segunda-feira, 22 de outubro de 2018

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA


                   
A IGREJA IMPERIAL.



A partir do século 3 a cidade de Roma foi suplantada pela cidade de Constantinopla em sua posição política no mundo romano, e isto teve vários reflexos na igreja.
Deste tempo a cidade de Roma afirmava que era seu direito ser a capital da igreja.
O agora bispo de Roma reclamava o trono de autoridade sobre todo o mundo cristão.
A semelhança da igreja com o império, como organização, fortalecia a tendência de nomeação de um cabeça.
Os bispos que dirigiam em certas cidades eram chamados de bispos metropolitanos e mais tarde foram sendo chamados de patriarcas.
Havia patriarcas em Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma.
O bispo de Roma, tomou o título de pai, que mais tarde viria a ser modificado para papa.
Havia uma disputa frequente destes patriarcados, mais tarde esta disputa ficou somente entre Constantinopla e Roma.
A Europa inteira sempre olhara para Roma com certa reverência. Agora a capital do império estava longe, e o próprio império em decadência, o que ao longo do tempo, somente fortaleceu os bispos de Roma.
Assim todo o ocidente começou a considerar o chefe da igreja de Roma como autoridade principal de toda igreja.
Foi dessa forma que no Concílio da Cidade, na Ásia Menor, no ano de 451, Roma veio a ocupar o primeiro lugar e Constantinopla o segundo, que futuramente viria por vários motivos a se separar de Roma.


Por Elessandre Maciel

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