Os mosteiros e os reinos da península Ibérica
Entre os séculos XII e XIV, houve uma crescente fundação de vários mosteiros na Península Ibérica e isto se deve principalmente por iniciativa dos reis e não por influência da igreja.
Um exemplo foi em Castela que o Rei Afonso VII depois da conquista de "Las novas de Tolosa", fundou a ordem militar de Calatrava.
Nesta época a responsabilidade de fundação de mosteiros foi maior em Portugal e em Castela por iniciativa de seus próprios monarcas, pois a influência de Roma nestes reinos era totalmente consolidada e esses monarcas precisavam consolidar a fé cristã durante os períodos de instabilidade política.
Já na França acontecia exatamente o contrário, pois havia uma quantidade significativa de mosteiros como as estruturas de Saint Denis e outros, os reis capetíngeos simplesmente se apropriaram da maioria deles para assim auxiliar o governo na administração do reino.
A partir do século XIII foram adotadas regras únicas para os mosteiros da região, por iniciativa dos monges de Claraval e do mosteiro de Avinhão.
A Regra de São Bento também esteve presente nas regras destes mosteiros que enfatizava a necessidade da ordenança na vida do monge, por entender que a disciplina era o principal meio de fortalecimento da vida monástica e da alma dos homens que dedicavam sua vida ao monastério.
Teodoro, A. Leandro - A escrita do passado entre monges e leigos - 2012 - Ed. Unesp.
Por Elessandre Maciel