios, mas de Pitru pelos hititas.
Localizada na margem oeste do Rio Eufrates, em seu ponto mais alto, que se une ao Rio Sagura, que atualmente é chamado de Sajur.
A cidade mais próxima de sua localização era Carquemis.
Os assírios tinham um nome bem particular para a cidade, Ana-Ashur-utir-asbat ("Eu a estabeleci novamente para Assur").
Enquanto os israelitas eram um povo errante no Egito, a cidade foi capturada pelos hititas e mantida por eles até o século 9 a.C., quando for tomada deles em uma batalha sangrenta liderada por Salmaneser III, que registrou sua vitória com imensa poupa. " Eu atravessei o Eufrates e tomei a cidade Ana-Ashue-utir-asbat do outro do Rio Eufrates no Sagura, a qual os hititas chamavam de Pitru. Arrasei os seus exércitos e a reconstruí e consagrei".
Ele não foi o primeiro a tomar a cidade, muito antes disso, porém, ela apareceu na lista de Tutmés III das cidades sírias conquistadas pelo faraó.
A cidade de Petor era também a casa de Balaão, o profeta, filho de Beor, que foi chamado pelo Rei Balaque de Moabe para amaldiçoar os israelitas que estavam entrando nas suas terras.



Civilizations - F.B. Huey JR. - 1987.



Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE





AS DIONÍSIAS.





Era uma série de festas em honra a Dionísio, o deus do vinho. A primeira das festas era a Oscoforia, no mês de Pisanepsion (entre outubro e novembro), que celebrava o amadurecimento das uvas. As corridas, procissões e cantos em coros atingiam o ápice com um sacrifício e banquete. A Dionísia menor era feita no mês de Poseidon (durava quase 2 meses, entre dezembro e janeiro).
Celebrava os vinhos novos e sua degustação era primeiro feita por sacerdotes de Dionísio.
Depois da degustação, os sacerdotes faziam sacrifícios e depois haviam danças de sacerdotisas e também dramas nos templos.
A Leonea que era a festa dos barris de vinho.
Era realizada somente em Atenas na Grécia.
Pois era feita em Lenaeom, o santuário mais antigo e sagrado de Dionísio.
O sacrifício era feito pelo principal sacerdote e sua refeição que era distribuída depois, era custeada pelo erário público.
A Antesteria era celebrada por 3 dias e celebrava a abertura dos barris de vinho novo.
Mas sua característica mais importante era o casamento simbólico da esposa do sumo sacerdote de Dionísio com aquele deus.
A última grande festa, que era chamada de grande Dionísia, tinha sua celebração feita durante 6 dias no mês de Elafeboliom ( entre março e abril).
Havia procissões, cânticos, acompanhados pelo sacrifício feito pelo sacerdote e finalizava com 3 dias de apresentação de danças, tragédias e dramas.


H. L. Drumwrigth Jr. - 1984.



Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...