sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Dos lugares da antiguidade:




Arco de Robinson



Ele está localizado no muro ocidental da área dos restos do Templo de Jerusalém, 12 metros ao norte do canto sudoeste daquela área do Templo. O arco tem cerca de 15 metros de largura e se projeta por cima da área do Vale de Tiropeão, na parte da Jerusalém dos jebuseus, o período anterior a monarquia davidica.
Este foi o primeiro arco construído, de uma série que conduzia por uma estrada da área geral do Templo.
Indo até a colina oeste de Jerusalém que no governo romano, havia sido construído um pequeno palácio para o governo pretoriano da cidade.
O grande explorador Cel. Charles Warren avaliou a largura da envergadura local, e escavou um poço até achar a pilastra que marcava a outra extremidade do arco.
Ele nas escavações, localizou também aduelas de outros arcos e uma parte de uma rua contemporânea do Templo, totalmente pavimentada uns 12 metros abaixo do início da ponte.
Após ter atravessado essa rua, fez outro achado importante, encontrou uma segunda rua pavimentada, cerca de 5 metros mais em baixo.
Flávio Josefo escreveu que esta ponte anterior foi construída pelos Macabeus, Eles, mais tarde, a destruíram para não servir ao General Pompeu em seu iminente ataque a área do Templo em 63 a.C.
Herodes o Grande erigiu uma nova ponte em conexão com sua reconstrução de toda área do Templo. Esta ponte foi destruída com o próprio Templo em 70 d.C., durante a guerra dos judeus com Roma.
O arco da ponte é herodiana, na parte do Templo e é chamado de Arco de Robinson, por causa do grande geógrafo palestino, Edward Robinson, que a descobriu em 1838.



Bibliografia: C. Warren e C. R. Conder - SWP - Jerusalém - Ed. Rev. - J. L. Kelso - 2008.


Flávio Josefo - História dos Hebreus.




Por Elessandre Maciel
Dos Personagens da Antiguidade.


Selêuco I Nicátor.



Selêuco o "conquistador", como ficou conhecido, viveu entre 358 - 280 a.C.
Era filho de um nobre macedônio que servia a Felipe.
Foi um dos aliados de Alexandre Magno em suas campanhas no leste do oriente.
Tornou-se o governador da Síria e da Babilônia após a morte de Alexandre.
Em 316 perdeu seus domínios e foi forçado a fugir para o Egito, mas, recebeu uma ajuda muito importante, Ptolomeu que era um dos generais mais poderosos de Alexandre, o ajudou a reconquistar a Babilônia, a Média e a Susania.
Este fato marcou o início da dinastia selêucida que durou até 65 a.C.
Era um separatista juntamente com Lisimaco, Ptolomeu e Cassandro, contra o reinante Antigono na batalha de Ipsus em 301.

Como resultado da vitória, ele obteve o controle da Síria e da Cilícia, e posteriormente da Babilônia.
Em 281 ganhou a Ásia Menor de Lisimaco. Fundou várias cidades na região, entre elas Antioquia na área do Rio Orontes, Laodicéia, Selêucia, Edessa e Beroea.
Selêuco assentou muitos judeus nessas cidades e conferiu a eles o direito de cidadania.
Fundou sua nova capital em Antioquia e casou-se com a filha de Demétrio, mas, não repudiou a sua esposa bactriana, Apama, que lhe gerou seu sucessor, pois era uma mulher muito sabia.
Selêuco, embora tenha sido um rei do Oriente, foi basicamente um rei do Ocidente quanto a perspectiva de governo.
Desejou conquistar o trono da Macedônia já em uma idade avançada, e restabelecer um império unificado, mas, foi morto por Ptolomeu II que o enfrentou em batalha, e colocou seu filho como seu vassalo na Ásia Menor.



Flávio Josefo - Antiguidades Judaicas.


The House of Seleucos - R. 1966 - Rev. Ed. 2008 - A. Rupprecht.



Por Elessandre Maciel

Dos Povos da Antiguidade:




Os Hicsos.



Hicsos foi o termo utilizado pelo historiador egípcio Maneto que viveu no século 3 a.C. para designar os governantes egípcios das 15 e 16 dinastias no Egito.
O Cânon de Reis de Turim, fala de um total de 6 reis Hicsos que reinaram por 108 anos.
A origem e ascensão ao poder dos Hicsos são muito discutidas. A versão de Maneto, afirma que a invasão dos Hicsos foi avassaladora, o que pode ser também, bem menos real do que de fato aconteceu, afinal o golpe de estado no leste do Delta do Nilo e em Menfis, apresentado por outros historiadores.
Alguns historiadores falam que a dinastia deposta refugiou-se em Tebas, como vassalos dos reis Hicsos.
Muito pouco de monumentos são encontrados dos reis Hicsos.
Apenas Caião e Apófis deixaram fragmentos de estátuas e de construções.
Aparentemente a dinastia dos hicsos tomou conta da máquina administrativa do Egito de maneira ampla.
Seus governantes adotaram o título de " Filho de Tá".
Textos deste tempo indicam que estrangeiros ocuparam cargos e postos administrativos, pois o chanceler Hur, que tinha origem indo-ariana.
Os nomes dos governantes Hicsos que chegaram até nós são normalmente semiticos ocidentais, quando não assimilados ao egípcio.
Antes de os Hicsos assumirem o Egito, alguns reis semitas governaram ocasionalmente o Egito durante a 13 dinastia.


A. H. Gardiner - The Royal Cânon of Turin - Ed. 1959. - Rev. 2009.


J. Van Seters - The Hyksos: A New Imvestigation - 1966 - Ed. Rev. - K. A. Kitchen - 2009.



Por Elessandre Maciel

Dos lugares da Antiguidade:




O Herodium





Um dos palácios fortalezas construídos por Herodes o Grande como monumentos em homenagem a si mesmo.
Ficava a 12 quilômetros ao sul de Jerusalém. Ele foi construído sobre uma montanha construída artificialmente e tinha formato cônico. Era constituído de uma série de palácios fortalezas que Herodes erigiu a fim de proteger seu reino, outros são Alexandrium, Hircânia, Masada, Macaro, Cesaréia e Jericó.
No ano de 40 a.C. Herodes derrotou os partos e os judeus nesse lugar e construiu a cidadela em memória da grande vitória que obteve ali.
Durante o período romano o Herodium era a principal cidade de uma toparquia.
Durante a guerra com Roma, Simão um líder de uma das facções judaicas rebeldes, enviou um capitão chamado Eliezar para pedir a rendição do Herodium, mas, s estratégia não deu certo.
Os romanos destruíram o lugar em 72 d.C.
Em 1962 o arqueológo Vergílio Corbo iniciou escavações em Herodium, as quais revelaram que o local foi habitado novamente no século 5 por cristãos.
Elas demonstraram também o estrago feito pelas máquinas do cerco romano.
Os objetos encontrados eram algumas ostracas gregas e romanas, pontas de flechas, decorações em gesso e um sistema de banho romano.
Na segunda revolta judaica de Bar-Kokhba utilizou o restante das instalações de Herodium para recolher grãos para suas forças, depois dessa nova derrota imposta pelos romanos, o lugar foi totalmente destruído.



Flávio Josefo - Antiguidades e a Guerra dos Judeus - Ed. 1999.


C. F. Pfeiffer - The Biblical World - 1966 - Rev. Ed. S. Barabas - 2008.



Por Elessandre Maciel

Das cidades da antiguidade:




O Monte Nebo.





O significado do nome segundo a tradição é o monte de Nebo, para historiadores orientais o nome significa montanha alta.
Atualmente os árabes chamam o local de Jebel en-Neba.
A visão dos lugares que se podem ver é um tanto privilegiada, o Neguebe, a campina do vale de Jericó, o vale de Gileade, e em dias bem claros, o Monte Hermon e toda as redondezas do mar ocidental.
O mar indicado é o mar Morto, pois por causa de Hebrom é impossível ver o Mar Mediterrâneo do local.
Jebel en-Neba é uma crista da planície de Moabe. E sua atitude é de aproximadamente 1220 metros acima do Mar Morto.
Outro nome para o lugar descrito em documentos antigos é Monte Pisga, ali também existe uma depressão que liga o local com Ras Siyaghah, que era referenciada pelos cristãos primitivos.
Muitas ruínas de várias épocas diferentes aparecem ali, inclusive uma estrutura de uma igreja bizantina.
Escavações realizadas no local, mostraram que ali existem sinais de presença do homem, desde 3.500 a.C.





N. Glueck - Explorarions in Eastern Palestine II - AASOR - 1935 - Rev. Ed. - Rvc. L. Alden - 2008.






Por Elessandre Maciel

Da história da antiguidade




Sobre as antigas formas de escrita sumeriana.




A escrita sumeriana é chamada de antecessor clássico do manuscrito cuneiforme.
Tendo aparecido pela primeira vez em forma reconhecível em documentos econômicos da área do templo de Uruk, na camada estratigráfica do período de Jemdet Nars.
Em sua maioria, esses documentos são memorandos de pequenas empresas, mais de 1000 tábuas.
Embora alguns que contém os complexos dicionários que foram usados para ensinar o idioma sumeriano e o sistema de escrita para aqueles dois milênios.
A maioria dos sinais nestes nestes tablets são mais pictográficos que cuneiformes.
Ao todo, há mais de 700 sinais discerníveis usados nos tablets de Uruk, em comparação com os mais de 1000 sinais usados na literatura clássica sumeriana.
O manuscrito sumeriano pode ser dividido em quatro períodos cronológicos em seu desenvolvimento, Arcaico-pictográfico (3500-2700 a.C), Ur (2700-2370), Gudea de Lagash (2370-2100) e Nova Ur (2100-1950).
O sistema sumeriano serviu como padrão para todos os sistemas cuneiformes subsequentes.
A civilização sumeriana, com o tempo, chegou a depender da escrita e até certo ponto comparou alfabetização com cultura e civilização.
Nas escolas de Tablete como eram chamadas, os escribas aprendiam copiando a literatura, hinos, epopéias, lamentos e textos léxicos.
Com o advento dos povos Semitas Orientais, que culminou com o estabelecimento da primeira dinastia acadiana, a cultura sumeriana foi absorvida pela acadiana, que somente utilizava o sumeriano na literatura.
Mesmo assim muitas palavras do idioma acadiano vieram do sumeriano.



E. Neustupny - The Tartaria Tablets, A Cronological Issue - Antiquity - 1968 - 7 Ed. - 2008.


The Tartaria Tablets - Scientifc American - 1968 - Revisited Edition - 2010.




Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Da história da antiguidade




Apís





Era o deus da fertilidade no panteão do Egito, e tinha a forma de um touro vivo.
O seu principal centro de adoração pelos antigos egípcios era a cidade de Mênfis.
Ali, seus sacerdotes o associavam a Ptah, o deus criador, bem como sua ligação com Osíris, o deus da morte.
Durante o domínio dos Ptolomeus a adoração de Apís sofreu mudanças.
Sendo a combinação Osíris-Apís foi totalmente helenizada e adorada como Serapis.
Muitos eruditos dos linguagens antigas elevam a adoração a Apís a um período bem mais remoto que os egípcios, chegando a um período pré diluviano.
Historiadores alemães sugeriram com base nos achados arqueológicos no Egito, principalmente na região do Sinai que o touro Apís inspirou o bezerro de ouro que os israelitas fizeram no Monte Sinai, e os bezerros de ouro que Jeroboão erigiu depois de ter visitado o Egito e ter se deslumbrado com os altares para Apís.





S. A. B. Mercer - The Religion of acient Egypt - 1949 - Ed. Rev. 2009.
By J. Alexander Thompson.




Por Elessandre Maciel

Das cidades da antiguidade




A cidade de Sefarvaim.





Uma pequena cidade construída a mando dos governantes assírios, pois os colonizadores foram trazidos para a repovoar o norte de Israel após a deportação para a Assíria.
Este local também incluía um altar de adoração dos deuses Adrameleque e Anameleque, deidades dos povos colonizadores que em sua maioria eram os vassalos vencidos pelos assírios e isso incluía os nortenhos israelitas.
Um dos generais emissários do rei Senaqueribe, mencionou que estas deidades foram inúteis contra o poder dos assírios.
O local tem nomes variantes pelos povos passados.
Era a Simpar pelos Mesopotâmicos, ou Sipar de Anunitum.
Os Sírios a chamavam de Sabaraim, que foi capturada por Salmanescer.
Alguns historiadores e arqueológos também a consideram ser a cidade de Sibraim mencionada na bíblia.
Pois a sua localização é praticamente a mesma da cidade síria.
No sítio foram encontrados parte do altar e um texto em argila falando do contexto sírio de Sefarvaim.



Historical Geography of Bible Lands - 1968 -  J. M. Houston - Ed. 2008.





Por Elessandre Maciel

Das histórias da antiguidade:




Dos tempos dos governos selêucidas.





Durante um grande período dos governos selêucidas, houveram tentativas de moldar a Ásia Menor em uma cultura e costumes de modelagem evangelística na helenização da região.
Principalmente sob o governo de Antíoco Epifanes, que estabeleceu centros educacionais gregos nas cidades do oeste asiático.
Jasão que era o governador da cidade de Jerusalém durante o governo de Antíoco IV, trabalhou para promover a helenização da cidade, obteve autorização para formar uma cidade-estado no estilo grego dentro de Jerusalém.
Ele chamou a cidade de Antioquia, e estabeleceu um ginásio de esportes em Jerusalém o que para espanto dos mais religiosos, recebeu muita atenção dos residentes na cidade e assim causando um enfraquecimento da vida plenamente judaica.
Havia naquele tempo os jogos olímpicos na cidade de Tiro na Fenícia.
No qual as competições eram feitas em honra de Hércules.
Jasão enviava delegados  para representar a nova Antioquia (Jerusalém).
Ele também enviava uma quantidade razoável de prata para o sacrifício a Hércules.
Porém aqueles que carregavam o tributo, sempre achavam que era um desperdício de dinheiro, e gastavam na construção de navios.
Essa realidade mostrava que a influência grega entre os judeus não era tão eficaz em Jerusalém quanto Jasão imaginava.




G. Giacumakis Jr - The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Biblie - 2008 - 4 Ed.



Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...