A IGREJA IMPERIAL.
A partir do século 3 a cidade de Roma foi
suplantada pela cidade de Constantinopla em sua posição política no mundo
romano, e isto teve vários reflexos na igreja.
Deste tempo a cidade de Roma afirmava que era
seu direito ser a capital da igreja.
O agora bispo de Roma reclamava o trono de
autoridade sobre todo o mundo cristão.
A semelhança da igreja com o império, como
organização, fortalecia a tendência de nomeação de um cabeça.
Os bispos que dirigiam em certas cidades eram
chamados de bispos metropolitanos e mais tarde foram sendo chamados de
patriarcas.
Havia patriarcas em Jerusalém, Antioquia,
Alexandria, Constantinopla e Roma.
O bispo de Roma, tomou o título de pai, que
mais tarde viria a ser modificado para papa.
Havia uma disputa frequente destes
patriarcados, mais tarde esta disputa ficou somente entre Constantinopla e
Roma.
A Europa inteira sempre olhara para Roma com
certa reverência. Agora a capital do império estava longe, e o próprio império
em decadência, o que ao longo do tempo, somente fortaleceu os bispos de Roma.
Assim todo o ocidente começou a considerar o
chefe da igreja de Roma como autoridade principal de toda igreja.
Foi dessa forma que no Concílio da Cidade, na
Ásia Menor, no ano de 451, Roma veio a ocupar o primeiro lugar e Constantinopla
o segundo, que futuramente viria por vários motivos a se separar de Roma.
Por Elessandre Maciel
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