sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Das histórias da idade média




 Os mosteiros e os reinos da península Ibérica





Entre os séculos XII e XIV, houve uma crescente fundação de vários mosteiros na Península Ibérica e isto se deve principalmente por iniciativa dos reis e não por influência da igreja.
Um exemplo foi em Castela que o Rei Afonso VII depois da conquista de "Las novas de Tolosa", fundou a ordem militar de Calatrava.
Nesta época a responsabilidade de fundação de mosteiros foi maior em Portugal e em Castela por iniciativa de seus próprios monarcas, pois a influência de Roma nestes reinos era totalmente  consolidada e esses monarcas precisavam consolidar a fé cristã durante os períodos de instabilidade política.
Já na França acontecia exatamente o contrário, pois havia uma quantidade significativa de mosteiros como as estruturas de Saint Denis e outros, os reis capetíngeos simplesmente se apropriaram da maioria deles para assim auxiliar o governo na administração do reino.
A partir do século XIII foram adotadas regras únicas para os mosteiros da região, por iniciativa dos monges de Claraval e do mosteiro de Avinhão.
A Regra de São Bento também esteve presente nas regras destes mosteiros que enfatizava a necessidade da ordenança na vida do monge, por entender que a disciplina era o principal meio de fortalecimento da vida monástica e da alma dos homens que dedicavam sua vida ao monastério.




Teodoro, A. Leandro - A escrita do passado entre monges e leigos - 2012 - Ed. Unesp.




Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Da história da igreja





História Apostólica de Abdias.






É uma coleção de livros latinos, contendo inúmeras histórias e lendas a respeito dos apóstolos de Jesus Cristo e também do apóstolo Paulo e outros.
Compiladas a partir de várias fontes ( os evangelhos canônicos, o livro de Atos, inúmeras literaturas do primeiro século, os escritos da literatura pseudo-Clementina, e inúmeros outros apócrifos mais antigos, etc).
Em geral o material das coleções não é mais antigo do que o fim do século 6.
De acordo com o prefácio, ela foi escrita em hebraico por Abdias, bispo da Babilônia, companheiro de Simão e Judas, e ele próprio disse ter visto a Jesus Cristo.

Ele tinha um discípulo chamado Eutropius que traduziu o material inteiro para a língua grega, e o bispo e escritor Júlio Africano traduziu para o latim.
Nada no material tem fundamentação histórica. A importância do livro repousa na verdade, é na sua preservação de material de fontes bem mais antigas, e é totalmente reduzido quando estas fontes estão, elas mesmas, disponíveis.
Mesmo que muito pouco das fontes antigas estejam disponíveis atualmente.
Outra parte totalmente questionável são as narrativas Passio Johannis de Pseudo-Melito que pertence ao livro chamado Atos de João, uma história além de fantástica, não pode ser nada além de imaginária.

A História Apostólica de Abdias é uma obra dividida em vários livros, os maiores são para Tiago o Menor, outro para Simão Pedro e outro para Judas, o restante são divididos para os outros apóstolos e no final um histórico do mundo em que os apóstolos viveram.






J. A. Farricus - Codex Apocryphus Novi Testamenti - 1703 - Ed. R. McL. Wilson - in The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible - 2008.



Por Elessandre Maciel

Da história da antiguidade




A cidade de Luz





O nome cananita da cidade de Betel que foi mudado por Jacó após Deus lhe aparecer em um sonho.
Tornou-se um lugar místico para a história posterior de Israel.
 Na história posterior foi de delineando que a cidade de Luz seria realmente uma cidade, enquanto que Betel passou a posteridade como apenas um lugar de adoração, e não uma cidade inteira.
Pois de acordo com a citação do livro bíblico de Gênesis, Luz não é uma cidade distinta de Betel.
Mas o livro de Josué na distribuição de terras para os israelitas, ao delinear a fronteira sul das tribos de Efraim e Manassés, refere-se a ela como indo de Betel até Luz.

Muitos historiadores preferem fazer um distinção de locais, colocando a cidade de Luz no ponto central e Betel sendo nas cercanias, em uma cordilheira de montanhas que é na divisa da cidade em seu ponto de fronteira.
A cidade continuou a ser conhecida como Luz tanto para os cananitas, e também por outros povos mercantes e também pelos hititas.
De acordo com um texto achado nas escavações arqueológicas do sitio, os israelitas da tribo de Benjamim destruíram a cidade em uma invasão e um hitita que morava na cidade recebeu compaixão dos israelitas, e se mudou para a terra de Hatusa e escreveu este texto em memória da misericórdia dos israelitas.
A cidade ainda ficou conhecida como Luz até o período do império romano.






F. M. Abel - A Geografia da Palestina II - Ed. T. M. McComiskey - 2008.




Por Elessandre Maciel

Da história da antiguidade




A cidade de Medeba.






Uma cidade moabita na antiga região da Transjordania, tem o seu significado em hebraico de água de quietude, por causa de uma vitória dos israelitas sobre o reino de Moabe.
Sua localização é cerca de 25 quilômetros ao sul de Hesbom, a vila moderna que fica no platô da localidade chama-se Madaba.
Depois da vitória de Israel sobre Siom e Moabe a cidade foi entregue por Josué a tribo de Rubem.
Mas após a derrota de Israel para os assírios a cidade foi entregue a Mesa rei de Moabe que era vassalo dos assírios.
Na época dos Macabeus a cidade já pertencia ao reino da Nabatéia.
Depois da morte de Antíoco, a cidade foi tomada por Hicano e devolvida para o rei Aretas da Arábia.

No período bizantino, Medeba era aparentemente uma cidade rica, pois nas ruínas da cidade antiga, existem vários pavimentos mosaicos, e muitos estão parcialmente preservados.
Principalmente pelo mapa em mosaico da Terra Santa.
Datado do final do século 6 d.C., descoberto no ano de 1884.
Infelizmente o boa parte do mosaico foi danificada por construção posterior.
Mas uma boa parte dele pode ser visto no pavimento de uma igreja que fica no local.




D. Baly - The Geography of the Bible - 1957 - Ed. P. A. Verhoef - 2008.



Por Elessandre Maciel

Da história da antiguidade




Os Sabeus




Eram um povo de origem semita, descendentes de Seba segundo os textos do livro bíblico de Gênesis, mas também são citados por textos sumérios como também tendo origem em Uruk.
Residiam na região sudoeste da Arábia, no atual Iêmen, e região de Hadramauta.

Por viverem no limite sul da península arábica viviam em geral mais seguros do que os povos do norte em constantes guerras, pois era a região de maior poder.
Sua localização também favorecia o comércio com a África e a região da Índia.
Pois havia uma variedade grande de comércio na região, por achados em escrita cuneiforme, mostra uma extensa variedade comercial entre ouro, pedras preciosas, marfim e também escravos.
Uma das descobertas arqueológicas encontradas em Maribe foi um amplo sistema de  irrigação que tornava aquele povo bem auto sustentável.
Outras inscrições cuneiformes assírias mencionam reis sabeus como pagadores de tributos datando de 715 a.C.

Outros dados e fontes arqueológicas indicam que o estado dos sabeus se começou no norte da Arábia, como um movimento em direção a parte sul do país.
Aonde se estabeleceram durante a metade do 2 milênio a.C.  Já no século  eles aparecem estar estabelecidos na região e com uma capital forte como Maribe.
Durante o reinado de Salomão em Jerusalém sua rainha visitou o jovem rei israelita e lhe presenteou com o melhor dos sabeus, mas também foi indicar uma possível violação da hegemonia dos sabeus no comércio da região.
Até o século 3 d.C. Arábia do sul havia se consolidado como uma região forte até a ascensão do Islamismo.




W. F. Albriht - The Excavation of the Temple of Moon at Marib (Yemen) - BASOR - 1952 - Ed. M. H. Heicksen - 2008.





Por Elessandre Maciel

Da história das escrituras sagradas cristãs





A Carta de Eugnostos.





Segundo a ortodoxia cristã é um documento gnóstico contido no Código III e no Código V da biblioteca de Nag Hammadi, com muitos anos de trabalho de tradução, pois tem uma linguagem mais diferenciada da maioria dos textos.
Entretanto ele tem um paralelo muito próximo com o livro chamado Sophia Jesu Christi, públicas por W. C. Till no Código Gnóstico Berlin.

Eugnostos é um discurso simples, mas extremamente fantástico e cheio de fantasias, principalmente quando fala das viagens que Jesus fez com cada discípulo levando para conhecer o paraíso e os proibindo de falar sobre isso.
E outras partes são diálogos muito próximo aos textos canônicos.
Já o Sophia é um diálogo entre Jesus e seus discípulos.
Em que muitas questões não são correspondidas pelas respostas de Jesus.
Muitos estudiosos como o Dr. Krause da Universidade Luterana de Berlim, argumenta que o material contido em Eugnostos é muito mais próximo ao material comum dos textos gnósticos do que o material da Sophia Jesu Christi.

Particularmente nas questões dos discípulos, pois para muitos são textos de inserções posteriores.





Wilson - Gnosis and the New Testament - Ed. R. McL. Wilson - Zodervan - 2008.



Por Elessandre Maciel

Dos lugares antigos da região Palestina.





O Golfo de Ácaba.






Braço nordeste do Mar Vermelho, é cercado pela região oeste da península do Monte Sinai, e a leste se localiza o Deserto da Arábia.
O termo Mar Vermelho também tem outra designação para seu nome, Mar dos Juncos, pois se refere também a região dos Lagos Amargos no Delta do Nilo, também para indicar o Golfo de Suez e de Ácaba.
Uma das localidades bem citadas em documentos da antiguidade, bem como no Velho Testamento bíblico é a cidade portuária de Salomão, chamada Ezion-Geber ou Elate.
A região foi palco de vários acontecimentos, como a ordem que os israelitas receberam de ir de Cades-Barnéia até o Golfo de Ácaba.
Também houve uma das batalhas dos babilônicos em uma das primeiras tentativas de invasão ao Egito, antes da ascensão de Nabucodonosor.
Foi um dos lugares em que os israelitas tiveram que ficar mais tempo acampados.
Foram achados na região vários restos de instrumentos antigos, de povos como os assírios, fenícios, babilônicos e também israelitas.
Pois também era uma das rotas para chegar ao Egito.






N. Glueck - Rivers in the Desert, A history of the Negev - 1959 - Ed. H. G. Andersen - 2008.



Por Elessandre Maciel

Das histórias das cidades de Israel.




Samaria





Quando Alexandre Magno percorreu a região do Oriente Médio, a cidade de Samaria adquiriu uma nova posição.
Tornou-se a mais importante cidade grega na Palestina central, e a influência dos israelitas samaritanos sobre a velha província de Samaria era neste tempo somente religiosa.
Quando Alexandre se moveu para atacar o Egito, ele nomeou Andromacus como governador de Samaria, mas Andromacus foi morto por um dos líderes samaritanos, que então fugiu para o Vale do Jordão.
Seu esconderijo foi escavado pela Escola Americana de Pesquisa Oriental e dados muito valiosos foram encontrados.
Alexandre puniu a cidade deportando uma parte de sua população e fazendo da cidade uma colônia macedônia em 331 a.C.
As defesas da cidade foram melhoradas grandemente por Perdicas o governador macedônio designado para a cidade.
As antigas defesas israelitas foram usadas, mas os muros no centro do terraço foram fortalecidos com torres circulares maciças segundo as descobertas arqueológicas na cidade.
Este muro embora com cerca de quatro metros de espessura, foi rompido pelas tropas de João Hircano, quando tomaram a cidade na revolta dos Macabeus.
Quando da ocupação romana, a cidade foi anexada a província da Síria pelo exército romano comandado por Pompeu.



A. Parrot - Samaria, the Capital of the Kingdom of Israel - 1958 - Ed. J. Kelso - 2008.




Por Elessandre Maciel

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Das antigas cidades da antiguidade




Samotrácia





Um ilha no norte do Mar Egeu. Está localizada diretamente ao sul do Rio Hebrus da Macedônia, a norte de Imbros e a nordeste de Lemnos.
É uma ilha muito montanhosa. O pico central da ilha é o Monte Fengari com seus mais de 1700 metros acima do nível do mar.
Sendo o ponto de referência mais evidente do norte do Mar Egeu.
Na mitologia grega, dele foi dito a Posêidon que inspecionasse os planos da cidade de Tróia.
Homero chamou a ilha de A Ilha de Poseidon.
Segundo historiadores, a ilha era basicamente desabitada até o século a.C.
Por causa de suas costas, que são extremamente hostis.
Plínio disse que a ilha tornou-se um ancoradouro para navios que navegavam no norte do Egeu. Simplesmente porque tinham que ancorar em algum lugar, principalmente devido aos grandes riscos de se navegar a noite.
Os cultos a grande mãe Cibele floresceram na ilha.
Já durante os tempos helênicos o culto de Cabeiri rivalizou-se com o de Demétrio e Perséfone.
O rei Felipe da Macedônia e sua esposa Olímpia, eram iniciados nestes cultos.
Mais tarde, muitos romanos proeminentes como Tibério também fizeram parte destes cultos.
A ilha foi escavada por equipes francesas e austríaca no século 29, e posteriormente no século 20 a universidade de Nova York também teve uma equipe escavando no local.
O santuário dos grandes deuses, uma rotunda dedicada a Rainha Arsinoe II e um pórtico de Ptolomeu II foram descobertos.
A descoberta mais famosa foi a "Vitória Alada de Samotrácia".
Que foi erigida em uma fonte para comemorar uma vitória naval dos rodianos, em cerca de 190 a.C.
Atualmente ela está em exposição no museu do Louvre.





- Homero - A Ilíada

- Plínio - Anais IV

K. Lehmann - Samothrace - A Guide to the Excavations and the Museum - 1955.
Ed. A. Rupprecht - 2008.




Por Elessandre Maciel

Das histórias das cidades da antiguidade.




ANFÍPOLIS





Cidade e centro comercial da Trácia localizada a leste do rio Estrimom, atualmente chamado de Struma.
Seu porto, o Eion se localizava na foz do rio.
O local era uma colina com seu lados noroeste e sul protegidos pelo rio e o restante era protegido por muros.
A cidade foi estabelecida em 436 a.C., por colonos atenienses liderados por Hagnon.
Anfípolis foi conquistada pelo general espartano Brásidas.
Em 357 a.C., a cidade foi ocupada por Felipe da Macedônia.
Era uma terra fértil que produzia excelente vinho, azeite, madeira, além de lã fina.
Devido a sua localização a cidade teve uma importância estratégica para os romanos que construíram uma estrada na região chamada Via Egnátia.
Sobre os romanos viveu seu maior período como uma cidade líder livre, até recebeu o governador romano na Macedônia como residente.
Na idade média, a cidade ficou conhecida como Popolia. Atualmente, o local é ocupado pela vila de Neochori na Turquia.
A escavações arqueológicas encontraram numerosas inscrições e moedas de vários períodos. Porções dos antigos muros e fortificações e partes de um aqueduto romano ainda permanecem no local.







G. Hirschfeld - Pauly-Wissowa - Amphipolis - Ed. A. Rupprecht - 2008.



Por Elessandre Maciel

Das histórias do antigo Egito.




Mernepta





O décimo terceiro filho e escolhido seu sucessor de Ramssés II, da décima nona dinastia dos faraós egípcios.
Seu nome tinha o significado de "O amado de Ptah".
Alguns especialistas e egiptólogos preferem Meneptah.
Entre os acadêmicos judeus e também estudiosos da bíblia, seu nome é muito conhecido, porque é o faraó egípcio mais aceito do Êxodo Israelita.
Seu templo mortuário, na margem leste em Tebas, não longe do Rameseum está em ruínas, mas, muitas descobertas arqueológicas foram no local.
Vários elementos artísticos e estruturais foram achados e desenterrados.
Um dos objetos mais conhecidos é um monólito grande de granito.
Este objeto foi originalmente do faraó Amenotepe III, mas Mernepta o reutilizou.

Ficando conhecido como a Estela de Mernepta ou também o monólito de Israel, pois descreve uma de suas vitórias sobre Israel.
"No quinto ano de Mernepta, Israel é um desperdício, sua semente não existe mais, tudo foi vencido e devastado".
Nele também contém outras guerras e vitórias que Mernepta participou.
Outra bem interessante é a reafirmação do tratado de paz com os hititas que seu pai havia firmado anos antes.
Mernepta governou o Egito de 1224 a.C. até 1214 a.C.







A.H. Gardiner - Egypt of the Pharaohs - Ed. C. E. De Vries - 2008.



Por Elessandre Maciel

Da história das antigas cidades gregas.




Filipos






A cidade estava localizada no leste da Macedônia.
Os primeiros a habitarem o lugar foram colonos da ilha de Tasos que trabalhavam nas várias minas de ouro da região.
Anteriormente a cidade era conhecida como Krenides.
Felipe II da Macedônia reconheceu sua importância e enviou para lá um grande grupo de cidadãos das mais variadas linhagens e profissões no ano de 356 a.C.
Ele mudou o nome da cidade para Filipos naquele mesmo ano.
As minas proveram a Felipe mais de mil talentos de ouro por ano, durante mais de uma década.
A antiga cidade foi parcialmente escavada por arqueólogos da Escola Francesa de Arqueologia durante mais de 20 anos.
O fórum foi encontrado ao sul da Via Egnácia a principal rua da cidade.
Dois grandes templos foram identificados juntamente com numerosas edificações públicas e privadas do 2 século d.C.
Um teatro romano achado na área central da cidade, construído ao lado da acrópole grega.
Um arco simbolizava normalmente os limites da cidade ou pomerium de uma instalação romana.
Próximo ao Rio Gangites foi achado um local de recitação e oração utilizados pelos judeus conforme inscrições no local.





- The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible - 2008 - Or. Merrill C. Tenney.






Por Elessandre Maciel

Das antigas cidades gregas.







Filadélfia







Cidade lidiana que foi fundada por Átalo II Filadelfo, rei de Pérgamo.
Ele se chamava Filadelfo por causa de seu irmão Eumenes. O nome grego de sua fundação significa "amor fraterno".
Ela se encontra no Vale do Cogamo, próxima a passagem que leva a principal rota comercial do Marander ao vale Hermus, um amplo vale aos pés do Monte Tmolus.
Era um posto avançado da cultura grega na Anatólia.
Entrou para história romana por causa do terrível terremoto que devastou a Ásia Menor no ano de 17 d.C.
Tácito escreveu que a cidade de Filadélfia foi a terceira província que mais recebeu assistência do senado romano por causa desta tragédia.
Filadélfia teve uma vida longa e valorosa.
No século 14, quando o Império Romano do leste foi empurrado para fora da Ásia Menor pelos muçulmanos que avançavam por todo Oriente Médio e Ásia Menor e Central, com exceção de uma pequena ilha de civilização cristã no mar turco, que só viria a ser totalmente mudada no século 18.
A arqueologia em algumas partes da cidade que podem ser escavadas acharam restos de templos a Afrodite, uma grande sinagoga, e também uma  igreja do século 3, mas com outra construção de igreja por cima da antiga ruína.







- Tácito - Anais - livro II


W. M. Ramsay - The Letters to the Seven Churches of Ásia - Ed. E. M. Blaiklock - 2008.




Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Das histórias antigas dos israelitas




O Monte Ebal






É um montículo rochoso de 924 metros acima do nível do mar.
É local de muito pouca vegetação, está localizado ao norte do vale de Síquem, defronte do Monte Gerizim.
O Monte Ebal foi o cenário da leitura e reafirmação da lei perante o acampamento de Israel por Josué, os sacerdotes e anciãos fizeram a leitura para todo o povo.
Os dois montes e a planície de Esdrelom ao sul foram divididos entre as tribos de Manassés e Efraim.

O rei Onri construiu a capital do reino das 10 tribos do norte em Samaria, que depois seria usado para denominar toda essa região montanhosa.
Durante a conquista assíria, foram praticamente despovoadas e os principais habitantes da região foram levados para Mesopotâmia. E posteriormente novos povos semíticos foram deportados para Samaria, o que resultou em uma mistura cultural e religiosa, e também o que havia restado dos vestígios da prática religiosa judaica, estes foram os primeiros a serem chamados de samaritanos, que seriam rejeitados pelos judeus posteriormente.
A vista do topo do Monte Ebal sempre foi muito elogiada, tanto por viajantes, bem como por numerosos exércitos que passaram pela região ao longo dos séculos.
Os muçulmanos acreditam que a cabeça de João Batista teria sido ali enterrada, e assim um pequeno edifício memorial foi ali construído durante a idade média.
Existem também ruínas de igrejas ortodoxas primitivas, e também locais que poderiam ter sido monastérios que uma vez estiveram sobre os montes Gerizim e Ebal.
Escavações no lugar da antiga Síquem, mostraram que a área foi habitada por diversos povos desde o 4 milênio a.C., mas recebeu seu grande impulso de crescimento durante o reinado das 10 tribos de Israel em Samaria.




W. White Jr. - Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible - 2008.







Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...