domingo, 29 de março de 2020

Das civilizações da antiguidade







Ur







Uma das mais importantes, se não a mais importante cidade da antiguidade, das civilizações pré diluvianas.
Escavações realizadas em Ur revelaram que a civilização suméria alcançou um surpreendente grau de sofisticação, antes mesmo do dilúvio, no qual, segundo a lenda suméria, um chefe aldeão chamado Ziudsudu desempenhou o papel conferido a Noé pelos hebreus.
Entre as grandes vitórias intelectuais legadas pelos sumérios aos homens da posteridade estão a invenção da escrita cuneiforme, a codificação de leis sociais, o começo de ciências como a astronomia e medicina, um sistema de medição de tempo com doze horas duplas, divididas em sessenta unidades, que sobreviveu em uso até hoje.
Os assentamentos sumérios eram altamente organizados, construídos de tijolos de adobe.
Ur era uma cidade dominada por templos piramidais coroados de santuários altaneiros, para adoração de seus vários deuses do panteão sumério.
A arqueologia descobriu inúmeros textos cuneifornes em Ur, textos que falam de transações comerciais, descrição de tesouros e até aprovação de auditores.
Códigos de conduta e contos e lendas.
Ainda hoje, o grande Zigurate ainda pode ser visto no atual Iraque.








Maratona - Alan Lloyd - Trad. Alice Xavier - Rio de Janeiro - Ediouro - 2004.







Por Elessandre Maciel

Dos reis da Antiguidade





Gilgames







Um lendário rei da cidade suméria de Ereque, que foi uma grande figura histórica da antiguidade e se tornou um herói lendário e épico.
Pelos registros arqueológicos e históricos, Gilgames viveu na parte sul da Mesopotâmia entre o final do 4 milênio e início do 3 milênio a.C., ainda não existe um consenso sobre a época em que viveu.
Ele se tornou famoso na antiga literatura cuneiforme como o grande herói.
Na literatura suméria ele figura como personagem central em muitos épicos e mitos poéticos como. Gilgames e Aga de Quis, Gilgames e o Touro do Céu, Gilgames e a Terra da Vida; Gilgames, Enquidu e o Mundo Inferior, entre vários outros.
Essa tradição literária passou aos semitas acadianos e seus sucessores babilônicos e também na literatura acadiana.
O maior ciclo de histórias sobre ele, e a obra mais conhecida sobre ele é a Epopéia de Gilgames, que fala de várias façanhas e fatos de Gilgames.
Que ele governou a cidade de Uruque como um tirano, que os deuses enviam Enquidu, um homem selvagem para derrotar Gilgames, mas, eles acabam se tornando amigos.
Gilgames e Enquidu vão juntos a batalha contra um monstro chamado Huwawa, que Gilgames com a ajuda de Enquidu matam o Touro do Céu.
E por causa disso os deuses matam Enquidu com uma peste e fazem Gilgames perambular pelo mundo em desespero.
Ele vai para terra mágica de Utnapishim, o sumério, que foi destinado pelos deuses a sobreviverem ao Dilúvio.
A narrativa do Dilúvio é contada por Utnapishim.
Algumas partes dessa narrativa são bem semelhantes ao relato bíblico do Dilúvio.
Um magnífico relevo no Museu do Louvre, vindo do Palácio de Sargão II, em Corsabade, mostra uma gigantesca figura de Gilgames, estrangulando um leão.







R. C. Thompson - The Epic of Gilgames - 1930 - Ed. Review - 2000.


S. N. Krammer - The Summerians - 1963 - Ed. Rev. - W. White Jr. - 2007.





Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade





Ilírico





Uma província romana na parte ocidental dos Balcãs, ao Norte da Grécia.
Essa região é hoje ocupada por Croácia, Eslovênia, Bósnia, Servia, Montenegro, Albânia, entre outros, e que na antiguidade chegava até o Mar Adriático, Rio Danúbio, nos Alpes Orientais e até os montes Ceraunianos.
Os gregos foram atraídos para a região por causa das minas que havia ali, mas infelizmente a ferocidade da pirataria na região, impediu que os gregos fizessem uma colonização extensiva.
No segundo milênio a.C.; foi ocupada pelos povos de língua indo-europeia, mas a arqueologia mostrou que os gregos colonizaram a região já no século 6 a.C.
Mas foram os romanos que depois que tomaram a região dos gregos, depois de várias guerras, uma das batalhas principais foi em torno de 225 e 219 a.C. contra Ilírico, que na época era liderada pela rainha Teuta. Mas a vitória final dos romanos viria somente em 167 a.C., depois da batalha de Gentius, e a região foi dividida em 3 partes, que ficaram ligadas a administração da Itália, Macedônia e Gália Cisalpina.
Júlio César foi pró-cônsul na região em 59 a.C., antes de sua ascensão em Roma, já Otavio Augusto, derrotou uma série de tribos na região entre 35 e 33 a.C., quando se iniciou uma série de revoltas, depois de sua ascensão ao poder.
A última revolta na região foi debelada pelo imperador Tibério, após três anos de luta, no ano de 9 d.C., e após esta última batalha a província se tornou uma colônia do império romano.
Nos sítios arqueológicos feitos na região ainda é possível ver parte da Via Egnatia, que ia desde Helesponto até Dirráquio, um porto do Adriático, e ainda outros restos e cidades tanto romanas quanto gregas.






S. Casson – Macedonia, Trace and Ilyria – 1926 – passim, Vulié in Pauly Wisswa – Illyricum – Fluss in Pauly Wissowa – Illyrioi – Ed. Rev. – A. Rupprecht – 2007.







Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade





O Rio Arnom






Um rio que começava nas colinas do norte da Arábia e flui cerca de 32 quilômetros para o oeste, onde entra no Mar Morto, defronte de En-Gedi. Uma rede de afluentes mencionada como os “Vales do Armon” na narrativa bíblica acrescente ao fluxo do rio, e também em documentos da antiguidade como o Talmude Babilônico e os restos de blocos cerâmicos com inscrições moabitas sobre o rio e o vale. O significado do nome Armon é ribeiro impetuoso com sua origem no hebraico.
Na maior parte de sua trajetória, o rio agora corre por um desfiladeiro fundo, com cerca de 3 quilômetros de largura ao topo e apenas uns 30 metros ao fundo. As margens íngremes, que em alguns pontos para 520 metros, são de pedras calcárias com basalto.
O Rio Armom é mencionado como o primeiro limite entre os povos de Moabe e os amorreus, como também era a fronteira sul do território de algumas tribos antigas e também da tribo judaica de Ruben filho de Abraão.
A pedra Moabita indica, porém, que os moabitas habitaram ao norte do wadi até os dias do Rei Onri da tribo norte de Israel, indicando que como foi comprovado por historiadores e também por sítios arqueológicos que o estabelecimento de Israel na região nunca foi plenamente completo.
O rio foi evidentemente passado a vau em muitos lugares, e existe até hoje uma remanescente de estrada romana e uma ponte que podem ser visto em território jordaniano.
Em território da divisa de Israel com a Jordânia o Vale de Armon foi achado uma bela descrição sobre o vale e o rio “são penhascos de arenito alcantilados, vermelhos e amarelos, sofrem uma queda abrupta, ladeando o vale estreito, com seu pequeno riacho perene de águas límpidas, repletas de peixes. Nas margens crescem salgueiros, oleandros e outra vegetação em abundância. Onde o riacho deixa as íngremes muralhas abismais para penetrar nas margens planas do mar Morto, ele varia em largura de 12 a 30 metros, com uma vazão de 30 centímetros a 1,20 metros de fundo”.







The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible – 2008 – Ed. Rev. - 2013 – H. G. ANDERSEN.

Bíblia Sagrada – Trad. Almeida Revisada






Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade





Neápolis








O nome da cidade tem o significado de cidade nova, sua localização na Grécia era na praia norte do Mar Egeu.
Neápolis foi fundada por cidadãos colonos da cidade de Tasos, e para alguns historiadores eles eram originários dos povos nômades da Mesopotâmia.
Como colonia, a cidade servia como porto que dava acesso, aos habitantes das ilhas, ao continente.
Seu sitito arqueológico fica na atual cidade grega de Cavala, e um grande teatro grego foi escavado quase que em sua totalidade de forma.
Outra cidade próxima é Filipos, que fica a cerca de dezesseis quilômetros para dentro do continente, numa planície separada do mar por uma cadeia de montanhas.
A cidade pertencia primariamente à Trácia, depois se tornou parte tanto da primeira quanto da segunda Confederação Ateniense, quando das guerras contra os persas foi elogiada por sua lealdade aos ideias gregos.
Quando do reinado de Felipe e Alexandre, a cidade não recebeu muita importância pelos Macedônios, somente quando o império romano limitou a Macedônia como província é que a cidade recebeu novamente reformas no seu porto, pois ela forneceu refugio para a frota de Brutus e Cássio no tempo da Batalha de Filipos em 42 a.C.
Neápolis foi o primeiro ponto na Europa a ser alcançado pelo apóstolo Paulo no tempo do Novo Testamento bíblico, pois dali ele fez uma jornada até Filipos e outros lugares na Grécia.
Antônio Augusto fez questão de criar uma estrada romana que ia da cidade até Filipos, mas pouco restou da mesmas, apenas alguns traços foram escavados pela Arqueologia.




The Zondervan Pictorial Encyclopedia of de Bible – Ed. Zodenvan Corporation – 2008 – Edit. Rev. R. C. Stone.



Por Elessandre Maciel

segunda-feira, 16 de março de 2020

Dos lugares da antiguidade:




A igreja do Santo Sepulcro.






Uma antiga igreja em Jerusalém, pretensamente localizada sobre os lugares da crucificação, sepultamento e ressurreição de Cristo, e por isso o maior de todos os "lugares santos" da cristandade.
Ao situar o lugar da paixão de Cristo, o Novo Testamento afirma somente que sua morte ocorreu perto da cidade, no lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, e que lugar onde Jesus fora crucificado havia um jardim, e neste, um sepulcro novo. Foi lavrado na rocha e pertencia a José de Arimatéia.
Após a destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C., muito dos lugares foram destruídos.
Mas especialmente após a devastação em 135 d.C., que foi seguida por um nivelamento de toda a área, e por determinação do imperador Adriano, foi construída uma cidade completamente nova, a Aelia Captolina.
Foi somente com o imperador Constantino que a cidade voltou a ser chamada de Jerusalém e também autorizou a edificação de uma igreja grandiosa que foi dedicada no ano de 335.
A igreja consistia da "Anastasis", repousando sobre colunas, cujas rochas nos arredores foram cortadas.
A igreja foi maldosamente danificada na conquista persa de Jerusalém em 614, e depois da ocupação árabe, em 638.
Em 1009 o califa Hakem da dinastia Fatimida, não só demoliu a igreja e suas relíquias como também mandou cortar as supostas rochas do sepulcro e as destruiu.
Foi reconstruída em 1048 com fundos do imperador Bizantino Constantino IX Monomaco.
Foi honrada pelos cruzados como o objeto supremo de suas campanhas.
1809 a igreja ortodoxa grega reconstruiu parte de sua forma antiga, e na década de 70 foi novamente restaurada com sua forma atual.
Pouco resta do sepulcro original, que é mais eficazmente visualizado no Sepulcro do Jardim e no Calvário de Gordon.
Mas, este lugar é pouco estudado até os dias atuais, por ficar no sítio arqueológico do Templo.
Já o sepulcro do Jardim é atualmente o local mais aceito como o sepulcro de Jesus.



A. Parrot - Golgotha et Saint-Sepulcre - 1955.

Kathleen Kenyon - Jerusalém: Excavating 3000 Years of History - 1967.

W. Harvey - Church of the Holy Sepulcre - Structural Survey - Ed. Rev. - J. B. Payne - 2008.





Por Elessandre Maciel

Dos documentos da antiguidade:




Apologia de Aristides.



Uma obra de um filósofo ateniense e cristão, chamado Marcianus Aristides que, de acordo com Eusébio de Cesaréia, (bispo cristão, e historiador da igreja).
Foi um contemporâneo de outro apologista ateniense, ambos endereçaram suas apologias em defesa da religião cristã ao imperador Adriano.
Um século depois, Jerônimo que escreveu a Vulgata Latina, escreveu também que ele estava familiarizado com esta obra.
Mas, depois dessa época, Aristides sumiu do cenário e da história da igreja até o século 19.
Uma tradução latina de um fragmento de uma versão armênia da Apologia foi publicada na Inglaterra em 1878.
Em 1889 o professor J. Rendle Harris da Universidade de Cambridge descobriu uma versão siríaca da Apologia em sua íntegra, e dois anos depois ele publicou o texto sírio com uma tradução em inglês.
J. Rendle Harris e J. A. Robinson também mostraram que a maior parte da Apologia está contida na obra "The History of Barlaam and Josaphat", existente em muitos manuscritos gregos e numerosas traduções.
A obra em sua íntegra, consiste em 17 capítulos. É uma testemunha importante da natureza do cristianismo no 2 século e como a filosofia grega foi utilizada com maestria na obra.
Também existem na obra, pontos de contato com duas outras obras importantes da mesma época, "Pastor de Hermas" e "Didaque", que são provenientes do mesmo período.



D. M. Kay - ANF - A. Robinson - Apology of Aristides - 1896 - Ed. Rev. S. Barabas - 2008.


Por Elessandre Maciel

Dos deuses da antiguidade:





Nanéia.



Nanéia foi o nome dado a uma deusa persa, seu principal templo era localizado na cidade de Elímaida.
Esta deidade também era conhecida por outros nomes como: Anéia, Anate, Nana, este último era usado especialmente na Babilônia, pois havia um templo na cidade dos jardins suspensos dedicado a ela.
Alguns historiadores europeus a identificaram com a deusa grega Afrodite, mas, isso sempre foi contestado no meio acadêmico, pois nunca se encontrou semelhanças entre as deidades.
O livro apócrifo de Segundo Macabeus forneceu o relato da morte de Antíoco, que ocorreu no templo devotado à adoração de Nanéia.
A descrição desse ato, não contempla muito embasamento histórico, pois além de misturar eventos reais com mitologia, não é possível identificar de qual Antíoco ele fala.
Os relatos encontrados no sítio arqueológico do templo de Elímaida, também não apresenta muita descrição de fatos reais.
Macabeus relata a tentativa fracassada de Antíoco IV em subtrair deste templo as riquezas de Alexandre o Grande.
O líder descrito em Macabeus, chegou ao templo de Nanéia com o pretexto de desposar a sacerdotisa, esperando assim, receber as riquezas do templo como dote.
O estratagema foi descoberto pelos sacerdotes da deusa, os quais por sua vez montaram uma armadilha para Antíoco.
Que foi morto com um pequeno número de homens na sala do tesouro do templo, apedrejados e depois esquartejados.
Tudo pelo teto da sala que tinha uma abertura, exatamente para o caso de ataques ao templo, como descreve um dos poucos achados arqueológicos do local.
O significado do nome da deusa nunca foi conhecido.




The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Biblie - 2008 - R. L. Thomas.



Por Elessandre Maciel

Dos lugares da antiguidade:




Monte Gilboa




Uma pequena cadeia de montanhas, localizada na parte leste da planície de Esdrelom, na fronteira entre Samaria e a região da Galiléia.
O local foi palco de várias batalhas dos israelitas.
Entre elas a que determinou a morte do primeiro rei de Israel, Saul e seus três filhos, Jônatas, Abinadabe e Malquisua.
Neste local também ficava a principal rota de comércio do Egito até Damasco, o chamado Caminho do Mar.
Desde tempos anteriores da conquista israelita, que grandes batalhas foram travadas nesta região.
Foi nestas proximidades que o faraó Tutmés III combateu os cananitas, quase 850 anos antes das forças do faraó Neco matarem o rei de Judá, Josias em seu caminho para lutar contra os assírios.
Próximo deste local que Gideão derrotou os midianitas.
Aqui também Jéu, rei de Judá, subvertido pelo profeta Elizeu, matou Jorão de Israel, quando o reino estava dividido em 2.
Foi aqui também que o general Pompeu, séculos depois, derrotou uma grande força oriental que vinha de ajuda para os Selêucidas, mas que de nada adiantou, pois Tácito, fala que de mais de 20 mil homens, apenas um sobreviveu para contar sobre a derrota.


Y. Aharoni - The Land of the Biblie - 1962 - Eng. trad. by A. F. Raqyney - 1967 - Ed. Rev. - G. G. Swaim - 2008.


Tácito - Histórias





Por Elessandre Maciel

Da história dos pais da igreja









Clemente de Alexandria.






Tito Flávio Clemente, nascido de pais pagãos, seu pai era um militar do exército romano, e fez fortuna nas guerras com a Trácia.
Sua mãe foi uma filha de nobres gregos.
Clemente nasceu em 150 d.C., na cidade de Atenas.
Se converteu ao cristianismo por influência da mãe, que sempre o levava nas reuniões de oração que sua mãe foi uma fervorosa frequentadora.
Estudou filosofia em Atenas e depois foi para Alexandria estudar na famosa escola de Catequese da época.
Clemente era muito talentoso que se tornou o sucessor de seu professor Panteno.
Mas, tudo viria a mudar no ano de 202 d.C. quando uma grande perseguição aos cristãos se deu no Egito e a própria escola foi fechada, e Clemente partiu do Egito para nunca mais voltar.
Foi um escritor muito prolífero, dos mais importantes quatro deles foram totalmente preservados.
"Protreptikos", uma exortação dirigida aos gregos.
"Stromata", um brilhante apanhado de pensamentos variados que falam principalmente do relacionamento entre a fé e a filosofia.
"Paedagogos", uma instrução de ensino e conduta baseado nos ensinamentos de Cristo.
Sua obra mais conhecida na história patrística chamada de "Hypotyposes", um comentário de todos os livros das escrituras sagradas somente existem fragmentos e comentários sobre o mesmo em obras de outros autores.
Clemente foi um dos maiores influenciadores da espiritualidade cristã grega.



W. C. Weinrich, in Enciclopédia Histórico- Teológica - Ed. Walter A. Elwell - tradução Gordon Chown - São Paulo - Vida Nova - 2009.





Por Elessandre Maciel


Dos deuses da Antiguidade







Serapis


Uma divindade grego-egípcia, cujo o culto foi instituído por Ptolomeu I, em cerca de 323 a 285 a.C.
Era uma deidade antiga no panteão grego que primariamente era chamado de Sarapis, que quando levada por Ptolomeu I para o Egito, fez uma derivação do egípcio Osir-Hapi, ou Osíris-Apis, o touro sagrado de Mênfis.
Em 304 a.C., construiu um templo em Alexandria para o culto a divindade, o chamado A Serapeum.
Ptolomeu I também tinha um interesse político nesta instituição, pois segundo alguns achados arqueológicos e históricos, ele pretendia unir seus súditos egípcios e gregos na adoração deste deus; mas obteve sucesso parcial apenas.
Pois como era uma figura parecida com Zeus, Serapis ganhou grande popularidade no mundo grego-romano como um deus da vida após a morte, mas, não foi muito popular entre os egípcios, que em suma tinham o costume de adoração a deuses com uma origem animal.
Enquanto que Serapis, era cultuado por causa da fertilidade, da cura, era o salvador dos marinheiros, além de doador de oráculos e sonhos.
Sendo assim identificado e comparado a outros deuses.
Já para a cultura egípcia, ele iria continuar sendo apenas uma forma inferior de Osíris.
O que nunca agradou a Ptolomeu I.




H. I. Bell - Cults and Creeds in Graeco-Roman Egypt - 1953. - Ed. Rev. - K. A. Kitchen - 2008.



Por Elessandre Maciel

sábado, 7 de março de 2020









                                          Os Gauleses






Nome grego e antigo para os povos habitantes do território que vai desde o Oceano Atlântico até o Rio Reno, estendendo-se desde a Inglaterra no Canal de Mancha até os Pirineus, a ainda passando até o Oeste dos Alpes.
O termo gauleses foi aplicado pelos povos gregos clássicos para as tribos alemãs e nortistas dessas regiões.
Quando os romanos sob a autoridade de Júlio César e outras autoridades romanas, foram substituídos em belgas, celtas e aquitanis em 100 a.C.
Sua presença, contudo, era conhecida, apesar de os gregos não especificarem os mesmos.
Esses povos indo-europeus migraram através das estepes da Eurásia durante o 3 e 2 milênio a.C.
Foram para o norte da Grécia, na região do Vale do Rio Danúbio, para as florestas e planícies costeiras da Alemanha e também para o norte da França modernas.
Eram um povo belicoso, e frequentemente assaltavam as civilizações do vale do grande rio, do antigo Oriente Próximo.
Não eram um povo dado a deixar seu modo de vida escrito.
Os raros resquícios de língua aparecem na língua alemã e mostram similaridades com dialetos góticos do Vale do Rio Danúbio.
Escavações arqueológicas feitas em sítios romanos antigos no norte da Europa, mostraram a sua arte e cultura através de figuras zoomórficas grotescas e formas detalhadamente trabalhadas, com uma grande influência da arte dos persas, até dos samaritanos do planalto indo iraniano.







W. White. Jr. - The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Biblie - 2008.






Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...