segunda-feira, 29 de outubro de 2018

HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE BÍBLICA



SOBRE A ORIGEM DO TERMO SHEKINAH – AQUILO QUE HABITA.




Um termo não bíblico, mas que aparece nos Targuns e é usado no Talmude para descrever a presença de Deus no mundo e seu relacionamento com Israel.
Origem do termo: Shekinah surgiu entre os judeus palestinos e babilônios, sendo baseado na doutrina do Antigo Testamento da presença divina, que enfatiza a presença imanente e a atividade de Deus na ordem mundial, e em contradição com o ensino de Alexandria de que Deus era supramundano e extramundano em seu ser.
Shekinah era um termo útil para os rabinos, o qual permitia um significado reverente de trazer o Deus que era "completamente outro" em um contraste com o universo material, e especialmente em um relacionamento visível e tangível com o seu povo Israel. Sem dúvida, a ênfase particular da palavra habitação brotou do ensino do Antigo Testamento de que Deus escolheu habitar entre seu povo e colocar seu nome num lugar especial na terra. Era um esforço interpretativo para fazer a ponte entre o céu, como local da residência eterna de Deus, e a terra, como lugar de sua real atividade, especialmente seu envolvimento com a história de Israel.
Os Targuns usam a expressão "shekinah de Deus", a glória de Deus e a palavra de Deus como sinônimos. De fato, os termos shekinah, glória e a palavra tornaram-se designações do próprio Deus. O Targum de Onkelos traduz "habite ele (Deus) nas tendas de Sem". Substituindo shekinah pela presença real de Deus, fazendo a leitura da passagem ser “Deus fará seu shekinah habitar nas tendas de Sem". O Targum de Jerusalém, a qual era uma Versão do Pentateuco que surgiu na Palestina, relaciona shekinah, glória e palavra à afirmação "Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos aborrecera. Andarei entre vós e vós sereis o meu povo".  Em outras passagens há um antropomorfismo no qual shekinah representa a face de (Nm 6.25), a mão de Deus (Ex 17.16), etc.; mas apesar de tal utilização está abundantemente claro que a Targum considera o shekinah como o próprio Deus, e não como um mediador que permanecia entre Deus e Israel. Tornou-se um nome ou título para Deus. Muitas das ideias do Antigo Testamento alimentaram o desenvolvimento do conceito de shekinah. A arca da aliança era o lugar de habitação de Deus no meio do povo, nos dias antigos.  Quando, mais tarde, a arca foi capturada pelos filisteus, ela se tornou seu inimigo pessoal, ao ponto de dizerem “Devolvei a arca do Deus de Israel, e torne para o seu lugar, para que não mate nem a nós, nem ao nosso povo".
A nuvem que guiou Israel no deserto era compreendida como sendo testemunho da presença divina.
Stwart-1982 , Tinney-1978, Durant, 1970.


Por Elessandre Maciel

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA




DO PRINCIPIO DOS MONASTÉRIOS.



Desde sua criação, o monasticismo sempre teve como objetivo, orar, amar, louvar e adorar a Deus.
Com estilos de vida diferentes, mas seu principal ramo o beneditino, tem como estilo de vida, uma vida comunal num mosteiro.
As principais ordens monásticas foram ou ainda são muito importantes para a religião cristã.
Os beneditinos, a primeira ordem monástica no Ocidente, criada por Bento de Núrsia.
Destacava a vida comunal, a moderação, a obediência ao abade e o trabalho físico.
Sua forma de governo era independente, cada mosteiro sob seu próprio abade (alguns são assim até os dias de hoje).
Os franciscanos são talvez a ordem monástica mais famosa, seu fundador Francisco de Assis, hoje é considerado um santo pela igreja de Roma.
O seu principal objetivo é o serviço e a pobreza ( hoje não tanto, mas ainda se podem encontrar monges franciscanos pedindo ajuda para os mais pobres)
Na época de sua fundação tinham um zelo imenso pelas missões cristãs.
Durante a época da peste negra, entre os anos de 1348 e 1349 mais de 10.000 franciscanos morreram enquanto cuidavam do povo.
Hoje todas as ordens pertencem a Roma, depois que o papa Inocêncio IV declarou que as propriedades monásticas pertencem a santa sé. Guilherme de Occam e João Boaventura estão entre os principais monges da história dos franciscanos.


Por Elessandre Maciel


DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA

DO DESENVOLVIMENTO DA AUTORIDADE ROMANA (PAPADO).

Clemente de Roma é um dos primeiros líderes a escrever uma carta de exortação a outra igreja, como a carta que ele escreveu aos cristãos de Corinto sobre o cisma que estava acontecendo naquela igreja.
Irineu de Lião, quando escreveu sua obra "Contra as Heresias", faz um pleno destaque sobre a sucessão apostólica e de Roma.
Vitor de Roma, um bispo do final do século 2, escreveu uma carta com várias ameaças aos cristãos orientais sobre questões da Páscoa.
Calixto bispo do início do século 3, escreveu a todas as igrejas conhecidas sobre o direito de perdoar pecados mortais.
Estevão de Roma escreveu cartas sobre o rebatismo de hereges a várias igrejas orientais.
Constantino em 313 transfere a decisão sobre o donatismo ao bispo Melquíades de Roma.
O concílio de Nicéia reconhece 3 bispados proeminentes: Alexandria, Antioquia e Roma.
Inocêncio I é um dos primeiros a reivindicar a supremacia de Roma, quando escreveu sobre a julgar assuntos graves da igreja.
E Gregório  o Grande, estabeleceu finalmente a proeminência de Roma quando defende a cidade dos lombardos, já sem a existência do império romano ocidental.


Por Elessandre Maciel




DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




DOS RIOS ORIENTAIS E SUA IMPORTÂNCIA



Orontes rio do antigo oriente, que atualmente é denominado Nash el-Assi e situa-se no Líbano e Síria, sua fonte localiza-se a leste da colina de Qurnet és Sauda, a montanha mais alta da cordilheira libanesa.
O rio segue vários vales tomando a direção até o Mar Mediterrâneo.
O rio Orontes desempenhou um papel crucial na história. Era uma rota natural que ligava o norte ao sul, tanto para os mercadores e bem como para os conquistadores.
Os mercadores geralmente atravessavam a cordilheira em direção a Damasco passado pelos vales que o rio irrigava.
Os mercadores também seguiam pelo Desfiladeiro de Litani indo na direção de Tiro ou Sidom.
Na antiguidade era tanto alvo como uma rota para os conquistadores egípcios na Ásia.
Cades situada as margens do Orontes foi invadida por Tutmés III.
Ramsés combateu os heteus também próximo a esta cidade.
Os impérios heteu, hebreu e assírio estenderam-se todos pelo vale do Orontes.



Por Elessandre Maciel


HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE



PADÃ OU PADA-ARÃ.



Uma das áreas da Mesopotâmia acima da junção do Rio Eufrates e do Rio Harbur.
Mencionada no primeiro livro das escrituras sagradas.
O nome tem um significado próximo de planície ou campo de Arão.
As tribos chamadas de arameus são mencionadas primeiro pelo rei assírio Salmaneser I, aproximadamente em 1.300 a.C.
E eles continuaram ocupando o território de Alepo até o Eufrates e além, até os primórdios da era cristã, haviam povos conhecidos como arameus.
A importância estratégica deste setor do Crescente Fértil é mencionado no Antigo Testamento. Aqui Abraão habitou por um tempo, antes de sua imigração para a terra de Canaã. Originalmente, a palavra padanu, nos tabletes cuneiformes assírios, significava uma unidade de medida variada, e posteriormente é que seu significado foi atribuído a medida específica de terra.


Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA


                   
A IGREJA IMPERIAL.



A partir do século 3 a cidade de Roma foi suplantada pela cidade de Constantinopla em sua posição política no mundo romano, e isto teve vários reflexos na igreja.
Deste tempo a cidade de Roma afirmava que era seu direito ser a capital da igreja.
O agora bispo de Roma reclamava o trono de autoridade sobre todo o mundo cristão.
A semelhança da igreja com o império, como organização, fortalecia a tendência de nomeação de um cabeça.
Os bispos que dirigiam em certas cidades eram chamados de bispos metropolitanos e mais tarde foram sendo chamados de patriarcas.
Havia patriarcas em Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma.
O bispo de Roma, tomou o título de pai, que mais tarde viria a ser modificado para papa.
Havia uma disputa frequente destes patriarcados, mais tarde esta disputa ficou somente entre Constantinopla e Roma.
A Europa inteira sempre olhara para Roma com certa reverência. Agora a capital do império estava longe, e o próprio império em decadência, o que ao longo do tempo, somente fortaleceu os bispos de Roma.
Assim todo o ocidente começou a considerar o chefe da igreja de Roma como autoridade principal de toda igreja.
Foi dessa forma que no Concílio da Cidade, na Ásia Menor, no ano de 451, Roma veio a ocupar o primeiro lugar e Constantinopla o segundo, que futuramente viria por vários motivos a se separar de Roma.


Por Elessandre Maciel

domingo, 21 de outubro de 2018

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE





OS ORÁCULOS SIBILINOS



Quinze livros de profecias ou oráculos, contendo elementos judaicos, cristãos e pagãos, escritos em imitações dos oráculos pagãos da antiguidade.
Leva o nome de Sibila que era uma profetiza em Cumes. Os livros originais sibilinos foram supostamente queimados no fogo de Roma em 82 a.C..
Na tentativa de os suplementar e repor, foram produzidos oráculos “falsos” na forma clássica.
Estes datam de cerca de 150 a.C., a cerca de 300 d.C., talvez mais tarde. Eles são mencionados por vários Pais da Igreja tais omo Hermas, Justino, Teófilo de Antioquia e Clemente de Roma.
Os oráculos mencionam assuntos bem variados, como a criação, dilúvio, a carreira e a cruz de Cristo, a destruição de Jerusalém.
Há referencias à conquista do Egito por Roma, à construção da torre de Babel, a tomada de Troia e a conquista mundial de Alexandre. Algumas porções escatológicas, escritas da perspectiva cristã, tratam tais tópicos como grande império mundial, purgação final. Os oráculos diferem-se do apocalíptico por serem mais tratados missionários do que doutrina secreta.
Alguns partes dos oráculos são verdadeiras fantasias, outras partas são verdadeiros com pendidos de história da antiguidade.



Por Elessandre Maciel

sábado, 20 de outubro de 2018

CRÔNICAS DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICAS




DAS DIFERENÇAS NA REFORMA PROTESTANTE




No século XVI, os três ramos da Reforma Magistério ( luteranos, reformados e anglicanos) que formavam os principais ramos dos protestantes, mas haviam outros pequenos grupos, permaneceram relativamente estáveis. Porém, no século seguinte eles sofreram rupturas e geraram novos movimentos. O luteranismo viu surgir o pietismo, com sua forte ênfase na experiência e na emoção religiosa; o anglicanismo, dividido entre ritualistas e puritanos, deu origem aos congregacionais, aos batistas​ e mais tarde aos metodistas. Os reformados tiveram uma seria controvérsia no início do século XVII, na Holanda, onde se defrontaram calvinistas ortodoxos e seguidores do pastor e teólogo Jacó Armínio, os quais rejeitaram a doutrina calvinista clássica em favor da posição de Erasmo de Rotterdam e dos anabatistas, favorável​ ao sinergismo e ao livre arbítrio. Essa tentativa de reforma da teologia reformada acabaria gerando uma nova teologia protestante - o arminianismo.

Menno Simmons é um nome pouco conhecido nos dias de hoje, mas no século XVII, foi um daqueles homens raros que ouvem o chamado de Deus para suas​ vidas.
Não foi um teólogo sistemático, nem tão pouco, escreveu obras além de seu tempo.
Mas se recusou a aceitar a reforma protestante apenas como uma forma correta de cristianismo.
Ele acreditava que a igreja tinha que viver o amor de Cristo a todos os momentos, muitas denominações e movimentos ate certo ponto radicais e algumas fundamentalistas, tem a sua raiz nos ideais de Menno Simmons.
Muitos deles sofreram perseguições ate nos próprios países de maioria protestante, devido a posicionamentos radicais
Simmons foi um dos precursores do movimento que ficou conhecido como anabatistas, que eram extremamente fundamentalistas.

Por Elessandre Maciel



DA HISTÓRIA DOS JUDEUS



DOS ROMANOS E DOS JUDEUS



Em 6 d.C. quando Roma assumiu o controle direto da Judeia, um fariseu rabino conhecido como Judas da Galileia tinha criado um grupo revolucionário altamente militante, conhecido como Zelote e composto por fariseus e essênios. Os zelotes não eram propriamente uma seita. Eram um movimento com afiliados de várias seitas, pois em seu ideário original, ele queriam que os Judeus vivessem livres da dominação romana.
Eles em sua ânsia de luta organizavam inúmeros atentados contra autoridades e soldados romanos, ate mesmo contra aqueles judeus mais influentes que aceitavam de bom grado o domínio de Roma, afinal para inúmeros comerciantes, tecelões, entre outros, com tal domínio, eles podiam vender seus produtos em uma vastidão de cidade, pagando sempre as mesmas taxas.
Roma não tardou a dar uma punição exemplar para aqueles judeus revoltosos, pois inúmeros zelotes foram crucificados e expostos como exemplo de que a punição de romana era imponente.
Muito tempo depois da crucificação, as atividades dos zelotes continuaram inalteradas. Por volta de 44 d.C. elas aumentaram. Mas para muitos judeus aquilo era inaceitável e logo os zelotes obteriam apoio da maioria da população. Em 66 d.C. a luta irrompeu, toda a Judeia se levantando em revolta organizada contra Roma. Vinte mil judeus foram massacrados pelos romanos só em Cesárea.
Para inúmeros pensadores romanos, os judeus eram uma classe de pessoas expurias, ambiciosos e extremamente fanáticos.
O General Vespaciano foi designado para aplacar a revolta judaica, mas foi seu filho Tito que sendo muito mais implacável e bem menos tolerante e misericordioso, destruiu plenamente a cidade de Jerusalém e suas redondezas.

Em quatro anos as legiões romanas ocuparam Jerusalém, arrasando a cidade, saqueando e destruindo o templo. Entretanto a fortaleza montanhosa de Massada resistiu por mais três anos, comandada por um descendente de Judas da Galileia. Depois da revolta houve um êxodo de judeus da Terra Santa.
O arco de Roma e uma homenagem a esta vitoria, totalmente construído pelos judeus capturados e feitos escravos.


Por Elessandre Maciel



sexta-feira, 19 de outubro de 2018

DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE




0 CRESCENTE FÉRTIL E SUAS REGIÕES


A antiga história do Crescente Fértil, tem um grande pano de fundo no Antigo Testamento, pois se acompanha o surgimento e queda de vários impérios, na área dos rios Tigre e Eufrates. Assim sucessivamente se levantam a Assíria, ao qual o reino do norte viria a sucumbir, a Babilônia, que sob Nabucodonosor viria a destruir Jerusalém e levar muitos do povo ao exílio. Muitos destes povos e nações, foram por muito ridicularizados como invenção dos judeus e cristão, pois povo como os os hititas, o reino de Mari, o rei Asurbanipal da Assíria, entre tantos outros, pois somente a Bíblia fornecia informações sobre estes povos, mas a arqueologia acabou por comprovar tantos estes povo quanto outros.
Quando no seculo 18 o palácio do rei hitita foi plenamente comprovado e os tabletes de escrita cuneiforme que mostrava a forma de administração do reino de Mari foi apresentado para a classe cientifica, causaram um extremo alvoroço na comunidade cientifica e também em muitas igreja e escolas de pensamento, pois naqueles tempos, a teologia liberal que contesta a veracidade de muitos livros, povos e pontos teológicos estava sendo plenamente desenvolvida e angariando inúmeros adeptos pelo mundo afora, mas a arqueologia fez um grande estrago em estes.

Assim a historicidade de grandes império como o Medo-Persa, ao qual se permite a volta do povo para reconstruir Jerusalém, não poderia ser mais questionado, afinal o cilindro de Ciro o grande, que foi apresentado por arqueólogos no Museu Britânico, trazia escrito exatamente o edito de permissão para os judeus voltarem a Jerusalém e reconstruíssem o templo, ao tempo também que a história e a arqueologia provavam ao mundo o gigantesco testemunho em pedras do que foi um dos maiores impérios do passado, o grego-macedônio, que sob Alexandre Magno, que estabeleceu sua hegemonia da Grécia até a Índia. Naturalmente incluindo a Palestina.
Uma política de Alexandre, era impôr a cultura helênica, pois como aprendeu com seu mestre, o grande filósofo Aristóteles.
Pois mesmo depois de sua morte, a influência do helenismo ficou presente por séculos.
O que muito tempo depois, causou várias revoltas entre os judeus e também de outros povos sub-jugados.


Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA



DOS PAIS DA IGREJA PRIMITIVA



A igreja nos primórdios de sua historia, produziu alguns dos maiores pensadores e teólogos de sua existência. Muitos quais foram muito influentes e tendo muitas de suas obras e pensamentos, sendo relevantes até os dias atuais.
Um destes grandes nomes da igreja primitiva grega foi certamente Gregório de Nissa, chamado de um dos pais capadócios.

Gregório tinha muitos pontos relevantes em sua teologia e pensamento, mas dão três pontos principais de seu pensamento são:

1 - A predominância do mundo inteligível sobre aquele sensível, que vem concebido como produzido por qualidades e por forças incorpóreas (calor, forma, extensão, etc).

2 - A antropologia não mais fundada sobre a semelhança entre o homem e o Cosmos, mas sobre a semelhança entre o homem e Deus, devido a crença da criação do homem, como a imagem de Deus.

3 - A possibilidade da ascese a Deus, removendo tudo aquilo que na carne nos enfraquece, e tudo é qualquer coisa ou ato passional que nos separa do Altíssimo.


Agostinho de Hipona, escreveu um ode em homenagem a Gregório, no qual relatava que após os escritos do Apostolo Paulo, os escritos de Gregório e seu pensamento, era o que mais tinham moldado a sua forma de pensar e entender o cristianismo.
Já João Calvino, escreveu que nenhum ou bispo da igreja primitiva até Agostinho tinham conhecido a plena revelação de Deus até que Gregório o fizesse.
Gregório era extremamente culto, tinha bom conhecimento das línguas originais das escrituras, havia estudado filosofia em Atenas, e também estudou na escola de Alexandria, que naqueles tempos era a escola de maior renome da igreja.



Por Elessandre Maciel

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE


PEDRA ROSETA


Um monólito bilíngue de basalto inscrito em egípcio e grego.
Com um decreto promulgado pelos sacerdotes egípcios em honra de Ptolomeu V Epífanes, no seu nono ano de governo.
Em 196 a.C. O monumento foi desenterrado em 1799 pelo Tenente Bouchard do exército de Napoleão Bonaparte quando estava consolidando uma fortaleza próximo a cidade de Rosete, por isso o nome.
Após os britânicos derrotarem as forças de Napoleão.
A pedra foi levada para o museu britânico em 1802. Juntamente com o obelisco de Fila, também escrito em egípcio e grego.
O texto da Pedra Roseta teve um papel fundamental na decifração o antigo sistema de escrita egípcio.
Champollion foi quem conseguiu o feito de decifrar a escrita egípcia.
Assim o caminho estava aberto para o patrimônio escrito todo o Egito antigo.
Cobrindo mais de 3000 mil anos de história e civilização de extremo valor para a humanidade e também como um pano de fundo para a história bíblica em particular.


Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA DE JERUSALÉM



PORTA FORMOSA.



Uma porta do Templo de Herodes famosa por seu esplendor, diante da qual Pedro e João curaram um homem paralítico, conforme o livro de Atos.

Existem algumas dúvidas concernentes a identificação desta porta, mas as evidências históricas e arqueológicas favorecem a porta de Nicanor, que é mencionado na Mishna.
Porta qual que levava do Pátio dos Gentios ao Pátio das Mulheres.
A julgar por uma inscrição encontrada no Monte das Oliveiras, a Porta Formosa devia sua existência a um judeu proveniente de Alexandria chamado Nicanor.
Flávio Josefo refere-se a ela como a Porta de Corinto.
Era maior que as outras portas do Templo, medindo cerca de 22 metros de altura. Também, em contraste com as outras portas, que eram cobertas de ouro e prata, a Porta Formosa excedia em esplendor por causa do bronze de Corinto , a qual a porta foi totalmente revestida.





Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE



DALMÁCIA.


Era a parte sul da província romana do Ilírico, consistindo de uma área mal traçada da área costeira e também do interior montanhoso na parte oriental do Mar Adriático, defrontando a Itália.
Roma primeiramente obrigou as tribos guerreiras desta área a reconhecerem sua soberania na metade do século 2 a.C.
A subjugação de Roma foi precária e parcial e assim os dálmatas continuaram a ser um problema militar para o império romano.
Até que Otávio Augusto conseguiu colocar toda a área sob um controle mais firme.
A Pax Romana foi finalmente estabelecida por seu sucessor Tibério. A Dalmácia foi uma área vital na execução do projeto romano de uma fronteira Reno-Danúbio.
O Apóstolo Paulo provavelmente visitou a Dalmácia quando de visita a Macedônia, após seu ministério em Éfeso.


Por Elessandre Maciel

DOS GRANDES HISTORIADORES


HERÓDOTO.


Nasceu em 484 a.C. em Halicarnássio na Ásia Menor.
Viveu para testemunhar a guerra entre persas e gregos.
Viu os persas tomarem a direção da Grécia jônica, foi expulso de sua pátria por questões políticas, pois era um democrata total.
Iniciando assim sua grande viagem pelo mundo antigo e finalmente estabelecendo residência como colono em Thurii, na Itália, onde morreu, mas existem alguns túmulos por várias cidades antigas em sua homenagem.
Ele é comumente chamado de " Pai da História".
Por causa de sua obra "Histórias", um conjunto de nove livros que tratam da história persa, Grécia, da guerra.
O valor da obra de Heródoto é indiscutível, embora a arqueologia tenha contestado alguns fatos.
A filosofia básica dessa obra é que o orgulho humano provoca a ira dos deuses, que responde pelo fato dos persas perderem a guerra para um exército grego que era um terço dos persas, bem inferior em tudo.

Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE


OS HICSOS


Hicsos foi um termo usado pelo historiador egípcio Maneto do 3 século a.C. para designar os governantes que vieram de terras estrangeiras.
A origem e ascensão ao poder dos hicsos são muito discutidas.
A versão de Maneto, feita por Josefo, afirma que a invasão dos hicsos foi avassaladora, o que pode ser menos realístico que o quadro de um golpe de estado no leste do Delta do Nilo e em Mênfis que era a capital do Egito, que foi apresentado por vários historiadores.
A carreira de José por indícios, pode ter ocorrido no final da 13 dinastia egípcia e no primeiro período dos hicsos.
Os governantes hicsos adotaram o estilo faraônico, inclusive o título "Filho de Rá".
Os nomes dos governantes hicsos que chegaram até nós são normalmente semíticos ocidentais, quando não assimilados ao egípcio, Caião, Anatar, etc.
Os governos hicsos duraram cerca de 200 anos,  quando os sacerdotes conseguiram finalmente tomar o poder novamente e dando início ao chamado período do Egito Novo, quando das 17 dinastia egípcia até a conquista de Alexandre Magno.

Por Elessandre Maciel


DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

PRETOR

Magistrado da Roma antiga. No início da república romana, o mais alto magistrado era chamado de pretor.
Posteriormente o nome cônsul designou o magistrado principal de Roma e pretor começou a ter um papel secundário, principalmente depois das guerras púnicas.
A princípio dois pretores eram eleitos anualmente, mas a partir do século 3 a.C. quando a expansão romana ficava cada vez maior, oito pretores passaram a ser eleitos.
Eram administradores províncias, e também eram investidos com autoridade militar.
Atuavam também como administradores da justiça romana.
No século 1 já como império, os pretores ficavam restritos pela lei a cidade Roma, pois as colônias já eram administradas pelos cônsules.
A extraordinária flexibilidade e vitalidade da lei romana se deu em grande parte por causa dos pretores que, ao entrarem no ofício, emitiam uma declaração dos princípios sobre os quais a sua jurisdição estava baseada.

Esses "Éditos Pretorianos" criaram precedentes para o seu regimes sucessivos, e mantiveram a lei romana lado a lado com as necessidades da época, sua sociedade e sua cultura.



Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA






ALTAR AO DEUS DESCONHECIDO



O mundo em que o apóstolo Paulo viveu em seus dias era o mundo imperial romano, ele mesmo era um cidadão romano, por ser neto de um comerciante de tapetes de Tarso, pois a cidade de Tarso havia sido recompensada por Roma em sua aliança na ajuda em uma guerra travada no seculo 2 a.C.
Assim mesmo sendo judeu, ele poderia viajar por toda a extensão imperial sem ter grandes afortunamentos.
Quando de sua passagem por Atenas na Grécia, que mesmo sob o domínio de Roma, não perdera a sua postura de cidade dos pensadores e de inúmeras deidades.
Sua grande oportunidade veio quando de sua visita ao Paternon.
Aonde conheceu o altar ao deus desconhecido, que havia sido construído na ilha de Delos na região do Mar Egeu.
Pois os setoriais de Atenas, tinham solicitado ao cônsul romano de Atenas, que pudessem buscar o altar, pois havia sido uma solicitação de construção do próprio Oraculo de Delfos.
A cidade em que o altar foi construído era uma cidade dedicada a Apolo e Artemis, e há muito tempo já era famosa em toda a Grécia e Mundo Antigo, pois ela é uma das cidades que Homero cita em sua Odisseia.
Paulo estudou a cidade e sua deidades e também procurou conhecer um pouco mais profundamente a história do Altar ao Deus Desconhecido, que seria um dos seus alicerces na pregação ao gregos atenienses.
Pois era um altar totalmente feito de ouro maciço, segundo Plínio o Moço, que havia feito algumas viagens a Atenas, e escreveu que não conseguia entender algumas deidades gregas, pois eles haviam construído um altar de ouro ao um deus desconhecido, e isto era demais para um romano culto entender.
Mesmo que Atenas não possuísse mais a sua antiga opulência e influencia, a dedicação ao Oraculo de Delfos ainda permanecerias por mais séculos.
Assim Paulo pode estender sua pregação, não somente com as escrituras sagradas, por ser um homem extremamente culto, conseguiu utilizar uma própria conexão grega para utilizar em seu ministério.

Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

REFLEXÕES




REFLEXÕES DE UMA PROVISÃO








A igreja de Jesus Cristo e um lugar de promessa e de possibilidades, de aventura descobertas, uma comunidade de amor em progressão, de estranhos e exilados numa terra estrangeira a caminho da Jerusalém celeste”.


BRENNAN MANNIN


O caminho da fé e uma estrada longínqua, pois através do tempo e que seremos moldados como servos.
O Salmo 37:5 diz “ Entrega o seu caminho ao Senhor e ele tudo fara”.
Quando entregamos o nosso Derekh ao Senhor entregamos o curso de nossas vidas e nossos modos de acoes, teremos forca para toda a caminhada, não importando em que percalços tenhamos que lutar.
O nosso padrão de vida, nossa obediência, nossa retidão, nossas escolhas, devem estar centradas no Eterno Deus.
Agostinho de Hipona, sempre que tinha dificuldades em um assunto, ele sempre dizia que sua oração era “Vos acendereis a minha candeia, Senhor Meu Deus, e iluminareis as minhas trevas”.Assim devemos sempre proceder em todos os nossos caminhos, colocar as nossas dificuldades em todas as nossas orações, pois ate nos questionamentos e momentos mais simples de nossa vida podemos ter a luz que vem do céus para podermos ter as melhores atitudes em nossas vidas.
A fé não e algo para praticarmos apenas nos templos das igrejas, podemos encontrar a Deus nos lugares mais inesperados.
A caminho do trabalho, no meio de uma multidão e muitas vezes ate em pessoas que não proclamam a mesma fé.
Pois somos escolhidos desde antes da fundação do mundo e graça que vem do céu e para todos os que estiverem de coração aberto para Cristo.
Quando nos deparamos diariamente com momentos de tensão, temos que nos manter muito focados na mensagem que acreditamos, pois a esperança que carregamos em Cristo deve moldar a nossa paciência e coração.
Vivemos na era do determinismo pessoal, no ocidente as liberdades e direitos pessoais estão cada vez mais radicais, construindo assim uma fragilidade e insustentável moralidade humana.


Cada vez mais todos querem direitos e nunca querem expressas que todos temos limites individuais quando o outro tem outros limites.
A liberdade e em suma importantes, mas deve deve sempre ser ética ao ponto de acabar quando imponho a minha a outras pessoas.
E fácil ver que o senso de moral foi eliminado de determinados setores da população, da mesma forma que as asas de certas galinhas foram eliminadas para que produzam mais carne branca. Esta e uma geração de galinhas sem asas”. FLANNERY O'CONNOR.


Albert Camus tinha plena razão quando disse que a humanidade moderna tem se rebelado por tentar substituir o reino da graça pelo reino da justiça. E os resultados não poderiam ser mais trágicos.
Estados totalitários, guerras apos guerras, Hitler, Stalin, Mao, entre tantos outros que são atribuídos ao novo reino da justiça.
Uma justiça totalmente antropocêntrica, centrada no messianismo humano que rejeita totalmente qualquer conceito divino, de liberdades contrarias ou reflexivas.
Devemos ter nossa confiança no altíssimo, fundamentada numa fé e pratica verdadeiras.
Pois o que cremos não e e nunca sera pautado na justiça humana, mas em Cristo Jesus.
Jesus Cristo e o mesmo ontem, hoje e eternamente” Hebreus 13:8.




Por Elessandre Maciel


sexta-feira, 12 de outubro de 2018




DOS PAIS DA IGREJA



CLEMENTE DE ROMA



Clemente de Roma desde a sua conversão na juventude, lembrava com carinho das mensagens que o Apostolo Paulo enfatizava, pois ele sempre frisava que o amor de Cristo deveria a base de uma vida de fé.
Haviam vários candidatos ao bispado de Roma, e ele sabia que não era o mais popular ou de maior conhecimento, seu principal trunfo era ter sido discípulo de Paulo e do medico Lucas.
Clemente vinha de uma família ate certo ponto abastada, seu pai era um oficial romano e sua mãe era neta de um dos grandes comerciantes de peixes do império.
Pode estudar latim, filosofia, grego, judaísmo e depois de sua conversão se tornou um dos grandes estudiosos de sua época.
Vindo a ser consagrado bispo ainda aos 30 anos de idade, o que causou ate um certo espanto principalmente nas igrejas da asia e da africa, aonde o trabalho estava se desenvolvendo na formação da teologia crista e poucos bispos eram consagrados e em sua maioria, já aos 50 anos de idade, o que era uma idade extremamente alta naquele período da humanidade, aonde a media de vida, quando muito não passava dos 40 ou 50 anos.
Era um estudioso dos antigos pensadores, tendo lido a historia de Heródoto, inúmeras vezes, e sempre a utilizava na preparação dos sermoes que proferia nas igrejas da capital do império.
Mas sua grande inspiração para seu livro mais conhecido “Da sucessão apostolica”, foi realmente a historia que Lucas escreveu pois foi o principio da historia eclesiástica.
Clemente dava muita enfase no bispado romano de Pedro, pois logo apos ele dar uma enfase na historia da humanidade de Cristo, ele evoca a criação da igreja romana pelo apostolo Pedro.
Varias de suas cartas as igrejas do Ocidente e da Asia dão muita enfase a liderança da igreja de Roma.
Mas ele também defendia que cada bispo tinha recebido a autoridade de Deus, bem como a sucessão direta dos apóstolos de Cristo.
Clemente era muito mais aberto a ter conhecimento filosófico do Inácio de Antioquia ou mesmo o Hermas, que por ter sido judeu e vindo de uma família que trabalhava a serviço dos sacerdotes de Jerusalém, não era muito versado no conhecimento da terra de Sócrates.
Como Clemente em sua carta a igreja de Rhodes e Creta, aonde ele incentiva plenamente aos lideres a cultivarem um bom relacionamento com os professores das escolas de filosofia locais.
Pois um dos pontos em que bem frisava, era de que todo conhecimento provinha do Altíssimo Deus, e o homem, deveria ter o coração e mente abertas para todo aprendizado, que poderia produzir frutos e angariar conhecimento.




DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA


CIPRIANO DE CARTAGO


Tescio Cecílio Cipriano, nasceu em Cartago, entre os anos de 200 a 205 d.C., pois não existe exatidão de sua data de nascimento.
A cidade de Cartago que Cipriano nasceu e viveu, não foi a Cartago de Amílcar e Aníbal, aquela cidade já não existia há mais de 3 séculos.
Esta Cartago era uma cidade romana, construída sobre os escombros da cidade que Cipião havia devastado.
Era filho de uma família rica, que deu plenas condições para Cipriano estudar.
Estudou durante um bom tempo na Grécia que ainda era um lugar para quem buscava pleno conhecimento, e viajou para o Egito, Roma e vários lugares.
Exerceu plena atividade econômica com sua família, desposou 2 mulheres, mas nenhum de seus casamentos vingou.
Cipriano era mais voltado a filosofia do que a mulheres, ele mesmo escreveu que tinha sérias dificuldades em suas relações com as mulheres, pois até com sua própria mãe ele teve inúmeros problemas.
Seu processo de conversão segundo a tradição de Roma, deu-se em muito por causa de seu trabalho como advogado.
Pois foi quando defendia um fazendeiro cristão que teve as suas terras invadidas por mercenários gregos, e levou o caso ao pretor de Cartágo, Cipriano o defendeu neste caso e o mesmo.





quarta-feira, 3 de outubro de 2018

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE


ANÍBAL O GENERAL CARTAGINENSE



Muitas lendas foram escritas sobre o grande general cartaginense, algumas destas lendas diziam que entre os soldados mercenários de Cartago, ele era conhecido como “O flagelo de Roma”.
Aníbal filho do lendário general cartaginense Amílcar entrou para história como o único a conseguir impor derrotas constantes ao poderoso exercito romano nas chamadas “guerras púnicas”.
Pois Roma em sua expansão, após a sua vitória sobre a guerra da Sicília em que os romanos venceram até o rei Pirro do Egito, a insatisfação dos senadores romanos era de que Cartago deveria ser eliminada ou se tornar uma província romana, algo que os orgulhos norte africanos não iriam receber bem e com sua explanação de serem descendentes diretos dos fenícios e assim dos sumérios.
Após o envio de Amílcar para a península ibérica para aumentar as conquistas cartaginenses, Aníbal ainda na infância insistiu que seu pai deveria levar ele em batalha, após Amílcar pedir que Aníbal jurasse inimizade mortal com os romanos.
Cartago tinha olhos invejosos sobre o sucesso romano, assim descreveram os historiadores antigos, pois em sua maioria eram romanos. O que se percebe sua parcialidade.
Aníbal teve inúmeros sucessos contra os exércitos romanos, mas um dos motivos de sua derrocada, foi abster-se de invadir ou sitiar a cidade milenar.
Pois o pensamento cartaginense era de que uma vez derrotados em batalha, não seriam mais aportunados.
Este seria um dos motivos da derrocada de Cartago, pois, Roma jamais desistia, Roma jamais esqueceria, para Roma só a supremacia e a vitória é que importavam.
Assim, quando Aníbal mais se sentiu confortável com suas vitórias sobre Roma, principalmente com o apoio de Felipe V da Macedônia, a derrota veio como um furacão sobre as duas cidades.
Pois Cartago e Macedônia haviam sido potencias mundiais no mundo antigo, e assim derrota-los deu a Roma uma confiança que nunca havia tido e algumas vezes chegou a beira da arrogância total.


Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...