quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA DOS IMPÉRIOS ANTIGOS





DOS REIS BABILÔNICOS



MERODAQUE-BALADÃ




Um dos reis da linhagem da era de ouro da Babilônia, ele reinou um tempo até que curto para os reis da antiguidade, de 721 até 710 a.C.
Ele foi um dos reis que enviou uma comitiva para presentear o rei judeu Ezequias, enquanto este estava enfermo, mas pelos textos da antiguidade sua real intenção era encorajar o reino judaico a iniciar uma revolta conta a poderosa Assíria.
Ele deixou alguns textos encontrados escritos em argila, que reivindicava sua descendência a Eriba-Marduk, que reinou na Babilônia em 800 a.C, mas não se tem certeza até que data.
Eriba-Marduk foi mencionado primeiramente nas inscrições do rei Tiglate-Pileser III. Quando este rei chegou na Babilônia em 731 a.C.
Medoraque-Baladã trouxe para o então rei inúmeros presentes e sua maioria em ouro e assim apoiou os assirios. Sob a regência do rei assirio Sargão II, Merodaque-Baladã entrou na Babilônia e foi muito bem sucedido em sua invasão, e assim tornou-se rei, embora isso tenha causado uma grande movimentação no trono assirios, Merodaque-Baladã permaneceu no trono da Babilônia até 710 a.C., quando assim Sargão II decidiu entrar na Babilônia, o que Merodaque temendo por sua vida, decidiu fazer uma grande recepção ao rei assirio que com toda a poupa que recebeu, confirmou Merodaque-Baladã como governador local e assim não se opôs a Sargão até o final do reinado deste.
Depois da morte de Sargão, Merodaque-Baladã novamente se rebelou e, quando Senaqueribe tomou posse da Babilônia, ele se retirou à sua pátria. Senaqueribe derrotou os rebeldes e entrou na Babilônia, onde colocou Bel-ibni no trono. Finalmente este trono foi ocupado pelo filho de Senaqueribe, Ashur-na- din-shumi. Quando Senaqueribe atacou as cidades litorâneas de Elão, para onde Merodaque-Baladã havia fugido, nenhuma menção foi feita dele, mas seu filho Nabushumishkun foi levado prisioneiro por Senaqueribe na batalha de Halulê. Merodaque- Baladã morreu em Elão antes da entrada de Senaqueribe na área, em 694 a.C. Este rei babilônico é lembrado como um regente inteligente e ambicioso, que se opôs de modo severo à influência da Assíria, na Babilônia.




Y. G. Roux, Ancient Iraq (1964), 258-266.



The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible – Merril C. Tenney Org. - 2008.







Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




O PENHASCO DE SENÉ.






Palavra que no hebraico significa "espinheiro".
Pois onde está localizado existiam muitos arbustos espinheiros.
Um penhasco notável que, juntamente com Bozez, controlava a passagem de Micmás.
Esta importante rota de acesso aos planaltos da Judéia segue a Wadi Qelr em suas fases mais baixas.
Nas proximidades de Micmás a rota se tornava mais estreita, pois passa entre estes dois penhascos.
Por isso formava assim uma das localizações estratégicas para controlar o acesso aos planaltos da Judéia.
Isto explica sua grande importância para os filisteus. Pois em várias ruínas das cidades dos filisteus, foram achados inscrições citando a importância de Sené.
Várias formações rochosas adequadas são encontradas nas adjacências imediatas da antiga Micmás, cerca de 11 km a nordeste da cidade de Jerusalém.
Alguns arqueológicos defendem que seu nome pode estar preservado no nome "Wadi es-Suweinit".





"Michmash" - HDB - 1900 - A. Bowling. - 1985.


Enciclopédia da Bíblia - 2008 - Ed. Cultura Cristã -
Org. Merril C. Tenney
Org. Ass. Steven Barabas.




Por Elessandre Maciel


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE








BABILÔNIA – O CAMPO DE DURA






Uma planície próxima ao grande templo do Zigurate, na antiga Babilônia , aonde o rei Nabucodonosor ergueu sua imagem banhada a ouro maciço.
A arqueologia descobriu dois relatos sobre o feito de Nabucodonosor em duas pedras nas ruínas da antiga cidade.
Pois o único lugar que falava anteriormente sobre a imagem era o relato das escrituras sagradas.
A palavra acadiana “duru”, da qual deriva o nome do local significa “lugar cercado “.
Era um nome bastante comum em lugares geográficos na Mesopotâmia.
O significado acadiano deu origem a tradução e adaptação da palavra “Dura” na tradução Septuaginta.
Que em sua tradução literal quer dizer lugar fechado ou cercado .
Durante muito tempo se discutiu o local real da localização da imagem, alguns historiadores chegaram a propor a localização em Carquemis, mas a mesma não se localiza na Babilônia.
Outros chegaram a colocar além do Rio Tigre, próximo a Apolônia, mas também ficava longe da Babilônia.

Até que as pedras fossem localizadas na parte sul das ruínas da cidade.




J. A. Montgomery - The Book of Daniel - ICC – 1972.




Por Elessandre Maciel



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA






A CIDADE DE PI-BESETE.





Esta cidade foi a capital do décimo oitavo nome do baixo Egito.
E também capital do Egito sob a vigésima segunda dinastia egípcia.
Suas ruínas estão sob a moderna Tell Basteh no afluente central do Rio Nilo.
A cidade teve uma importância própria durante toda a história do Egito Antigo.
Uma fenda na terra que apareceu no meio da cidade, provocado por um terremoto, aconteceu lá durante a segunda dinastia egípcia.
Dois dos construtores de pirâmides deixaram vestígios na cidade. Quéops e Quéfren. O faraó Pepi I da sexta dinastia egípcia também deixou vestígios em Pi-Besete.
Vários reis posteriores das 12 até 19 dinastias egípcia particularmente deixaram marcas por toda a cidade.
A maior glória de Pi-Besete veio com a 22 dinastia com o faraó Sisaque a fez a segunda cidade mais importante do Egito, ficando atrás apenas de Tebas em termos de prestígio.
O nome original da cidade "Bast", e o de sua deusa "Bastel", estavam relacionados. Ela ficou conhecida posteriormente como "Casa de Bastel".

A deusa Bastel era geralmente retratada como uma mulher com cabeça de gato ou de leoa.
Era uma das menores divindades egípcias.
Quando os assírios saquearam Tebas, fez a popularidade de Bastel crescer, pois os egípcios fizeram um reajustamento na religião.



Heródoto - Livro II .


E. Naville - Bubastis - 1891- 26 Ed. 1999.




Por Elessandre Maciel



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA






DAS PERSEGUIÇÕES NA IGREJA PRIMITIVA





Quando do encerramento das perseguições imperiais aos cristão em meados do seculo 4.
A igreja estava plenamente estabelecida em praticamente todo o império romano.
Apologistas do passado, historiadores moderados, também afirmaram que um dos motivos que incentivavam plenamente a conversão das pessoas ao cristianismo era sua perseguição acentuada.
Pois o exemplo que os mártires davam, causavam uma impressão tao grande nos perseguidores e nas pessoas, que não conseguiam entender como alguém poderia dar a vida pelo que acreditava, e isto fazia com muitos buscassem a conhecer melhor o que era realmente o cristianismo naquele tempo.
Historiadores como Wolf e Serdeman sugerem que a erradicação do cristianismo não era um objetivo irrealista,
Pois algumas religiões orientais estavam praticamente se extinguido.
O maniqueismo finalmente deixou de existir já naquela época devido a intensas ações dos imperadores cristãos, bem como dos xás zoroastristas da Pérsia (Futuro Irã).
O budismo já não tinha influencia no ocidente, bem como no oriente médio, apenas na Índia e na Ásia e que continuou plenamente.
Editos de tolerância religiosa como os emitidos por Galério em 311 e também os que foram emitidos por Constantino e Licínio em 313, não eram exatamente uma novidade, apesar destes serem especificamente para o cristianismo.
Os Imperadores Décio e Diocleciano tinham publicado alguns editos de forma não tão nítida, mas similar e com certa tolerância a vários grupos religiosos que compunham todo o império romano.
O longo reinado de Constantino realizou uma transformação permanente no império.
Todos os imperadores subsequentes a Constantino, exceto um (Juliano, que governou entre 361 e 363). eram todos cristãos.
O que também transformou plenamente a igreja de Cristo, pois o poder crescente a igreja de Roma, absorveu e suplantou todas os outros centros do cristianismo primitivo, tais como Alexandria, Antioquia, Éfeso, etc.
Mas o que ficou plenamente claro e que Constantino fizera um pacto faustiano com o Cristianismo.




Por Elessandre Maciel



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA






OS PENSADORES ESCOLÁSTICOS – JOÃO BOAVENTURA






João Boaventura cresceu em uma família muito religiosa, sua mãe tinha uma admiração vertiginosa pelo papa.
Nascido na Toscania, viveu praticamente toda a sua vida entre Roma e sua cidade natal, pois desde muito cedo foi incentivado pela família para os estudos eclesiásticos.
Tanto que aos 17 anos entrou para a Ordem Franciscana e foi muito rápido a sua aceitação devido a sua dedicação.
Assim aos 22 anos de idade foi indicado para ser uma das principais lideranças da ordem criada por Francisco e Assis.
Escreveu varias obras teológicas entre as principais estão “Sobre a pobreza de Cristo”, “A vida de São Francisco de Assis”, “Itinerário a mente de Deus” e sua obra de cunho mais mistico “Breviloquium”.
Obra que ele desenvolveu toma uma concepção de veneração a Maria, mãe de Jesus Cristo, que sua influencia na igreja romana permanece até os dias atuais.
João Boaventura acreditava que o verdadeiro conhecimento somente pode ser obtido pela contemplação do mistério divino.
João também ficou conhecido como um grande compositor de hinos cristãos.
Morreu na sua Toscania em 1274, aos 64 anos de idade, depois de passar seus últimos meses enfermo.


Por Elessandre Maciel.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA



OS HUSSITAS



Eles foram um dos chamados movimentos da pré-reforma protestante.
Este movimento que nasceu na Boêmia no século 15.
Eram até certo ponto bem radicais e criaram um acordo de 4 artigos para a sua existência e vida cristã.

1 - A pregação da palavra de Deus deveria ser totalmente livre.

2 - A ceia do Senhor deveria ser igualmente administrada nas duas espécies, o cálice e o pão para os leigos e sacerdotes.

3 - O clero cristão deveria viver da pobreza apostólica, privados de imensas riquezas, pois estas deveriam ser utilizadas na manutenção das igrejas e dos necessitados.

4 - Os pecados públicos e maiores deveriam ser plenamente castigados, especialmente no caso de simonia.
Mas logos os hussitas também se dividiram em partidos.
Os hussitas de Praga somente rejeitavam o que contradizia os ensinos da Bíblia.
Os taboritas que que foram revolucionários apocalípticos que se opunham a tudo que não estivesse nas escrituras sagradas.
E também a mais pacífica comunidade hussita, a comunidade de Monte Horebe, que era bem menos apocalíptica e bem tolerante.
O imperador Sigismundo que chegou a enviar exércitos para eliminar os hussitas a pedido de Roma.
Mas eles se uniram e derrotaram o exército sob o comando de João Zizka.
Após este acontecimento, eles chegaram a um acordo com Roma e a maioria deles retornou a comunhão romana.


Walton, Robert C. - Chronological and background charts of Church history. - Zodervan - 1986.



Por Elessandre Maciel



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIASTICA






A CIDADE DE LASEIA






Cidade grega que em algumas variantes também era chamada de Lasaia por vários manuscritos antigos.
O evangelista Lucas afirma que a cidade de Laséia ficava próximo a grega Bons Portos.
Apesar de esta informação ser contestada por alguns historiadores, por falta de melhor embasamento.
A arqueologia mostrou alguns achados em Bons Portos que mostraram uma lista com algumas cidades gregas que eram abastecidas pelos portos gregos e uma das mais atuantes era a cidade de Laseia.
Cidade no qual historiadores tem demonstrado ser a cidade que o apóstolo Paulo que estava sendo levado de navio para a Italia, alcançou com muita dificuldade.
Existem inumeras ruinas próximas a Bons Portos e é de maioria absoluta que a cidade de Laséia é a que se localizava a apenas 2 quilômetros da cidade dos portos.
Apesar de pertencer a uma região portuária, muito pouca coisa se sabe sobre os temos primitivos da cidade.
Pouca notícia se tem pela literatura que sobreviveu; mas tem-se considerado que deve ser a Lasos que Plínio o Ancião menciona em sua Natural History, pois ele mesmo mudou o nome de varias outras cidades para apoiar seus estudos, e era algo comum as cidades serem conhecidas por outros nomes parecidos.
Laséia foi uma das mais importantes cidades de Creta, pois ela era conhecida e tinha boa reputação na Grecia e em outros lugares como a cidade das 100 cidades.


Publications of the Well-come- Marston Archaeological Research Expedition to the Near East 1918-1958, H. Torczyner, L. Harding, A. Lewisand J. L. Starkey: Lachish l, The Lachish Letters (193 8); O. Tufnell, C. H. Inge, L. Harding: Lachish 11, The Fosse Temple (1940);



Por Elessandre Maciel

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE





DOS IMPERADORES ROMANOS - NERO.


Foram a sua juventude e as preocupações artísticas e hedonistas de Nero que deixaram Afrânio Burrus e o famoso filósofo Sêneca, tutor de Nero, livres para administrarem o império romano durante 5 anos, pois Nero tinha chegado ao poder com apenas 17 anos, graças a mão firme e Burros que havia sido nomeado por Agripina.
O jovem príncipe não tinha mérito nenhum, não merecia crédito, Agripina havia aberto o caminho para Nero com assassinato e intrigas.
Sua conspiração continuou durante tempos.
Sêneca e Burrus ficaram com medo quando as ambições de Agripina se ampliaram. Nunca pode se desvendar até onde eles sancionaram a dependência de Nero da mulher que havia lhe ajudado a chegar ao poder, mas o fim foi matricida. Nero sempre esteve fora de controle, algumas vezes mais outras menos.
Ele sempre foi o instrumento inescrupuloso de Agripina.
Burrus morreu, e Sêneca havia sido levado ao suicídio, mas os detalhes do reinado lamentável, que incluem a primeira grande perseguição aos cristãos, deterioração de fronteiras, não precisam de extensos relatos.
Córbulo manteve a segurança da fronteira parta, enquanto Suetônio subjugou a Bretanha em chamas com a revolta de Boudicca, na qual Londres e Colchester foram queimadas e a nova província foi perdida.
Em 66 d.C., a ameaça prolongada de rebelião judaica se tornou realidade. Vindex se rebelou na Gália, Galba na Espanha, e outras pequenas revoltas, no trágico ano de 69 d.C.
O ódio universal cercou Nero em Roma. A casa Júlio- Claudiana chegava ao fim no meio de tumultos nas fronteiras, desafetos nas forças armadas e a primeira grande ameaça a pax romana.
Um dos poucos alentos daquele período é que muito do trabalho de Augusto havia sobrevivido, juntamente com inúmeras inovações sábias de Cláudio.


S. Full - Roman Society from Nero to Marcus Aurelius - 1986 - 9 Ed. - 2016.


J. B. Burt - The Decline And Fall of the Roman Empire - 1958.



Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE






A CIDADE DE IBLEÃO.




Ibleão era uma cidade cananéia que ficava na parte sul do Vale de Jezreel, que guardava uma das cinco passagens na Via Maris, vindo da Planície de Sarom.
O nome da cidade provavelmente é um atrônico e já havia sido registrado no século 15 a.C., na lista das cidades conquistadas por Tutmés III e entre as 119 cidades cananéias que ele conquistou, no qual a cidade de número 43 é Ibleão.
Acazias, um dos reis de Judá, foi morto por Jeú quando fugia em um carro na encosta da cidade de Gur, que estava bem próxima a Ibleão, a pouco mais de 500 metros.
Estudiosos da Septuaginta Lagardiana, descrevem a cidade de Ibleão como um lugar totalmente infame para os judeus, pois foi o local do assassinato do também rei de Israel Zacarias, por Salum.
A arqueologia comprovou que a cidade levítica de Bileã que aparece nos escritos do Velho Testamento é a mesma Ibleão.
A cidade existe até os dias de hoje, com vários sítios arqueológicos.
Seu nome atual é Khirbet Bil 'ameh'.
Sua localização hoje é descrita como ao norte da cidade de Siquem, a 16 quilômetros a sudoeste de Megido.



Y. Kaufman - The Biblical Account of the Conquest of Palestina - 1953 - 14 Ed. - 2013.

Y. Aharoni - The Land of Bible - 1967 - Rev. Edition - 2017.





Por Elessandre Maciel

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA



DAS HERESIAS DA IGREJA PRIMITIVA - CERINTO.






Era um agnóstico antigo, que viveu por volta do 1 século. De acordo com os escritos de Irineu de Lyon, ele surgiu por volta do ano 88, e gostava de ser reconhecido como amigo do apóstolo João.
A tradição da igreja primitiva diz que foi refutando os erros de Cerinto que João escreveu seu evangelho.
A escrita apócrifa "Epístola dos Apóstolos", escrita por volta da metade do 2 século, fala que Cerinto e Simão o Mago, são dois falsos apóstolos acerca dos quais ninguém deve se unir a eles.
Cerinto era judeu por raça e religião.
Estudou em Alexandria, e teve sua grande atividade na parte ocidental da Ásia Menor.
Depois de um certo tempo na Palestina.
Divulgava vários falsos ensinos sobre Cristo.
Ele dizia que o mundo foi criado, não por Deus, mas por uma força distinta.
Pregava que Jesus era filho natural de José, e que durante o batismo o Cristo desceu sobre ele.
Dando poderes a Jesus.
Durante a sua morte o Cristo saiu dele e apenas o Jesus humano foi quem morreu e ressuscitou.
Irineu relata que quando o apóstolo João foi para as termas de Éfeso, fugiu com medo que elas desmoronassem, ao saber que Cerinto estava lá.
Cerinto refletia um sincretismo religioso de gnosticismo, judaísmo e cristianismo.
Ele insistia na circuncisão e também na guarda do sábado.
Morreu devido a uma intensa perseguição dos romanos na cidade de Alexandria no Egito.




Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




CESARÉIA DE FELIPE.






A cidade de Cesaréia de Felipe era um dos centros da Decápolis, próximo a cidade de Damasco, na região da encosta sul do Vale de Hermon.
Cesaréia de Felipe estava localizada a altura de cerca de 350 metros acima do nível do mar.
Quando os gregos ocuparam a área, após Alexandre, ficaram muito preocupados com as divindades locais, e assim ergueram santuários no local, principalmente um santuário a Pã, que os gregos chamaram de Paneion, o distrito de Paneias. O nome permanece ainda nos dias atuais, na moderna cidade de Banias.
Herodes o grande, construiu um templo na cidade para homenagear Roma e principalmente Augusto, pois o imperador determinara que a cidade seria de domínio pessoal de Herodes.
No principado de Nero, Agripa II dedicou certa atenção a cidade, mudando seu nome para Neronias, mas o nome pouco sobreviveu, até no máximo o tempo de Marco Aurélio, mas a cidade continuaria a ser chamada de Cesaréia pela maioria.
Em Cesaréia, Tito filho de Vespasiano que também se tornou imperador, realizou apresentações de gladiadores, depois da queda de Jerusalém em 70 d.C.
Os cruzados chegaram a manter uma fortaleza em Cesaréia de 1130 até 1165 d.C., seus restos existem até hoje.
Cesaréia praticamente deixou de existir após as cruzadas, somente vindo a aparecer novamente no século 18, por causa da descoberta arqueológica do grande templo de Baal, chamado de habilitação dos baalins, datado do século 7 a.C., muito antes de qualquer construção judaica ou romana.


G.A. Smith - Historical Geography of the Holy Land - 1957.

E.M. Blaiklock - Cities of the New Testament - 1965 - 17 Ed. - 2016.



Por Elessandre Maciel

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA






AS HERESIAS DA IGREJA PRIMITIVA - MARCIÃO.






Marcião nasceu em 85 d.C. em Sinope na região do Ponto, Grécia.
Filho de uma família razoavelmente abastada, seu pai era um bispo cristão.
Sua família era proprietária de navios e também eram mercadores ricos, ter mais do que um navio naquela época, era para muito poucos.
Marcião estudou desde muito jovem as escrituras sagradas, estudou em Alexandria e também em Atenas.
Começou seu movimento em 120 d.C., quando ficou interessado no problema do mal, e assim iniciou uma série de viagens missionárias para estabelecer a igreja marcionita em várias cidades.
Quando foi a Roma em 135 d.C., criou 2 igrejas na cidade, que logo se tornaram proselitistas quanto as outras igrejas.
Causando uma série de problemas e embates doutrinários com os outros bispos cristãos.
Assim Marcião foi excomungado da igreja romana em 144 d.C., e suas igrejas formam fechadas lá por ordem dos governantes romanos.
Para Marcião a salvação era do espírito e não do corpo.
O Deus do Antigo Testamento não era o mesmo Deus do Novo Testamento.
Pois o Deus do AT é ignorante, imperfeito, vingativo, enquanto o Deus do NT é suave, amoroso e misericordioso.
O Messias segundo Marcião era o do Antigo Testamento somente para os judeus, e o do Novo Testamento (Jesus Cristo) é para todo o mundo.
Acreditava em partes dos evangelhos e do Novo Testamento.


Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...