quinta-feira, 25 de junho de 2020

Das cidades da Antiguidade





A CIDADE DE PELÚSIO





Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâneo.
Seu nome tem um significado peculiar em grego “cidade da lama”, É uma evidencia de um erro em sua etimologia. Pois o nome egípcio Sin foi confundido com sin, escrito em letra minúscula tem seu significado de “lama” em egípcio antigo. A  cidade conhecida na antiguidade por sua fabricação de linho e sua produção de bons vinhos de variados tipos de uvas, O sítio arqueológico da cidade, mostrou que havia vários pontos de produção de vinho, e assim acabou virando também um grande entreposto comercial, que vinham comerciantes de toda a região do Egito, da Grécia e até do oriente para comprar seus vinhos. Suas áreas de produção de linho, também eram bem extensas, principalmente durante o período romano. A cidade também adquiriu uma importância militar como uma fortaleza na fronteira com a Síria. O profeta Ezequiel nas Escritura Sagradas do Antigo Testamento bíblico chamou a cidade de “um lugar seguro do Egito”. Pois foi um campo de numerosas guerras. Em 525 a.C. Cambises o rei persa, filho de Ciro o Grande, derrotou os egípcios nos arredores da cidade, e assim fez de toda essa região e do Egito uma província persa. Em 343 a.C. Ela foi defendida por Artaxesxes em uma guerra contra os gregos e também em 333 a.C., Alexandre o Grande em guerra sua guerra contra os persas, conseguiu a rendição de todo o destacamento persa e assim teve início a sua helenização do Egito. Em 169 a.C., a cidade foi cercada e tomada por Antíoco IV.
No ano de 55 a.C. O general Gabínio e Marco Antônio cercaram e tomaram a cidade para os romanos, contra um grande exército selêucida.
Finalmente o jovem Otaviano, ocupou a cidade em 30 a.C., em sua guerra contra Marco Antônio e Cleópatra, tomou a cidade e durante o reinado construiu um grande entreposto, revitalizou as adegas da cidade, e um posto militar, e assim durante o Império Romano a cidade foi uma importante estação na rota para o Mar Vermelho.





History of Egpty – 1988 –  Grand Rapids - A. Rupprecht



Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

EN-DOR






En-Dor era uma cidade do território de Israel, que de acordo com os textos judaicas, era destinada ao povo da tribo de Manassés, pois havia uma grande quantidade de membros desta tribo que vivia no local.
Por ser um local de muitas plantações e um bom arejamento seu nome tem o significado de “fonte de habitação”. Os primeiros povos que viveram no local foram tribos que foram expulsas de Ur e região, em sua maioria era composta de escravo livres, guerreiros ou escravos velhos, pois nas listas cuneiformes de Ur, En-dor era citada como a cidade dos habitantes de trapos.
Depois, quando os cananeus começaram a habitar na região, a cidade chegou a ser um dos centros de adoração ao deus baal cananeu.
Quando da conquista dos hebreus a região, a cidade acabou absorvendo inúmeros cananeus que não queriam ir embora, ou viver em guerra com os hebreus.
Historiadores e arqueólogos identificam a En-dor, com a histórica cidade de Endur, localizada a 6 quilômetros do Monte Tabor e a cerca de 10 quilômetros e sudoeste da cidade de Nazaré, no declive norte do pequeno Hermon, atualmente denominado de Nebi Dahi.
Nas cercanias da cidade existem inúmeras cavernas em que foram encontrados inúmeros artefatos de vários períodos históricos da antiguidade.
Estatuas do deus baal, altares de adoração, inúmeras moedas israelitas, e um dos achados mias interessante foi uma inscrição ao deus babilônico marduk.
A cidade também mencionada na lista de cidades tomadas de Tutmés III, nos anais de Senaqueribe, quando da destruição do reino do norte de Israel, Senaqueribe conta que a cidade de En-Dor o recebeu como um deus conquistador.
Nos escritos de Nabucodonosor, a cidade é contada como uma das cidades conquistadas do reino dos judeus.
Durante o período selêucida En-Dor praticamente virou um vilarejo que comerciantes e agricultores, pois a cidade não teve muita importância para os gregos, já no período de Roma, as coisas mudaram durante o reinado de Tibério, que havia visitado a cidade durante uma de suas campanhas como general no oriente médio, ele mandou revitalizar a cidade, além construir uma grande guarnição romana, construiu e reformou várias casas para os soldados romanos, fazendo com que En-Dor viesse a ter uma grande população.
Durante o período moderno, desde a idade média, Endur vinha sendo ocupada pelos árabes, que abandonaram o controle da cidade em 1948, durante a guerra árabe judaica, onde após o final da guerra, os israelitas estabeleceram uma colônia e modernizaram o local, chamando de Ein-Dor.
En-dor formava parte da planície de Quisom, e assim durante muito tempo, fez parte do campo de batalha de Megido.
Foi cenário de inúmeras batalhas israelitas, e uma de suas mais famosas, foi o lugar de acampamento do exército do rei israelita Saul, antes da batalha com os filisteus.
A cidade também ficou famosa por ter sido o local aonde o rei Saul, buscou ajuda de uma médium nas horas mais incertas do final da batalha.






En-Dor – A. C. Schultz – Grand Rapids – Zodervan – 2009.





Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade



Icônio





Icônio era uma cidade da Ásia Menor, atualmente a cidade é chamada de Konya na Turquia. De acordo com Xenofonte, Icônio era a última cidade da região da Frigia para quem viajava para o Leste. Durante os tempos dos governos selêucidas e durante o império romano a cidade era considerada a principal cidade da região da Licaônia.
As origens da cidade nunca foram plenamente descobertas pelos historiadores, mas Icônio é uma palavra de origem frigia, e foi criado um mito para dar um significado grego ao seu nome.
A lenda diz que o Rei Nanacos, o Matusalém frígio, fez uma profecia de que haveria um diluvio quando de sua morte. O rei conclamou o povo ao arrependimento e súplica, e por causa disso, a expressão “o pranto pelo dia de Nanacos” se tornou um provérbio de acor com Herondas o escritor do 3º século a.C.
A enchente veio como havia sido profetizada e quando as águas baixaram, Prometeu e Atena refizeram os homens por maio de imagens moldadas em lodo.
Outra lenda semelhante esta relacionada ao nome de Perseu e uma imagem das Górgonas apresentadas a ele.
A arqueologia demonstrou através de várias escavações feitas por estudiosos turcos que a história da enchente não indica influencia judaica, pois a região estava de fato sujeita a vários tipos de inundações. Icônio era uma cidade antiga frigia, que foi transformada em cidade grega através de sua colonização. 
Durante o império romano as cidades escolhidas como fortaleza foram Listra e Antioquia, ficando Icônio permanentemente como uma cidade grega, durante o governo do imperador Adriano, ele transformou a cidade em uma colônia romana, mas praticamente não mudou a estrutura da cidade, construindo apenas uma vila para suas visitas.
Durante o governo de Cláudio, a cidade recebeu uma maior atenção em termos de organização, devido a ser um lugar rico e fértil.
Como uma cidade do centro gálata da Ásia Menor, Icônio compartilhava uma grande fortuna na região, e por conta disso no 3º século a.C., a cidade caiu sob o domínio dos monarcas selêucidas da Antioquia da Síria, depois de aproximadamente uma geração sob essa subserviência, Icônio foi conquistada pelos reis do Ponto, para depois de quase 10 anos, ser libertada como um gesto politico durante as guerras de Mitríades com o Império Romano.
Em 39 a.C., o general Marco Antônio passou a cidade para Polemão, rei da Cilicia da Trácia, e três anos mais tarde, para Amintas, que se tornou rei da Galácia, depois da morte de Amintas, Icônio se tornou novamente uma unidade independente, e como cidade grega a cidade era governada por uma assembleia de cidadãos.
Trezentos e vinte quilômetros quadrados de planície fértil rodeiam o local, e essas planícies são frescas, bem irrigadas e arborizadas.
Durante as escavações no sítio local duas construções surpreenderam os arqueólogos, um grande templo dedicado ao deus grego Poseidon e também uma grande ruína de uma igreja bizantina com vários mosaicos dos apóstolos de Cristo, apesar de ter tido uma comunidade judaica, não foi encontrado nenhuma sinagoga nas ruínas, foram encontradas também numerosas inscrições cristãs do século 3 d.C., em diante, até o período bizantino.




Xenofonte – Anábis – Livro 1

Icônio – E.M. Blaiklock – Grand Rapids – Zodervan – 2009.




Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

                                    A cidade de Medeba





Uma cidade moabita na antiga região da Transjordânia, tem o seu significado em hebraico de água de quietude, por causa de várias pequenas fontes existentes na região, que na antiguidade traziam um som leve, e de acordo com textos antigos, era um tipo de local para se isolar.
Sua localização é cerca de 25 quilômetros ao sul de Hesbom, a vila moderna que fica no platô da localidade chama-se Madaba.
As primeiras referências de Madeba se encontram em textos da biblioteca assíria de Sargão, nos textos de Flávio Josefo e na Bíblia Sagrada onde é referido no canto de vitória de Israel sobre os moabitas.
Depois da vitória de Israel sobre Siom e Moabe a cidade foi entregue por Josué a tribo de Rubem.
Mas após a derrota de Israel para os assírios a cidade foi entregue a Mesa rei de Moabe que era vassalo dos assírios.
A região foi durante séculos um verdadeiro local de inúmeras disputas entre israelitas, os povos amonitas que eram amorreus da Mesopotâmia e também pelos sírios moabitas, no sítio arqueológico no local foi encontrado uma placa de barros chamada de “Inscrição Messa”, nela está contido que a cidade de Medeba tinha pertencido aos reis israelitas Onri e Acabe, mas Mesa, rei de Moabe, capturou a cidade com ajuda do exército assirio e a reconstruiu e cidade ficou pertencendo aos moabitas até o período dos gregos, quando o próprio Alexandre o Grande, entregou a cidade aos nabateus que haviam entregado toda a região por atitudes espontâneas.
Durante a revolta e os governos Macabeus em israel, e após a morte de Antioco, a cidade foi tomada pelo macabeu Hircano e depois de 20 anos João Hircano II, a devolveu ao rei Aretas, rei da Arábia.
Durante o período romano, a cidade foi primeiramente reformada pelo general Marco Antônio, que construiu uma guarnição na cidade, e durante o governo de Tibério, a cidade ganhou banhos romanos e um grande aqueduto.
No governo de Adriano, todas as sinagogas da região foram destruídas e somente após o governo de Constantino é que a comunidade de judeus pode voltar a residir na região.
No período bizantino, Medeba era aparentemente uma cidade rica, pois nas ruínas da cidade antiga, existem vários pavimentos mosaicos, e muitos estão parcialmente preservados.
Principalmente pelo mapa em mosaico da Terra Santa, datado do final do século 6 d.C., descoberto no ano de 1884.
Infelizmente grande parte do mosaico foi danificada por construção posterior de uma igreja, mas uma boa parte dele pode ser visto no pavimento construído dentro desta mesma igreja.




Flávio Josefo – Antiguidades Judaicas – 1998 

D. Baly - The Geography of the Bible - 1957 - Ed. P. A. Verhoef – 2008.

Medeba – P. A. Verhoff – Grand Rapids – Zodervan - 2009





 Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade







A fortaleza de Massada



Massada é uma fortaleza natural, no lado oriental do Deserto da Judeia, próximo a praia oeste do Mar Morto, a localidade tem cerca de 80 mil metros quadrados, e se eleva quase na perpendicular cerca de 400 metros acima do nível do Mar Morto.
O primeiro Sumo Sacerdote que iniciou a fortificação do local foi Jônatas e depois Alexandre Janeu um dos governantes hasmonianos da Judeia, reforçou toda a fortaleza.
A partir de 42 a.C., a fortaleza de Massada desempenhou um papel importante no conflito entre as casas governantes da Judeia, neste mesmo ano Massada caiu em poder dos seguidores de Herodes o Grande, mas permaneceu sitiada pelos partidários hasmonianos durante mais de 3 anos.
Herodes manteve sua família em Massada durante os anos de luta pelo poder na Judeia, depois de estabelecer seu domínio na Judeia em 37 a.C., com a ajuda dos romanos, Herodes iniciou um esquema de grandes construções em escalas, para assegurar seu governo.
Herodes reconstruiu quase que totalmente Massada, pois reforçou os muros com torres, construiu um Palácio, cisternas e também dois grandes armazéns.
No início da guerra contra os romanos, Massada foi tomada por um grande grupo de judeus zelotes, que eram os fundamentalistas do judaísmo na época.
Todo o arsenal de Herodes que se encontrava em Massada foi enviado para Jerusalém, para que fosse distribuído entre os insurgentes.
Esta fortaleza quase inexpugnável, não escapou da tragédia que foi a guerra contra os romanos, e no ano de 72 d.C., dois anos depois da queda de Jerusalém, a Décima Legião Fretesensis, lideradas pelo governador Flavius Silva, foi deslocada para Massada, e assim foram montados acampamentos, além de pesador instrumentos de cerco foram enviados para Massada.
Massada foi sitiada durante mais de sete meses, até que os romanos com seus pesados equipamentos, conseguiram abrir uma brecha no muro, os defensores zelotes tentaram por várias vezes fechar a brecha, mas não conseguiram, e assim a esperança de resistência se desvaneceu.
O líder judeu Eleasar Ben Yai’r persuadiu todos os seus 960 seguidores residentes, homens, mulheres e crianças, a tirar as próprias vidas, morrendo como pessoas livres, e não como escravos romanos. Quando os romanos conseguiram entrar na fortaleza, no dia seguinte, encontraram somente sete sobreviventes, duas mulheres e cinco crianças, todos os outros tinham se suicidado, depois de queimar seus pertences, os romanos que alguns ficaram atônitos de encontrar corpos de crianças, deixaram os sobreviventes irem embora com vida.
Extensas escavações no local foram feitas desde 1932, e se prolonga até os dias atuais, hoje supervisionados pela Universidade Hebraica de Israel e Departamento de Antiguidades do Estado de Israel.
O grande palácio de Herodes, os armazéns, e o elaborado sistema de suprimento de aguá foram sendo trazidos a tona ao longo dos anos pelas escavações. Os elementos arquitetônicos de Massada mostram detalhadamente o período de transição entre a influência helênica e as características de Roma.
A vida diária do local é bem documentada, pois o clima extremamente seco ajudou a preservação de pergaminhos e papiro, documentos estes que mostravam a vida diária em Massada, bem como vários livros bíblicos. Alguns datados do segundo século a.C.
Foram encontradas também várias centenas de inscrições ostracas escritas em hebraico, aramaico, grego e lati.
Notáveis remanescentes dos instrumentos romanos de cerco, estão espalhados ao redor de Massada e servem como uma das grandes lembranças da história da antiguidade.






Y. Yadin – The Ben-Sira Scroll from Massada Jerusalém – 1965.

Y. Yadin – Massada – Herod’s Fortress and the Zelots – Last Stand – Jerusalém – 1966.

Flávio Josefo – História dos Hebreus – Rio de Janeiro – CPAD – 1990.





Elessandre Maciel


sábado, 2 de maio de 2020

Dos Lugares da Antiguidade







A Fonte de Giom





A mais importante das duas fontes que supria água a Jerusalém, nos tempos da Antiguidade.
Foi a fonte de Giom que determinou o local original da cidade, no monte chamado Ofel, a oeste da nascente. Pelo fato dela se situar fora dos muros da cidade fortificada, os habitantes pré-israelitas fizeram um túnel através da rocha de Ofel, a fim de obterem proteção para o abastecimento de água, quando a cidade estivesse sitiada. O fato de Giom ter sido escolhido pelos sacerdotes de Israel para ungir o rei Salomão.
Cerca de dois séculos e meio após a ascensão de Salomão como rei de Israel, quando o rei assirio Senaqueribe atacou a Judá, o rei Ezequias construiu um novo sistema de água, construindo o famoso túnel de Siloé, para prover uma maneira segura de retirar água da fonte de Giom, dentro da área fortificada da cidade, e assim fortaleceu o muro em toda a sua extensão.
Nos tempos após o exílio na Babilônia, a necessidade de água em toda a cidade cresceu, e assim foram construídos vários aquedutos para trazer água de outros locais mais distantes.
Nos tempos do império romano, Pôncio Pilatos também construiu e reparou alguns destes aquedutos, utilizando dos fundos financeiros do Templo.




K. M. Kenyon – Jerusalém: 3000 Years os History – 1967 – Ed. Rev. - G. G. Swaim – 2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade




Pafos



Duas colônias no sudoeste do Chipre, distinguidas pelos historiadores como Pafos Antiga e Nova. A cidade de Pafos Antiga ( a moderna Konklia) situa-se a cerca de 16 quilômetros a sudoeste da Pafos Nova, a capital da ilha de Chipre nos tempos do império romano.
A primeira era uma colônia fenícia, identificada há muito tempo com o culto da deusa Afrodite, pois um grande templo existia na cidade dedicado para ela.
Pafos Nona cresceu como o porto da Pafos Antiga, depois que os romanos anexaram a ilha de Chipre em 58 a.C., e assim tornou-se o centro do governo romano na ilha. A cidade de Pafos Antiga foi destruída em grande parte por um terremoto em 15 a.C., e depois foi reconstruída com fundos recebidos do imperador e renomeada “Augusta” em honra a Otaviano.
A cidade então foi adornada com edifícios públicos e templos magníficos, havia o famoso santuário de Afrodite e foi adornado como para a mesma deusa Vênus dos romanos.
O maior festival em Chipre era a Afrodisia, que durava três dias a cada primavera, com uma procissão entre a Pafos Antiga e a Nova.
Arqueólogos identificaram o que foi considerado o templo a Afrodite em Pafos Nova, um grande recinto cercado com cerca de 210 metros de leste a oeste e 164 metros de norte a sul.
Pafos sofreu um segundo terremoto em 77 d.C., e foi praticamente destruída por um terceiro terremoto no século 4º d.C., permanecendo por muito tempo em ruínas somente sendo novamente ocupada na era moderna e Pafos Nova, hoje é conhecida como Baffa.
A arqueologia também encontrou uma inscrição de Pafos datando da metade do século 1 d.C., e menciona os nomes do apóstolo Paulo, de Barnabé e também do procônsul Sérgio Paulo, que menciona o encontro de Paulo com Elimas, o mágico, eternizada pelo artista Rafael a pedido da cúria católica romana.



G. Hill – A History of Cyprus – 1940 – Vol. 1 – Ed. Rev. - J. M. Houston – 2008.



Por Elessandre Macie

Das Cidades da Antiguidade





Baalbeque




Uma antiga cidade no vale de Beqa’a, que separava as montanhas do Líbano das do Anti-libano. Seu nome grego era Heliópolis e Baalbeque significa “Senhor dos Vales, a cidade tinha este nome, por causa da sua localização.
A cidade ficava sobre uma acrópole de onde se podia ver todo a vale fértil abaixo. O santuário floresceu nos tempos primitivos, principalmente durante o império da Babilônia que controlava a cidade nesta época e depois na época do helenismo e no início do Império Romano, e se destacou novamente no final desse império.
As ruínas da cidade cobrem uma grande área e são mundialmente famosas. Sítios arqueológicos nas vizinhanças dos templos da época romana, tem revelado as fundações de diversos edifícios mais antigos, até anteriores a babilônia.
O templo de Júpiter, construído originalmente para Hadade, o deus das tempestades, era uma grande construção de 88 metros de comprimento por aproximadamente 20 metros de largura.
Era cercado por um peristilo de 20 colunas coríntias de cada lado, 10 na frente e 10 atrás.
Havia também o templo dedicado a Baco, construído pelos romanos e ficava a 36 metros ao sul do templo de Júpiter. Este templo era menor, mas mais bem adornado e bem mais conservado e já foi construído com o estilo coríntio (helenista) de arquitetura.
Próximo aos templos havia uma propilea, um pórtico frontal e também um grande pórtico e cada um dele com vários edifícios governamentais romanos.
No meio da cidade romana, há aproximadamente 400 metros de distância da acrópole, há um templo pequeno, circular, dedicado a Vênus ou à deusa Fortuna.
A cidade viveu seus melhores dias sob o regime romano, e os grandes edificadores da Baaldeque romana foram os imperadores Antonino Pio e Caracala, pois ele tinha um motivo especial para cuidar da cidade, sua mãe era síria.





T. Wiegard – Baalbek – Vols. 3, 16 – (1921-25) – Ed. Rev – A. Rupprecht – (2008-2009).




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade








Khirbet Qumrã – (Do árabe Hirbet Qumrân – Ruína do Wadi Qumrã)







Um sítio arqueológico próximo à costa Noroeste do Mar Morto, onde o Vau Qumrã flui das colinas da Judeia para o Mar Morto.
Embora fosse há muito tempo um local conhecido dos viajantes e peregrinos, o local não foi escavado até a descoberta dos famosos “Manuscritos do Mar Morto”, nas cavernas vizinhas a partir de 1947, e assim chamar a atenção para Khirbet Qumrã.
As escavações locais foram iniciadas em 1951, até os dias atuais, ainda existem estudos em andamento no local.
O sítio, que fica no planalto a cerca de 800 metros da margem do Mar Morto, consiste de um complexo de construções e um cemitério. Segundo a arqueologia, a construção mais antiga no local, data de entre o 8º e 7º século a.C., a construção segundo historiadores de Israel está ligada ao rei Uzias e é identificada com a Cidade de Sal.
O local ficou deserto por alguns séculos após a colonização inicial, e a arqueologia não encontrou nenhum sinal de atividade até o 2º século a.C., quando as construções mais antigas foram modificadas pelos novos colonos locais e até por volta de 110 a.C., quando da sua população foi aumentando.
O complexo era provido com um sistema elaborado de água, havia olaria, ferraria, lavanderia, padaria, moinho, cozinhas, refeitório e salas de assembleia.
Permaneceu ocupado até sua destruição pelos romanos em 68 d.C., durante a Primeira Revolta dos Judeus, e depois o local foi fortificado e colocado como um posto de exército romano.
O local foi novamente usado como um centro pelos rebeldes durante a Segunda Revolta dos Judeus (132-135 d.C.), mas depois disso os romanos proibiram novas construções.
Nas cavernas nos arredores, nas quais foram descobertos os manuscritos do Mar Morto, continham também inúmeras cerâmicas contemporâneas e algumas até mais antigas.
Muitos rolos foram copiados em Khirbet Qumrã, e provavelmente foram depositados nas cavernas em 68 d.C., quando a conquista romana ficou eminente.
Muitos estudiosos ao longo do tempo tem ligado a comunidade aos essênios, apenas de que nem todos os manuscritos têm origem na literatura essenia, sendo que os arqueólogos e historiadores, principalmente de Israel colocam a identidade da comunidade de Qumrã como incerta, embora os essênios sejam realmente o povo que tenha vivido nesta comunidade.




J. T. Milik – Ten Years os Discovery in the Wilderness of Judaea – 1959 – Ed. Rev. T. C. Mithell – 2008/2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade







Lícia







Região montanhosa no sudoeste da Ásia Menor.
Essa região de cerda de 5.600 quilômetros quadrados, projeta-se para o sul, no Mar Mediterrâneo, fazendo fronteira a noroeste com a Cária, ao norte com a Frígia e a Pisídia, e a nordeste com a Panfília.
A Lícia era enclausurada por acidentadas cadeias de montanhas e visto que a terra se projetava mar a dentro.
Era uma grande produtora de madeira, produziam madeira excelente para a construção de casas e navios e vendiam para vários povos. Tinha também locais adequados bem grandes para pastagens, para vinhas e olivais, além dos seus vales fornecerem espaço para o cultivo de cereais.
Sendo que seus escoamentos de produtos eram feitos nos seus portos Pátara e Mirra, sendo esses os maiores e principais.
Pátara era o orto aonde geralmente os navios que transportavam cereais de Alexandria paravam devidos aos ventos ocidentais predominantes na região.
Mirra era um lugar para navios serem carregados e reparados, antes de partirem para a Itália, que era geralmente o destino final de quase todos os navios que partiam deste porto.
Historiadores apontam que a origem da população da Lícia , provem de Creta, desde o século 6 a.C., pois eram o único povo do oriente da Ásia Menor que não era sujeito ao general persa Creso., mas ele não foram fortes o suficiente para resistir a invasão persa em 546 a.C., apesar de terem sido um dos poucos povos a terem conservado a sua unidade nacional sob os persas.
Embora tenham estado temporariamente na Liga de Delos em 446 a.C., mas, foi somente com a chegada de Alexandre Magno á Lícia , no inverno de 334 a.C., que a Lícia finalmente caiu sob a influência grega, Após a morte de Alexandre, Lícia se tornou parte do domínio do general Antígono, mas foi invadida em 309 a.C., pelo inimigo de Antígono, Ptolomeu I do Egito. O controle egípcio sobre a Lícia continuou até que foi conquistada por Antíoco III em 197 a.C.
Antíoco foi derrotado pelos romanos na Batalha de Magnésia, e assim, em 189 a.C., os romanos submeteram a Lícia a Rodes.
O senado romano concedeu liberdade a Lícia em 167 a.C., segundo Apião, foi depois de muitas reclamações ao senado romano.
Essa liberdade viria cair em 43 d.C. pelo imperador Cláudio, quando ele estabeleceu a província de Lícia-Panfilia sob um legado pretoriano.
Em 69 d.C. Vespasiano desligou a Panfília da Lícia e uniu a Panfília com a província da Galácia, e assim deu mais liberdade aos cidadãos da Lícia, praticamente como um país livre.
A existência da comunidade judaica na região fica evidente por uma carta mandada pelos romanos em 139 a.C., para que não fosse causado danos aos judeus da região, já a existência do cristianismo, somente após o século 3 d.C., é que existiu uma igreja na região,




E. Bean – Lycia – The Oxford Classical Dictionary – 2 Ed. - 1970.

A. H. M. Jones – The Cities os Eastern Roman Provinces – 2 ed. - 1971 – Ed. Rev, H. W. Hoehner – 2008.

Apião – As Guerras Sirias

Suetônio – A vida do imperador Cláudio






Por Elessandre Maciel

Da História dos Pais da Igreja




Papias





Bispo do 1º e 2º séculos da era cristã, Papias era bispo na cidade de Hierápolis, na Frigia Pacatiana, uma cidade localizada há alguns quilômetros ao norte de Laodiceia, e aproximadamente a 160 quilômetros a leste de Éfeso.
Papias nasceu no ano de 66 d.C., na própria Frígia. Os seus escritos constituem o principal interesse nele, por ele escreve que fez questão de interrogar várias pessoas que tinham conhecido ou tinham sido discípulos de Jesus.
Ele entendeu que  poderia ter mais proveito “de declarações a viva voz de sobreviventes” do que de livros. Ele escreveu uma Interpretação das Declarações do Senhor em cinco livros. Obra essa que embora tenha sido listada no catálogo da biblioteca de Stams, um monastério no Tirol, já em 1341, hoje a obra completa está desaparecida, existem apenas 2 livros e dos outros apenas citações e referências à obra feita por outros escritores. Eusébio de Cesareia (autor da História Eclesiástica), fez as citações mais interessantes, mas Irineu de Lião e André de Cesareia, entre outros, também citaram Papias diretamente.
A Interpretação data de aproximadamente 120-130 d.C. Ele declara que “Marcos se tornou interprete de pedro, de Mateus, Papias escreve que colecionou as declarações no idioma hebreu.
Irineu de Lião citou papias como dizendo que o Apóstolo João fez vários relatos dos ensinamentos de Cristo sobre a ressurreição e a vida depois dela.
Irineu fala que João se descrevia como presbítero  João, como depois de seu exílio na ilha de Patmos, preferia ser tratado apenas como um ancião de dias que Papias poderia ter escrito
Eusébio de Cesária tinha uma péssima opinião sobre Papias, e ele o considerava como alguém de pouca inteligência e tinha severas criticas a obra de Papias. A maioria dos historiadores da igreja concordam porém, ter escrito mais lucidamente.




J. A. Kleist – Ancient Christian Witers – 1948 – Ed. Rev. P. Wooley – 1948.

Eusébio de Cesareia – História Eclesiástica – Obra Completa – 1ª Ed. - CPAD – 1999

Irineu de Lião – Contra as Heresias – Paulus – 2º Ed. 2001



Por Elessandre Maciel

Das Histórias de Roma





O Dia do Destino.




Júlio César, quando voltou das suas incursões na Gália, teve a ideia de visitar um vidente e também fazer vários sacrifícios a Júpiter e a Vênus.
Ele recebeu uma resposta do vidente que não levou a sério naquele momento “cuidado com os idos de março!”, teria dito o bidente quando ele um dia deixava o Senado.
O dia fatal foi o 15 do mesmo mês. No velho calendário lunar, os idos teriam correspondido a lua cheia, mas nesta época era apenas uma divisão conveniente do meio do mês.
Mesmo que os “idos de março” não tivessem se tornado famosos por representarem o dia final de um governo tirano, e mesmo que Júlio César não tivesse ficado conhecido por nenhuma outra razão, ainda teria lugar na história da humanidade como o início do “calendário juliano”.
Antes, o calendário romano era composto por 12 meses, com um total de 355 dias. Gradualmente, este calendário foi ficando dessincronizado com os ritmos do ano solar, por isso foi inserido um novo mês entre Fevereiro e Março. Este “Mensis Intercalaris” tinha 27 dias e preenchia o vazio do velho sistema até um certo ponto. Mas mesmo o ano no calendário já estava defasado com as estações, os solstícios e equinócios.
O calendário Juliano foi uma grande melhoria, pois tinha 365 dias, assim como o nosso. Estava tão próximo de estar totalmente correto que quase não havia diferença para a atual divisão de anos.
O ano que chamamos de 46 a.C, os romanos denominavam como 709º desde a fundação da cidade de Roma.
No século XVI, no entanto, o calendário estava 10 dias defasados, e para corrigir o sistema, foram introduzidos, os anos especiais, que com o tempo, foram sendo chamados de anos bissextos.
Nesta altura, o Papa Gregório XII, introduziu o novo calendário chamado “Gregoriano”, que atualmente é considerado com alguns anos de contagem de tempos errados




A História Secreta dos Imperadores Romanos – de Júlio César à Queda de Roma – Michael Kerrigan – Amber Books – 3 Ed. - 2013.




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade








Siracusa





Uma colônia  grega na costa leste da Sicília, fundada pelos habitantes de Corinto em 734 a.C., Siracusa emerge à plena luz da história com o governo de Gelon, entre 540 a 478 a.C.
Próximo ao final de seu reinado, Gelon derrotou os cartaginenses em Himera em 480 a.C., o ano da batalha de Salamina.
Assim Siracusa, consequentemente, tornou-se a cidade mais importante do Mediterrâneo ocidental, depois de Cartago e entrou em seu século de esplendor e sucesso imperial.
Hieron I sucedeu Gelon, e reinou por mais de 10 anos, e estendeu a influência de Siracusa para a Itália adjacente. A catastrófica derrota de Atenas no inconsequente ataque a Siracusa em 415 a.C., deixou a cidade siciliana no ápice de seu poder e glória militar.
Na arte, na literatura, e em outras esferas da cultura, como na influência politica e internacional, Siracusa estava vivendo em meio a uma esmagadora influência indo sumeriana, aparentemente poderosa, mas sempre a sombras de tiranias.
O declínio de Siracusa veio sob o império de Dionísio II, a quem Platão havia procurado em vão educar para exercer autoridade, depois dele alguns lideres com viés tirano estiveram no poder, mas sem a influência anterior.
Timelon que restaurou uma certa medida de governo constitucional, expulsou novamente os invasores de Cartago, e trouxe novos cidadãos de várias partes da Grécia para fortalecer o estado.
Os romanos se envolveram com a Sicília depois da metade do 3º século a.C., a ilha era também uma importante base para ser negligenciada quando Roma e Cartago se tronaram inimigas e a confortação no Mediterrâneo era uma questão de tempo.
Siracusa se tornou um inevitável campo de batalha, e foi obstruída pela facção cartaginense e ainda foi atacada pelos mesmos.
Siracusa foi capturada pelo general romano Marcelo, após um terrível cerco no qual o físico de Siracusa, Arquimedes, forneceu aos defensores diversas peças de artilharia sofisticada. Arquimedes morreu em consequência da tomada da cidade.
De 211 a.C. em diante, Siracusa se transformou totalmente em romana. Ela permaneceu a mais brilhante cidade na província e o local da residência do governador. Otaviano Augusto enviou colonizadores e engenheiros em 21 a.C., e transformou a cidade em uma verdadeira colônia romana.
Siracusa foi totalmente saqueada em 280 d.C., pelos primeiros invasores francos, que ficaram maravilhados com a beleza da cidade, mas a guarnição romana já não era a mesma de tempos anteriores.
A cidade tinha diversos templos, desde fenícios, como gregos e romanos, pois vários sítios arqueológicos mostraram a diversidade religiosa da ilha, duas sinagogas também foram encontradas nos sítios, e diversas e grandes catacumbas dão testemunho da presença do cristianismo na ilha.




SIRACUSA – E. M. BLAIKLOCK – Zodervan – 2008

HERÓDOTO – HISTÓRIA



Por Elessandre Maciel

Dos Personagens da Antiguidade







Suetônio






Gaio Suetônio Tranquilus nasceu no trágico “ano dos quatro imperadores” 69 d.C., ano este que viveu inteiro praticamente em guerra civil durante os governos de Galba, Otho, Vitelius e vindo a ser unificado e pacificado novamente com o governo do General Vespasiano, colocando fim na dinastia júlio-claudiana.
Suetônio morreu em 140 d.C., e foi um dos poucos escritores romanos nascidos na cidade de Roma.
Teve uma carreira no exército romano, era um cavaleiro e por desde novo ser versado na linguá grega e um estudioso, causou uma grande impressão em Adriano, e por um tempo foi secretário deste imperador.
Entre as suas algumas tiveram destaque como “O divino Augusto” sobre Otaviano e sua ascensão ao poder.
Mas sua obra mais famosa é “A vida dos doze césares”, que até hoje é utilizada como uma obra de base para quem quer estudar Roma.
Suetônio sobreviveu intacto do governo do imperador Júlio, até Domiciano, mesmo que o centro de poder em Roma fosse um perigo de morte a qualquer momento e motivo.
A vida dos doze césares é um livro que exerceu imensa influência ao dar uma direção biográfica para a historiográfica romana. Embora Suetônio não seja considerado um grande historiador pelos acadêmicos modernos, Suetônio se emprenhou em escrever objetivamente, seu material é bem concentrado.
Para muitos historiadores Suetônio é tendencioso e injusto, mas a riqueza de detalhes em suas obras, mostram na verdade um imenso valor para a história de Roma e da Antiguidade.
Suetônio quando escreveu sobre a expulsão dos judeus de Roma, chama erroneamente Cristo de “Chrestos”, por considerar ele o grande influenciador do início das revoltas judaicas, o que claramente não era verdade, mas Suetônio não era um admirador de religiões, pois quase nada de sua vida se fala em adoração a deuses, mas sobre os imperadores que ele escreveu, principalmente quando fala de Augusto, Nero e Cláudio, ele escreve muito sobre divida aura destes imperadores e os deuses romanos.
Suetônio desenvolveu uma grande amizade com outro escritor romano Plínio o Jovem, que o descreveu como “um homem quieto e estudioso, dedicado aos estudos”.





E. M. Blaiklock – SUETÔNIO – Zodervan – 2009.




Por Elessandre Maciel

Das Cidades da Antiguidade




A Cidade de Tafnes







 Tafnes, uma cidade egípcia, que é mencionada nos textos de Mênfis como um dos grandes inimigos do reino de Israel, e com a cidade de Midgol, como um lugar para o qual os exilados judeus fugiram depois do assassinato de Gedalias, que se seguiu ao saque e destruição de Judá pelos babilônicos em 587 a.C.
Tafnes é citada em vários escritos antigos, como mencionada em carta fenícia de papiro do Século 6 a.C.
O texto é majoritariamente religioso, e se refere a “Baal-Zefom e aos deuses de Tafnes”, a forma grega do nome da cidade apoia a identificação com Dapnai, no braço Pelusíaco do Rio Nilo, que o historiador Heródoto, que escreveu, que a cidade foi guardada por mercenários gregos colocados ali pelo rei Psalmético, durante a 26ª dinastia entre 664 a 610 a.C., para repelir as incursões dos árabes, e outros povos asiáticos.
Tafnes é comumente localizada pela arqueologia em Tell Defneh, localizada a 43 quilômetros a sudoeste de Port Said.
Em 1886 o arqueologo Flinders Petrie escavou parcialmente um local conhecido como Qasr bint al-Yahudi (Mansão da filha do judeu), encontrando inúmeros artefatos, como cerâmica grega e uma fortaleza de Psalmético I, que tinha no seu exterior uma plataforma do período ramessida, chamado de casa de faraó em Tafnes, o local aonde o profeta judeu Jeremias escondeu pedras para marcar o local aonde ele predisse que o rei da Babilônia, Nabucodonosor II, levantaria o seu trono sobre o Egito.
Um texto fragmentário neobabilônico do 37º ano de governo de Nabucodonosor esboça as operações contra o Egito e menciona o rei egípcio, Amasis, e a guarnição grega (Putu-Iaman). Os cilindros de Nabucodonosor encontrados em Tell Defneh, e que estão no Museu do Cairo, mostram várias destas inscrições e das vitórias de Nabucodonosor em território Egípcio.





W. F. Albrigth -  “Baal-Zephon” – Festschrift Alfred Bertholet – 1950 – Ed. Rev. D. J. Wiseman – Zodervan – 2008.

Heródoto – História



Por Elessandre Maciel

Das Cidades da Antiguidade






Berito






Berito é nada mais que a moderna cidade de Beirute no Líbano, nos tempos antigos foi um dos grandes portos da costa fenícia, rivalizando com a cidade de Biblos ao norte e com Tiro e Sidom ao sul.
Berito é citada em diversos documentos antigos, como os registro egípcios da lista de cidade de Tutmés III, do século 15 a.C.
Também foi encontrada nas Cartas de Amarna de cerca de 1400 a.C., quando Berito, foi um porto importante para o Egito, no comércio e transporte de cedro, e também foi transformada em uma guarnição maritma contra os hititas, e ela estava firmemente nas mão de um general vassalo egípcio chamado Ammunira, que nas Cartas de Amarna é descrito como um grande general e guerreiro e totalmente leal aos deuses egípcios.
Essa guarnição principal proporcionou asilo para um general de Biblos, chamado Rib-Addu, que era um líder pró-Egito, e que fora expulso da cidade do norte, por ter sido contra uma guerra contra Berito, pois significava ficar contra o maior império de então.
Berito funcionou como porto comercial durante vários séculos, mesmo após a derrocada egípcia, e sob o domínio assirio, babilônico, persa e no período selêucida, continuou com sua mesma importância.
Embora não tenha tido destaque na história, em comparação aos portos fenícios reais de Tiro e Sidom, exceto quando a cidade foi capturada e destruída por Trifão e sua luta pelo trono selêucida em 140 a.C.
Quando os romanos tomam a cidade com a chegada de Marcos Agripa, oficial de Otaviano Augusto, que ocupou o porto no ano de 15 a.C., transformou a cidade numa colônia militar romana, e a partir deste acontecimento, Berito passou a ter pouquíssima projeção histórica.
Segundo o historiador judeu Flávio Josefo, o rei Herodes I adornou Berito e presidiu o dramático tribunal do qual acusou e sentenciou os seus dois filhos.
Ele escreve que Agripa I e Agripa II construíram teatros na cidade e, que foi em Berito que o general Tito celebrou a queda de Jerusalém e o aniversário de seu pai Vespasiano.
Tácito conta que Berito era um local apropriado para a reunião e prepraro de tropas, e que as tropas orientais, que levaram Vespasiano ao trono de Roma em 69 d.C., estavam reunidas ali.
Berito ficou famosa na época do império romano, também por seu um centro de erudição, pois Cláudio havia mandado construir uma escola de direito na cidade. Mas sua história antiga seria praticamente encerrada pelo desastroso terremo de  d.C., que praticamente devastou a cidade inteira.





Berito – E. M. Blaiklock – Zodervan – 2008


Flávio Josefo – Antiguidades Judaicas


Tácito – História 2




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade






Bitínia






A Bitínia ficava localizada no noroeste da Ásia menor. É um território montanhoso, bem irrigado, dotado de vales planos e férteis, boa madeira de lei, pedras para construção, frutas e grãos, além de excelentes condições portuárias.
A Bitínia limitava-se ao norte do Mar Negro, a oeste pelo estreito de Bósforo e pelo Proponto (Mar de Mármara), ao sul, com a Frígia e com a Galácia, a ao leste com a Paflagônia.
Os bitínio tinham sua origem nos trácios, eram de uma linhagem vigorosa que adentrou na história no século 6 a.C., devido á sua coesão e isolamento, os bitínios mantiveram uma certa independencia mesmo sob o regime dos persas e de seus sucessores selêucidas. Em 297 a.C., foi fundada uma dinastia que se manteve por dois séculos, até que o último governante da linhagem real dos trácios legou seu reino a submissão de Roma em 74 a.C., sem precisar de derramamento de sangue.
O progresso sob a dinastia trácia ficou muito evidente, pois a região legou cidades importantes, o comércio prosperou com várias nações do mundo, tanto da Grécia, como da Ásia
Além de um grande grau de helenização marcaram o país, pois, Alexandre mandou construir vários monumentos na Bitínia, e o próprio povo, absorveu a cultura helênica.
O general romano Pompeu, uniu a Bitínia e o Ponto, quando buscou organizar o território deixado em seu legal no ano de 64 a.C.
Nos primórdios do império romano, a Bitínia era uma província senatorial, mas logo se tornou uma esfera de influência pessoal do próprio imperador, pois Otaviano Augusto, fez inúmeras melhorias na Bitínia.
Pois ele percebeu as dificuldades financeiras das cidades, por causa da organização feita por Pompeu, que em pouco tempo se mostraram equivocadas, e além do significado estratégico da região devido aos seus importantes portos e estrada, contribuíram para o interesse do Império.
Sob o governo de Marco Aurélio, toda a região da Bitínia, tornou-se formalmente uma província imperial.
Um dos emissários do Império, enviado para governar a Bitínia foi Plínio, o Moço, que atuou como governador, dos anos de 110 a 112 d.C.
O governo de Plínio tornou-se famoso devido a um grande volume de sua correspondência com o imperador Trajano que foi preservado
Nessas correspondências são encontradas muitas informações sobre a Bitínia, sues problemas e sua administração, ao lado de uma nota sobre a minoria cristã que vivia na região, e o envolvimento com os problemas na aplicação de leis anticristãs.
O cristianismo se iniciou na região, por volta de 60 d.C., a partir do apóstolo Paulo diretamente.
E a igreja na época de Plínio, era um grupo grande e poderoso, com membros das mais variadas camadas da sociedade da região.




E. M. Blaiklock – The Christian in Pagan Society – 1951


Plínio, o Moço – Cartas de Plínio – Volume 10.

Bitínia – E. M. Blauklock – Zodervan – 2008.





Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Das cidades da Antiguidade




Neápolis



O nome da cidade tem o significado de cidade nova, sua localização na Grécia era na praia norte do Mar Egeu.
Neápolis foi fundada por cidadãos colonos da cidade de Tasos, e para alguns historiadores eles eram originários dos povos nômades da Mesopotâmia.
Como colonia, a cidade servia como porto que dava acesso, aos habitantes das ilhas, ao continente.
Seu sitito arqueológico fica na atual cidade grega de Cavala, e um grande teatro grego foi escavado quase que em sua totalidade de forma.
Outra cidade próxima é Filipos, que fica a cerca de dezesseis quilômetros para dentro do continente, numa planície separada do mar por uma cadeia de montanhas.
A cidade pertencia primariamente à Trácia, depois se tornou parte tanto da primeira quanto da segunda Confederação Ateniense, quando das guerras contra os persas foi elogiada por sua lealdade aos ideias gregos.
Quando do reinado de Felipe e Alexandre, a cidade não recebeu muita importância pelos Macedônios, somente quando o império romano limitou a Macedônia como província é que a cidade recebeu novamente reformas no seu porto, pois ela forneceu refugio para a frota de Brutus e Cássio no tempo da Batalha de Filipos em 42 a.C.
Neápolis foi o primeiro ponto na Europa a ser alcançado pelo apóstolo Paulo no tempo do Novo Testamento bíblico, pois dali ele fez uma jornada até Filipos e outros lugares na Grécia.
Antônio Augusto fez questão de criar uma estrada romana que ia da cidade até Filipos, mas pouco restou da mesmas, apenas alguns traços foram escavados pela Arqueologia.




The Zondervan Pictorial Encyclopedia of de Bible – Ed. Zodenvan Corporation – 2008 – Edit. Rev. R. C. Stone.



Por Elessandre Maciel

Das Civilizações, Povos e Cidades da Antiguidade





Arvade, ou Arvadeus







Uma das cidades fenícias que era mais setentrional, situada na ilha rochosa, chamada Ruad. A ilha fica a uma curta distancia da costa Síria, diretamente defronte ao Chipre.
Em grego e também em fontes superiores romanas a cidade é chamada de Arado, Heródoto disse que a ilha era uma fonte de arte primitiva.
A ilha foi reconstruída pesadamente para ofender e aumentar o seu tamanho diminuto de menos do que 2 quilômetros, depois de ter havido um terremoto na região.
Era a principal ilha de governo fenício sobre a costa vizinha, e tinha a proteção das forças de Cartago.
A Arqueologia encontrou muito pouca ruína ainda exista nos sítios arqueológicos abertos, mas várias cenas de Arvade aparecem em relevos assírios, como mostra os Portões de Bronze de Salmanesser III, rei assírio que governou entre 858 a 824 a.C.
E varias moedas com o nome da cidade foram achadas nos sítios arqueológicos assirios. A cidade de Arvade é mencionada pela primeira vez nas cartas de Tell El Amarna, nas cartas de número 101, 105 e 109 com o nome de Arwada, mas segundo a localização do nome egípcio é a mesma cidade,e também nos registro de Tiglate-Pileser I, rei assirios dos anos de 1114 a 1076 a.C., chamada de armada.
Assurnasipal II, nos seus registros de anais de guerra e invasões, chamou a cidade de aruada, quando de sua invasão por toda a região síria e fenícias.
Nas Escrituras Sagradas do Velho Testamento a cidade e seus habitantes são chamados de arvadeus na genealogia de Noé, e também é mencionado que marinheiros de Arvade velejaram para Tiro, para ajudar na proteção da cidade.






D. Endureça – The Phoenicians – 1963 – Ed. Rev. - W. White Jr. - 2008

Heródoto – História






Por Elessandre Maciel

Das Cidades da Antiguidade



Jope


A primeira referência histórica a cidade de Jope está na lista de cidades palestinas capturadas pelo faraó egípcio Tutmés III, em 1472 a.C.
Jope permaneceu como uma das principais cidades administrativas egípcias desde está época, até a invasão dos israelitas. A cidade é mencionada duas vezes nas cartas de Tell El-Amarna. Pois na época das cartas, a cidade era aliada de Jerusalém.
Nos Papiros Anastasis I do século 13 a.C., Jope é descrita como um lugar totalmente rodeado de belos jardins, e seus artífices como especialistas em trabalhar com metais, madeira e couro.
Quando houve a invasão dos filisteus a cidade, seu porto se tornou um grande entreposto marítimo do Norte, mas não tinha um peso político grande para os filisteus.
Após a conquista dos filisteus pelo rei Davi, Jope foi restituída a Israel. Por volta do tempo de Salmaneser III, o rei assírio foi o primeiro a invadir a cidade, e em 743 a.C., Tiglate Pileser III invadiu a Filistia, capturando Gaza e suas principais fortalezas e a cidade de Jope foi a última a cair nesta campanha. Em 701 a.C. Senaqueribe veio ao sul da palestina acabar com uma revolta com seu império assírio, nos registros de Senaqueribe sobre esta campanha Jope é uma das cidades que ele destruiu.
Jope foi reconstruída por volta do século 4 a.C., quando o rei da Pérsia deu Jope e a terra cultivada adjacente a Esmunazar, rei de Sidom. Mais tarde, Sidom se revoltou e foi destruída por Artaxerxes III e Jope foi deixada pelos persas como uma cidade livre.
Alexandre o grande favoreceu a cidade, pois ele estabeleceu uma casa de moeda em Jope, e mandou construir um templo para adoração a filha do deus grego dos ventos. Após a morte de Alexandre a cidade foi disputada por seus sucessores e em 301 a.C. Ptolomeu tomou a cidade. Assim Jope permaneceu egípcia até 197 a.C. quando se tornou parte do Império Selêucida.
Quando os romanos capturaram a Palestina, o general Pompeu declarou Jope como uma cidade livre, e Júlio César a devolveu para os judeus em 47 a.C.
Jope foi um dos centros da primeira revolta judaica, e foi destruída nos primeiros dias da guerra pelo procônsul sírio, Cestius Gallus. Os cidadãos refortaleceram o local, mas foi novamente destruída pelo destacamento de Tito. Foi então substituída por um acampamento do exército romano em 68 d.C. Algumas moedas cunhadas pelos romanos, em honra à vitória romana sobre os judeus, mostram a destruição da frota judaica em Jope.
A cidade existe até os dias de hoje, a moderna Jafa, e muitos sítios arqueológicos existem no local.



S. TOLKOWSKY – THE GATEWAY OF PALESTINE – A HISTORY OF JAFFA – 1925 – ED. REV. – J. L. KELSO – 2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade







A Fonte de Giom






A mais importante das duas fontes que supria água a Jerusalém, nos tempos da Antiguidade.
Foi a fonte de Giom que determinou o local original da cidade, no monte chamado Ofel, a oeste da nascente. Pelo fato dela se situar fora dos muros da cidade fortificada, os habitantes pré-israelitas fizeram um túnel através da rocha de Ofel, a fim de obterem proteção para o abastecimento de água, quando a cidade estivesse sitiada. O fato de Giom ter sido escolhido pelos sacerdotes de Israel para ungir o rei Salomão.
Cerca de dois séculos e meio após a ascensão de Salomão como rei de Israel, quando o rei assirio Senaqueribe atacou a Judá, o rei Ezequias construiu um novo sistema de água, construindo o famoso túnel de Siloé, para prover uma maneira segura de retirar água da fonte de Giom, dentro da área fortificada da cidade, e assim fortaleceu o muro em toda a sua extensão.
Nos tempos após o exílio na Babilônia, a necessidade de água em toda a cidade cresceu, e assim foram construídos vários aquedutos para trazer água de outros locais mais distantes.
Nos tempos do império romano, Pôncio Pilatos também construiu e reparou alguns destes aquedutos, utilizando dos fundos financeiros do Templo.




K. M. Kenyon – Jerusalém: 3000 Years os History – 1967 – Ed. Rev. - G. G. Swaim – 2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade




Pafos



Duas colônias no sudoeste do Chipre, distinguidas pelos historiadores como Pafos Antiga e Nova. A cidade de Pafos Antiga ( a moderna Konklia) situa-se a cerca de 16 quilômetros a sudoeste da Pafos Nova, a capital da ilha de Chipre nos tempos do império romano.
A primeira era uma colônia fenícia, identificada há muito tempo com o culto da deusa Afrodite, pois um grande templo existia na cidade dedicado para ela.
Pafos Nona cresceu como o porto da Pafos Antiga, depois que os romanos anexaram a ilha de Chipre em 58 a.C., e assim tornou-se o centro do governo romano na ilha. A cidade de Pafos Antiga foi destruída em grande parte por um terremoto em 15 a.C., e depois foi reconstruída com fundos recebidos do imperador e renomeada “Augusta” em honra a Otaviano.
A cidade então foi adornada com edifícios públicos e templos magníficos, havia o famoso santuário de Afrodite e foi adornado como para a mesma deusa Vênus dos romanos.
O maior festival em Chipre era a Afrodisia, que durava três dias a cada primavera, com uma procissão entre a Pafos Antiga e a Nova.
Arqueólogos identificaram o que foi considerado o templo a Afrodite em Pafos Nova, um grande recinto cercado com cerca de 210 metros de leste a oeste e 164 metros de norte a sul.
Pafos sofreu um segundo terremoto em 77 d.C., e foi praticamente destruída por um terceiro terremoto no século 4º d.C., permanecendo por muito tempo em ruínas somente sendo novamente ocupada na era moderna e Pafos Nova, hoje é conhecida como Baffa.
A arqueologia também encontrou uma inscrição de Pafos datando da metade do século 1 d.C., e menciona os nomes do apóstolo Paulo, de Barnabé e também do procônsul Sérgio Paulo, que menciona o encontro de Paulo com Elimas, o mágico, eternizada pelo artista Rafael a pedido da cúria católica romana.



G. Hill – A History of Cyprus – 1940 – Vol. 1 – Ed. Rev. - J. M. Houston – 2008.



Por Elessandre Maciel

Das Cidades da Antiguidade





Baalbeque




Uma antiga cidade no vale de Beqa’a, que separava as montanhas do Líbano das do Anti-libano. Seu nome grego era Heliópolis e Baalbeque significa “Senhor dos Vales, a cidade tinha este nome, por causa da sua localização.
A cidade ficava sobre uma acrópole de onde se podia ver todo a vale fértil abaixo. O santuário floresceu nos tempos primitivos, principalmente durante o império da Babilônia que controlava a cidade nesta época e depois na época do helenismo e no início do Império Romano, e se destacou novamente no final desse império.
As ruínas da cidade cobrem uma grande área e são mundialmente famosas. Sítios arqueológicos nas vizinhanças dos templos da época romana, tem revelado as fundações de diversos edifícios mais antigos, até anteriores a babilônia.
O templo de Júpiter, construído originalmente para Hadade, o deus das tempestades, era uma grande construção de 88 metros de comprimento por aproximadamente 20 metros de largura.
Era cercado por um peristilo de 20 colunas coríntias de cada lado, 10 na frente e 10 atrás.
Havia também o templo dedicado a Baco, construído pelos romanos e ficava a 36 metros ao sul do templo de Júpiter. Este templo era menor, mas mais bem adornado e bem mais conservado e já foi construído com o estilo coríntio (helenista) de arquitetura.
Próximo aos templos havia uma propilea, um pórtico frontal e também um grande pórtico e cada um dele com vários edifícios governamentais romanos.
No meio da cidade romana, há aproximadamente 400 metros de distância da acrópole, há um templo pequeno, circular, dedicado a Vênus ou à deusa Fortuna.
A cidade viveu seus melhores dias sob o regime romano, e os grandes edificadores da Baaldeque romana foram os imperadores Antonino Pio e Caracala, pois ele tinha um motivo especial para cuidar da cidade, sua mãe era síria.


T. Wiegard – Baalbek – Vols. 3, 16 – (1921-25) – Ed. Rev – A. Rupprecht – (2008-2009).




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade








Khirbet Qumrã – (Do árabe Hirbet Qumrân – Ruína do Wadi Qumrã)







Um sítio arqueológico próximo à costa Noroeste do Mar Morto, onde o Vau Qumrã flui das colinas da Judeia para o Mar Morto.
Embora fosse há muito tempo um local conhecido dos viajantes e peregrinos, o local não foi escavado até a descoberta dos famosos “Manuscritos do Mar Morto”, nas cavernas vizinhas a partir de 1947, e assim chamar a atenção para Khirbet Qumrã.
As escavações locais foram iniciadas em 1951, até os dias atuais, ainda existem estudos em andamento no local.
O sítio, que fica no planalto a cerca de 800 metros da margem do Mar Morto, consiste de um complexo de construções e um cemitério. Segundo a arqueologia, a construção mais antiga no local, data de entre o 8º e 7º século a.C., a construção segundo historiadores de Israel está ligada ao rei Uzias e é identificada com a Cidade de Sal.
O local ficou deserto por alguns séculos após a colonização inicial, e a arqueologia não encontrou nenhum sinal de atividade até o 2º século a.C., quando as construções mais antigas foram modificadas pelos novos colonos locais e até por volta de 110 a.C., quando da sua população foi aumentando.
O complexo era provido com um sistema elaborado de água, havia olaria, ferraria, lavanderia, padaria, moinho, cozinhas, refeitório e salas de assembleia.
Permaneceu ocupado até sua destruição pelos romanos em 68 d.C., durante a Primeira Revolta dos Judeus, e depois o local foi fortificado e colocado como um posto de exército romano.
O local foi novamente usado como um centro pelos rebeldes durante a Segunda Revolta dos Judeus (132-135 d.C.), mas depois disso os romanos proibiram novas construções.
Nas cavernas nos arredores, nas quais foram descobertos os manuscritos do Mar Morto, continham também inúmeras cerâmicas contemporâneas e algumas até mais antigas.
Muitos rolos foram copiados em Khirbet Qumrã, e provavelmente foram depositados nas cavernas em 68 d.C., quando a conquista romana ficou eminente.
Muitos estudiosos ao longo do tempo tem ligado a comunidade aos essênios, apenas de que nem todos os manuscritos têm origem na literatura essenia, sendo que os arqueólogos e historiadores, principalmente de Israel colocam a identidade da comunidade de Qumrã como incerta, embora os essênios sejam realmente o povo que tenha vivido nesta comunidade.




J. T. Milik – Ten Years os Discovery in the Wilderness of Judaea – 1959 – Ed. Rev. T. C. Mithell – 2008/2009.



Por Elessandre Maciel

domingo, 29 de março de 2020

Das civilizações da antiguidade







Ur







Uma das mais importantes, se não a mais importante cidade da antiguidade, das civilizações pré diluvianas.
Escavações realizadas em Ur revelaram que a civilização suméria alcançou um surpreendente grau de sofisticação, antes mesmo do dilúvio, no qual, segundo a lenda suméria, um chefe aldeão chamado Ziudsudu desempenhou o papel conferido a Noé pelos hebreus.
Entre as grandes vitórias intelectuais legadas pelos sumérios aos homens da posteridade estão a invenção da escrita cuneiforme, a codificação de leis sociais, o começo de ciências como a astronomia e medicina, um sistema de medição de tempo com doze horas duplas, divididas em sessenta unidades, que sobreviveu em uso até hoje.
Os assentamentos sumérios eram altamente organizados, construídos de tijolos de adobe.
Ur era uma cidade dominada por templos piramidais coroados de santuários altaneiros, para adoração de seus vários deuses do panteão sumério.
A arqueologia descobriu inúmeros textos cuneifornes em Ur, textos que falam de transações comerciais, descrição de tesouros e até aprovação de auditores.
Códigos de conduta e contos e lendas.
Ainda hoje, o grande Zigurate ainda pode ser visto no atual Iraque.








Maratona - Alan Lloyd - Trad. Alice Xavier - Rio de Janeiro - Ediouro - 2004.







Por Elessandre Maciel

Dos reis da Antiguidade





Gilgames







Um lendário rei da cidade suméria de Ereque, que foi uma grande figura histórica da antiguidade e se tornou um herói lendário e épico.
Pelos registros arqueológicos e históricos, Gilgames viveu na parte sul da Mesopotâmia entre o final do 4 milênio e início do 3 milênio a.C., ainda não existe um consenso sobre a época em que viveu.
Ele se tornou famoso na antiga literatura cuneiforme como o grande herói.
Na literatura suméria ele figura como personagem central em muitos épicos e mitos poéticos como. Gilgames e Aga de Quis, Gilgames e o Touro do Céu, Gilgames e a Terra da Vida; Gilgames, Enquidu e o Mundo Inferior, entre vários outros.
Essa tradição literária passou aos semitas acadianos e seus sucessores babilônicos e também na literatura acadiana.
O maior ciclo de histórias sobre ele, e a obra mais conhecida sobre ele é a Epopéia de Gilgames, que fala de várias façanhas e fatos de Gilgames.
Que ele governou a cidade de Uruque como um tirano, que os deuses enviam Enquidu, um homem selvagem para derrotar Gilgames, mas, eles acabam se tornando amigos.
Gilgames e Enquidu vão juntos a batalha contra um monstro chamado Huwawa, que Gilgames com a ajuda de Enquidu matam o Touro do Céu.
E por causa disso os deuses matam Enquidu com uma peste e fazem Gilgames perambular pelo mundo em desespero.
Ele vai para terra mágica de Utnapishim, o sumério, que foi destinado pelos deuses a sobreviverem ao Dilúvio.
A narrativa do Dilúvio é contada por Utnapishim.
Algumas partes dessa narrativa são bem semelhantes ao relato bíblico do Dilúvio.
Um magnífico relevo no Museu do Louvre, vindo do Palácio de Sargão II, em Corsabade, mostra uma gigantesca figura de Gilgames, estrangulando um leão.







R. C. Thompson - The Epic of Gilgames - 1930 - Ed. Review - 2000.


S. N. Krammer - The Summerians - 1963 - Ed. Rev. - W. White Jr. - 2007.





Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade





Ilírico





Uma província romana na parte ocidental dos Balcãs, ao Norte da Grécia.
Essa região é hoje ocupada por Croácia, Eslovênia, Bósnia, Servia, Montenegro, Albânia, entre outros, e que na antiguidade chegava até o Mar Adriático, Rio Danúbio, nos Alpes Orientais e até os montes Ceraunianos.
Os gregos foram atraídos para a região por causa das minas que havia ali, mas infelizmente a ferocidade da pirataria na região, impediu que os gregos fizessem uma colonização extensiva.
No segundo milênio a.C.; foi ocupada pelos povos de língua indo-europeia, mas a arqueologia mostrou que os gregos colonizaram a região já no século 6 a.C.
Mas foram os romanos que depois que tomaram a região dos gregos, depois de várias guerras, uma das batalhas principais foi em torno de 225 e 219 a.C. contra Ilírico, que na época era liderada pela rainha Teuta. Mas a vitória final dos romanos viria somente em 167 a.C., depois da batalha de Gentius, e a região foi dividida em 3 partes, que ficaram ligadas a administração da Itália, Macedônia e Gália Cisalpina.
Júlio César foi pró-cônsul na região em 59 a.C., antes de sua ascensão em Roma, já Otavio Augusto, derrotou uma série de tribos na região entre 35 e 33 a.C., quando se iniciou uma série de revoltas, depois de sua ascensão ao poder.
A última revolta na região foi debelada pelo imperador Tibério, após três anos de luta, no ano de 9 d.C., e após esta última batalha a província se tornou uma colônia do império romano.
Nos sítios arqueológicos feitos na região ainda é possível ver parte da Via Egnatia, que ia desde Helesponto até Dirráquio, um porto do Adriático, e ainda outros restos e cidades tanto romanas quanto gregas.






S. Casson – Macedonia, Trace and Ilyria – 1926 – passim, Vulié in Pauly Wisswa – Illyricum – Fluss in Pauly Wissowa – Illyrioi – Ed. Rev. – A. Rupprecht – 2007.







Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade





O Rio Arnom






Um rio que começava nas colinas do norte da Arábia e flui cerca de 32 quilômetros para o oeste, onde entra no Mar Morto, defronte de En-Gedi. Uma rede de afluentes mencionada como os “Vales do Armon” na narrativa bíblica acrescente ao fluxo do rio, e também em documentos da antiguidade como o Talmude Babilônico e os restos de blocos cerâmicos com inscrições moabitas sobre o rio e o vale. O significado do nome Armon é ribeiro impetuoso com sua origem no hebraico.
Na maior parte de sua trajetória, o rio agora corre por um desfiladeiro fundo, com cerca de 3 quilômetros de largura ao topo e apenas uns 30 metros ao fundo. As margens íngremes, que em alguns pontos para 520 metros, são de pedras calcárias com basalto.
O Rio Armom é mencionado como o primeiro limite entre os povos de Moabe e os amorreus, como também era a fronteira sul do território de algumas tribos antigas e também da tribo judaica de Ruben filho de Abraão.
A pedra Moabita indica, porém, que os moabitas habitaram ao norte do wadi até os dias do Rei Onri da tribo norte de Israel, indicando que como foi comprovado por historiadores e também por sítios arqueológicos que o estabelecimento de Israel na região nunca foi plenamente completo.
O rio foi evidentemente passado a vau em muitos lugares, e existe até hoje uma remanescente de estrada romana e uma ponte que podem ser visto em território jordaniano.
Em território da divisa de Israel com a Jordânia o Vale de Armon foi achado uma bela descrição sobre o vale e o rio “são penhascos de arenito alcantilados, vermelhos e amarelos, sofrem uma queda abrupta, ladeando o vale estreito, com seu pequeno riacho perene de águas límpidas, repletas de peixes. Nas margens crescem salgueiros, oleandros e outra vegetação em abundância. Onde o riacho deixa as íngremes muralhas abismais para penetrar nas margens planas do mar Morto, ele varia em largura de 12 a 30 metros, com uma vazão de 30 centímetros a 1,20 metros de fundo”.







The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible – 2008 – Ed. Rev. - 2013 – H. G. ANDERSEN.

Bíblia Sagrada – Trad. Almeida Revisada






Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade





Neápolis








O nome da cidade tem o significado de cidade nova, sua localização na Grécia era na praia norte do Mar Egeu.
Neápolis foi fundada por cidadãos colonos da cidade de Tasos, e para alguns historiadores eles eram originários dos povos nômades da Mesopotâmia.
Como colonia, a cidade servia como porto que dava acesso, aos habitantes das ilhas, ao continente.
Seu sitito arqueológico fica na atual cidade grega de Cavala, e um grande teatro grego foi escavado quase que em sua totalidade de forma.
Outra cidade próxima é Filipos, que fica a cerca de dezesseis quilômetros para dentro do continente, numa planície separada do mar por uma cadeia de montanhas.
A cidade pertencia primariamente à Trácia, depois se tornou parte tanto da primeira quanto da segunda Confederação Ateniense, quando das guerras contra os persas foi elogiada por sua lealdade aos ideias gregos.
Quando do reinado de Felipe e Alexandre, a cidade não recebeu muita importância pelos Macedônios, somente quando o império romano limitou a Macedônia como província é que a cidade recebeu novamente reformas no seu porto, pois ela forneceu refugio para a frota de Brutus e Cássio no tempo da Batalha de Filipos em 42 a.C.
Neápolis foi o primeiro ponto na Europa a ser alcançado pelo apóstolo Paulo no tempo do Novo Testamento bíblico, pois dali ele fez uma jornada até Filipos e outros lugares na Grécia.
Antônio Augusto fez questão de criar uma estrada romana que ia da cidade até Filipos, mas pouco restou da mesmas, apenas alguns traços foram escavados pela Arqueologia.




The Zondervan Pictorial Encyclopedia of de Bible – Ed. Zodenvan Corporation – 2008 – Edit. Rev. R. C. Stone.



Por Elessandre Maciel

segunda-feira, 16 de março de 2020

Dos lugares da antiguidade:




A igreja do Santo Sepulcro.






Uma antiga igreja em Jerusalém, pretensamente localizada sobre os lugares da crucificação, sepultamento e ressurreição de Cristo, e por isso o maior de todos os "lugares santos" da cristandade.
Ao situar o lugar da paixão de Cristo, o Novo Testamento afirma somente que sua morte ocorreu perto da cidade, no lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, e que lugar onde Jesus fora crucificado havia um jardim, e neste, um sepulcro novo. Foi lavrado na rocha e pertencia a José de Arimatéia.
Após a destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C., muito dos lugares foram destruídos.
Mas especialmente após a devastação em 135 d.C., que foi seguida por um nivelamento de toda a área, e por determinação do imperador Adriano, foi construída uma cidade completamente nova, a Aelia Captolina.
Foi somente com o imperador Constantino que a cidade voltou a ser chamada de Jerusalém e também autorizou a edificação de uma igreja grandiosa que foi dedicada no ano de 335.
A igreja consistia da "Anastasis", repousando sobre colunas, cujas rochas nos arredores foram cortadas.
A igreja foi maldosamente danificada na conquista persa de Jerusalém em 614, e depois da ocupação árabe, em 638.
Em 1009 o califa Hakem da dinastia Fatimida, não só demoliu a igreja e suas relíquias como também mandou cortar as supostas rochas do sepulcro e as destruiu.
Foi reconstruída em 1048 com fundos do imperador Bizantino Constantino IX Monomaco.
Foi honrada pelos cruzados como o objeto supremo de suas campanhas.
1809 a igreja ortodoxa grega reconstruiu parte de sua forma antiga, e na década de 70 foi novamente restaurada com sua forma atual.
Pouco resta do sepulcro original, que é mais eficazmente visualizado no Sepulcro do Jardim e no Calvário de Gordon.
Mas, este lugar é pouco estudado até os dias atuais, por ficar no sítio arqueológico do Templo.
Já o sepulcro do Jardim é atualmente o local mais aceito como o sepulcro de Jesus.



A. Parrot - Golgotha et Saint-Sepulcre - 1955.

Kathleen Kenyon - Jerusalém: Excavating 3000 Years of History - 1967.

W. Harvey - Church of the Holy Sepulcre - Structural Survey - Ed. Rev. - J. B. Payne - 2008.





Por Elessandre Maciel

Dos documentos da antiguidade:




Apologia de Aristides.



Uma obra de um filósofo ateniense e cristão, chamado Marcianus Aristides que, de acordo com Eusébio de Cesaréia, (bispo cristão, e historiador da igreja).
Foi um contemporâneo de outro apologista ateniense, ambos endereçaram suas apologias em defesa da religião cristã ao imperador Adriano.
Um século depois, Jerônimo que escreveu a Vulgata Latina, escreveu também que ele estava familiarizado com esta obra.
Mas, depois dessa época, Aristides sumiu do cenário e da história da igreja até o século 19.
Uma tradução latina de um fragmento de uma versão armênia da Apologia foi publicada na Inglaterra em 1878.
Em 1889 o professor J. Rendle Harris da Universidade de Cambridge descobriu uma versão siríaca da Apologia em sua íntegra, e dois anos depois ele publicou o texto sírio com uma tradução em inglês.
J. Rendle Harris e J. A. Robinson também mostraram que a maior parte da Apologia está contida na obra "The History of Barlaam and Josaphat", existente em muitos manuscritos gregos e numerosas traduções.
A obra em sua íntegra, consiste em 17 capítulos. É uma testemunha importante da natureza do cristianismo no 2 século e como a filosofia grega foi utilizada com maestria na obra.
Também existem na obra, pontos de contato com duas outras obras importantes da mesma época, "Pastor de Hermas" e "Didaque", que são provenientes do mesmo período.



D. M. Kay - ANF - A. Robinson - Apology of Aristides - 1896 - Ed. Rev. S. Barabas - 2008.


Por Elessandre Maciel

Dos deuses da antiguidade:





Nanéia.



Nanéia foi o nome dado a uma deusa persa, seu principal templo era localizado na cidade de Elímaida.
Esta deidade também era conhecida por outros nomes como: Anéia, Anate, Nana, este último era usado especialmente na Babilônia, pois havia um templo na cidade dos jardins suspensos dedicado a ela.
Alguns historiadores europeus a identificaram com a deusa grega Afrodite, mas, isso sempre foi contestado no meio acadêmico, pois nunca se encontrou semelhanças entre as deidades.
O livro apócrifo de Segundo Macabeus forneceu o relato da morte de Antíoco, que ocorreu no templo devotado à adoração de Nanéia.
A descrição desse ato, não contempla muito embasamento histórico, pois além de misturar eventos reais com mitologia, não é possível identificar de qual Antíoco ele fala.
Os relatos encontrados no sítio arqueológico do templo de Elímaida, também não apresenta muita descrição de fatos reais.
Macabeus relata a tentativa fracassada de Antíoco IV em subtrair deste templo as riquezas de Alexandre o Grande.
O líder descrito em Macabeus, chegou ao templo de Nanéia com o pretexto de desposar a sacerdotisa, esperando assim, receber as riquezas do templo como dote.
O estratagema foi descoberto pelos sacerdotes da deusa, os quais por sua vez montaram uma armadilha para Antíoco.
Que foi morto com um pequeno número de homens na sala do tesouro do templo, apedrejados e depois esquartejados.
Tudo pelo teto da sala que tinha uma abertura, exatamente para o caso de ataques ao templo, como descreve um dos poucos achados arqueológicos do local.
O significado do nome da deusa nunca foi conhecido.




The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Biblie - 2008 - R. L. Thomas.



Por Elessandre Maciel

Dos lugares da antiguidade:




Monte Gilboa




Uma pequena cadeia de montanhas, localizada na parte leste da planície de Esdrelom, na fronteira entre Samaria e a região da Galiléia.
O local foi palco de várias batalhas dos israelitas.
Entre elas a que determinou a morte do primeiro rei de Israel, Saul e seus três filhos, Jônatas, Abinadabe e Malquisua.
Neste local também ficava a principal rota de comércio do Egito até Damasco, o chamado Caminho do Mar.
Desde tempos anteriores da conquista israelita, que grandes batalhas foram travadas nesta região.
Foi nestas proximidades que o faraó Tutmés III combateu os cananitas, quase 850 anos antes das forças do faraó Neco matarem o rei de Judá, Josias em seu caminho para lutar contra os assírios.
Próximo deste local que Gideão derrotou os midianitas.
Aqui também Jéu, rei de Judá, subvertido pelo profeta Elizeu, matou Jorão de Israel, quando o reino estava dividido em 2.
Foi aqui também que o general Pompeu, séculos depois, derrotou uma grande força oriental que vinha de ajuda para os Selêucidas, mas que de nada adiantou, pois Tácito, fala que de mais de 20 mil homens, apenas um sobreviveu para contar sobre a derrota.


Y. Aharoni - The Land of the Biblie - 1962 - Eng. trad. by A. F. Raqyney - 1967 - Ed. Rev. - G. G. Swaim - 2008.


Tácito - Histórias





Por Elessandre Maciel

Da história dos pais da igreja









Clemente de Alexandria.






Tito Flávio Clemente, nascido de pais pagãos, seu pai era um militar do exército romano, e fez fortuna nas guerras com a Trácia.
Sua mãe foi uma filha de nobres gregos.
Clemente nasceu em 150 d.C., na cidade de Atenas.
Se converteu ao cristianismo por influência da mãe, que sempre o levava nas reuniões de oração que sua mãe foi uma fervorosa frequentadora.
Estudou filosofia em Atenas e depois foi para Alexandria estudar na famosa escola de Catequese da época.
Clemente era muito talentoso que se tornou o sucessor de seu professor Panteno.
Mas, tudo viria a mudar no ano de 202 d.C. quando uma grande perseguição aos cristãos se deu no Egito e a própria escola foi fechada, e Clemente partiu do Egito para nunca mais voltar.
Foi um escritor muito prolífero, dos mais importantes quatro deles foram totalmente preservados.
"Protreptikos", uma exortação dirigida aos gregos.
"Stromata", um brilhante apanhado de pensamentos variados que falam principalmente do relacionamento entre a fé e a filosofia.
"Paedagogos", uma instrução de ensino e conduta baseado nos ensinamentos de Cristo.
Sua obra mais conhecida na história patrística chamada de "Hypotyposes", um comentário de todos os livros das escrituras sagradas somente existem fragmentos e comentários sobre o mesmo em obras de outros autores.
Clemente foi um dos maiores influenciadores da espiritualidade cristã grega.



W. C. Weinrich, in Enciclopédia Histórico- Teológica - Ed. Walter A. Elwell - tradução Gordon Chown - São Paulo - Vida Nova - 2009.





Por Elessandre Maciel


Dos deuses da Antiguidade







Serapis


Uma divindade grego-egípcia, cujo o culto foi instituído por Ptolomeu I, em cerca de 323 a 285 a.C.
Era uma deidade antiga no panteão grego que primariamente era chamado de Sarapis, que quando levada por Ptolomeu I para o Egito, fez uma derivação do egípcio Osir-Hapi, ou Osíris-Apis, o touro sagrado de Mênfis.
Em 304 a.C., construiu um templo em Alexandria para o culto a divindade, o chamado A Serapeum.
Ptolomeu I também tinha um interesse político nesta instituição, pois segundo alguns achados arqueológicos e históricos, ele pretendia unir seus súditos egípcios e gregos na adoração deste deus; mas obteve sucesso parcial apenas.
Pois como era uma figura parecida com Zeus, Serapis ganhou grande popularidade no mundo grego-romano como um deus da vida após a morte, mas, não foi muito popular entre os egípcios, que em suma tinham o costume de adoração a deuses com uma origem animal.
Enquanto que Serapis, era cultuado por causa da fertilidade, da cura, era o salvador dos marinheiros, além de doador de oráculos e sonhos.
Sendo assim identificado e comparado a outros deuses.
Já para a cultura egípcia, ele iria continuar sendo apenas uma forma inferior de Osíris.
O que nunca agradou a Ptolomeu I.




H. I. Bell - Cults and Creeds in Graeco-Roman Egypt - 1953. - Ed. Rev. - K. A. Kitchen - 2008.



Por Elessandre Maciel

sábado, 7 de março de 2020









                                          Os Gauleses






Nome grego e antigo para os povos habitantes do território que vai desde o Oceano Atlântico até o Rio Reno, estendendo-se desde a Inglaterra no Canal de Mancha até os Pirineus, a ainda passando até o Oeste dos Alpes.
O termo gauleses foi aplicado pelos povos gregos clássicos para as tribos alemãs e nortistas dessas regiões.
Quando os romanos sob a autoridade de Júlio César e outras autoridades romanas, foram substituídos em belgas, celtas e aquitanis em 100 a.C.
Sua presença, contudo, era conhecida, apesar de os gregos não especificarem os mesmos.
Esses povos indo-europeus migraram através das estepes da Eurásia durante o 3 e 2 milênio a.C.
Foram para o norte da Grécia, na região do Vale do Rio Danúbio, para as florestas e planícies costeiras da Alemanha e também para o norte da França modernas.
Eram um povo belicoso, e frequentemente assaltavam as civilizações do vale do grande rio, do antigo Oriente Próximo.
Não eram um povo dado a deixar seu modo de vida escrito.
Os raros resquícios de língua aparecem na língua alemã e mostram similaridades com dialetos góticos do Vale do Rio Danúbio.
Escavações arqueológicas feitas em sítios romanos antigos no norte da Europa, mostraram a sua arte e cultura através de figuras zoomórficas grotescas e formas detalhadamente trabalhadas, com uma grande influência da arte dos persas, até dos samaritanos do planalto indo iraniano.







W. White. Jr. - The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Biblie - 2008.






Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Dos lugares da antiguidade:




Arco de Robinson



Ele está localizado no muro ocidental da área dos restos do Templo de Jerusalém, 12 metros ao norte do canto sudoeste daquela área do Templo. O arco tem cerca de 15 metros de largura e se projeta por cima da área do Vale de Tiropeão, na parte da Jerusalém dos jebuseus, o período anterior a monarquia davidica.
Este foi o primeiro arco construído, de uma série que conduzia por uma estrada da área geral do Templo.
Indo até a colina oeste de Jerusalém que no governo romano, havia sido construído um pequeno palácio para o governo pretoriano da cidade.
O grande explorador Cel. Charles Warren avaliou a largura da envergadura local, e escavou um poço até achar a pilastra que marcava a outra extremidade do arco.
Ele nas escavações, localizou também aduelas de outros arcos e uma parte de uma rua contemporânea do Templo, totalmente pavimentada uns 12 metros abaixo do início da ponte.
Após ter atravessado essa rua, fez outro achado importante, encontrou uma segunda rua pavimentada, cerca de 5 metros mais em baixo.
Flávio Josefo escreveu que esta ponte anterior foi construída pelos Macabeus, Eles, mais tarde, a destruíram para não servir ao General Pompeu em seu iminente ataque a área do Templo em 63 a.C.
Herodes o Grande erigiu uma nova ponte em conexão com sua reconstrução de toda área do Templo. Esta ponte foi destruída com o próprio Templo em 70 d.C., durante a guerra dos judeus com Roma.
O arco da ponte é herodiana, na parte do Templo e é chamado de Arco de Robinson, por causa do grande geógrafo palestino, Edward Robinson, que a descobriu em 1838.



Bibliografia: C. Warren e C. R. Conder - SWP - Jerusalém - Ed. Rev. - J. L. Kelso - 2008.


Flávio Josefo - História dos Hebreus.




Por Elessandre Maciel
Dos Personagens da Antiguidade.


Selêuco I Nicátor.



Selêuco o "conquistador", como ficou conhecido, viveu entre 358 - 280 a.C.
Era filho de um nobre macedônio que servia a Felipe.
Foi um dos aliados de Alexandre Magno em suas campanhas no leste do oriente.
Tornou-se o governador da Síria e da Babilônia após a morte de Alexandre.
Em 316 perdeu seus domínios e foi forçado a fugir para o Egito, mas, recebeu uma ajuda muito importante, Ptolomeu que era um dos generais mais poderosos de Alexandre, o ajudou a reconquistar a Babilônia, a Média e a Susania.
Este fato marcou o início da dinastia selêucida que durou até 65 a.C.
Era um separatista juntamente com Lisimaco, Ptolomeu e Cassandro, contra o reinante Antigono na batalha de Ipsus em 301.

Como resultado da vitória, ele obteve o controle da Síria e da Cilícia, e posteriormente da Babilônia.
Em 281 ganhou a Ásia Menor de Lisimaco. Fundou várias cidades na região, entre elas Antioquia na área do Rio Orontes, Laodicéia, Selêucia, Edessa e Beroea.
Selêuco assentou muitos judeus nessas cidades e conferiu a eles o direito de cidadania.
Fundou sua nova capital em Antioquia e casou-se com a filha de Demétrio, mas, não repudiou a sua esposa bactriana, Apama, que lhe gerou seu sucessor, pois era uma mulher muito sabia.
Selêuco, embora tenha sido um rei do Oriente, foi basicamente um rei do Ocidente quanto a perspectiva de governo.
Desejou conquistar o trono da Macedônia já em uma idade avançada, e restabelecer um império unificado, mas, foi morto por Ptolomeu II que o enfrentou em batalha, e colocou seu filho como seu vassalo na Ásia Menor.



Flávio Josefo - Antiguidades Judaicas.


The House of Seleucos - R. 1966 - Rev. Ed. 2008 - A. Rupprecht.



Por Elessandre Maciel

Dos Povos da Antiguidade:




Os Hicsos.



Hicsos foi o termo utilizado pelo historiador egípcio Maneto que viveu no século 3 a.C. para designar os governantes egípcios das 15 e 16 dinastias no Egito.
O Cânon de Reis de Turim, fala de um total de 6 reis Hicsos que reinaram por 108 anos.
A origem e ascensão ao poder dos Hicsos são muito discutidas. A versão de Maneto, afirma que a invasão dos Hicsos foi avassaladora, o que pode ser também, bem menos real do que de fato aconteceu, afinal o golpe de estado no leste do Delta do Nilo e em Menfis, apresentado por outros historiadores.
Alguns historiadores falam que a dinastia deposta refugiou-se em Tebas, como vassalos dos reis Hicsos.
Muito pouco de monumentos são encontrados dos reis Hicsos.
Apenas Caião e Apófis deixaram fragmentos de estátuas e de construções.
Aparentemente a dinastia dos hicsos tomou conta da máquina administrativa do Egito de maneira ampla.
Seus governantes adotaram o título de " Filho de Tá".
Textos deste tempo indicam que estrangeiros ocuparam cargos e postos administrativos, pois o chanceler Hur, que tinha origem indo-ariana.
Os nomes dos governantes Hicsos que chegaram até nós são normalmente semiticos ocidentais, quando não assimilados ao egípcio.
Antes de os Hicsos assumirem o Egito, alguns reis semitas governaram ocasionalmente o Egito durante a 13 dinastia.


A. H. Gardiner - The Royal Cânon of Turin - Ed. 1959. - Rev. 2009.


J. Van Seters - The Hyksos: A New Imvestigation - 1966 - Ed. Rev. - K. A. Kitchen - 2009.



Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...