quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

DOS REINOS DA ANTIGUIDADE




O Reino de Mitami.






Foi um reino importante que era localizado no norte da Mesopotâmia, que floresceu durante o período entre 1500 e 1340 a.C.
A capital deste reino leva o nome de Washukanni, os arqueológos definem a sua classe como indo-iranianos. Pois seus nomes são classificados pela linguística como indo-iranianos, contendo nomes de suas deidades como Indra, Mitra, Varuna, e outros de mesma origem.
Os senhores da guerra deste povo eram chamados de "maryannu".
A arqueologia definiu que eles foram um dos primeiros povos a introduzir técnicas treinamento de cavalos para carruagens, pois um manual foi encontrado na antiga capital hitita com autoria de um certo Kikkuli de origem nobre de Mitami.
Os registros e a classificação dos cidadãos de Mitami eram   feitos em 3 línguas, a hurriana, o acadiano e o indo-iraniano.
Pois a classe governante de Mitami utilizava o acadiano para as correspondências com os outros povos da Mesopotâmia.
Durante mais de 100 anos, no apogeu do seu poder, que Mitami controlou a Mesopotâmia, uma parte da Ásia Menor, e grande parte da Síria.
Nesse tempo, várias princesas entraram para os haréns dos faraós egípcios e se tornaram influentes naquela corte.
O reino de Mitami chegou ao fim como estado independente e influente pelo imperador hitita Suppiluliuma I.
Que colocou um vassalo vc para governar toda a região.
Império esse que viria a ser o grande inimigo do império egípcio, na era da Palestina pré-israelita.




I. J. Gelb - Hurrians and Subarians - Ed. H. A. Hoffner Jr. - 2008.





Por Elessandre Maciel

DOS ESCRITOS DA ANTIGUIDADE




Enuma Elish!






A frase e título de um  texto cosmológico da Mesopotâmia, um dos grandes achados da antiguidade.
O texto foi escrito em sete tábuas no dialeto acadiano.
Era utilizado como uma epopéia cerimonial no ritual do Ano Novo no grande templo de Esagila.
A versão encontrada pelos arqueológos data do 1 milênio a.C., mas a verdadeira origem do texto é muito mais antiga e também controversa.
O texto foi recuperado primeiro em Nínive, em escavações feitas no início do século 20.
Mas também foram encontrados em Asur e Quis, e várias edições e traduções tem sido publicadas.
Os conteúdos das tábuas falam das forças dos deuses mais primitivos, bem como da ira da deusa do mar Tiamate.
O cerco dos monstros de Tiamate contra as forças de Marduque ( algumas versões ele é chamado de Assur).
Conta como Marduque prevaleceu sobre Tiamate, e como ele constrói o cosmos e a ordem cosmológica sobre os restos de Tiamate.
Em uma das tábuas o cativo de Tiamate, Kingu é assassinado e seu sangue é utilizado para criar os humanos.
Em outra tábua um epílogo é seguido de uma lista de nomes mágicos de Marduque e seus principais comandantes.
O texto de Enuma Elish é considerado pelos arqueológos e historiadores como a literatura de baixa qualidade, quando se considera alguns dos grandes textos e mais eloquentes da antiguidade como a Epopéia de Gilgamesh, os textos de Ludlul, Bel Nemeq, e outros textos semelhantes.
Mas, também tem um valor histórico grande, pois também mostra como a cultura aos deuses era determinante na vida dos antigos povos mesopotâmicos.




W. White - Enuma Elish and the OT - The Westminster Theological Seminary - 1963.

A. L. Oppenheim - Acient Mesopotâmia - 1964 - Ed. W. White Jr. - 2008.




Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Das cidades da antiguidade




A cidade de Eglom.




Era uma cidade amorita, que estava localizada na Sefelá ocidental, ou região ocidental do oriente.
A cidade foi uma das primeiras a ser escavada pela arqueologia moderna.
8 diferentes diferentes níveis foram descobertos no sítio arqueológico, e com datação do período do Bronze inicial III (quase 4 mil anos antes da era cristã) até o período do governo persa, quando depois a cidade seria mudada para um local diferente no período Bizantino e preservado seu nome.
A menção mais antiga encontrada sobre Eglom, é um bloco de escrita cuneiforme, descoberto em Tell el Amarna no Egito.
A carta encontrada, descreve a alta traição que estava sendo articulada com os governantes de Laquis e Jarmute contra o Faraó.
O rei de Jerusalém Josué, foi solicitado pelo Egito a agir contra Eglom e junto com seus vassalos, os gibeonitas e os israelenses derrotaram a coalizão de reis amorreus e todos os cinco reis foram capturados.
Depois deste pacto a cidade de Eglom foi designada como herança para a tribo de Judá.
Mas, pouco tempo depois o próprio Egito iria invadir novamente a cidade, e pouco tempo depois o Faraó iria matar o rei de Israel em guerra, e proclamar as cidades dos amorreus como sua propriedade vassala.

A cidade de Eglom, por causa de tantas guerras, não foi de muito interesse para os persas que praticamente a abandonaram e assim na cidade praticamente deixou de existir.



F. J. Bliss - A Mound of Many Cities or Tell Hesy Excavated - 1898 - Ed. Rev. and Amp. - 2001.


J. Garstang - Joshua um Judas - PBJ - 1934 - Ed. F. Rainey - 2008.




Por Elessandre Maciel

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Das histórias dos deuses da antiguidade





A deusa mãe e outras deidades.





As culturas da época da idade do gelo esculpiam um tipo de estatuetas que os arqueólogos denominaram como Vênus, mesmo entre as mais variadas estatuetas que foram achadas ao longo do tempo.
Em geral não eram belas, algumas até carecem de feições faciais, outras já tem uma expressão artística próxima da beleza arcaica.
Alguns historiadores acreditam que são a epítome da deusa mãe cultuada desde os povos pré diluvianos.
Pois a divindade era considerada a própria natureza.
Alguns até entendem como ela seja a origem da utilização do termo moderno "Mãe Natureza".
No curso da história inúmeras sociedades  formaram uma espécie de culto a deusa, cada qual com sua particularidade.
Na cidade de Çatalhoyuk na Turquia, foram achados restos de cerca de 140 pinturas e paredes decoradas com referências a deusa mãe.
Algumas destas habitações em que foram feitos esses achados tem mais de 8 mil anos.
Para algumas culturas um pouco mais adiante na história, como  gregos era o templo o centro de ritualística da deusa mãe.
Como os rituais de Elêusis.
Alguns elementos de escrita sagrada com referências a deidade foram encontrados em Chipre e também em Creta.
Inúmeros outro historiadores compraram o culto da deusa mãe com a Ísis Egípcia, com a Ishtar babilônica, etc.
Os agnósticos foram os primeiros cristãos a fazer uma comparação de que Maria mãe de Jesus Cristo, seria a encarnação da deusa mãe.
Pois muitas histórias estão escritas na literatura apócrifa.
Para inúmeros povos primitivos a vida humana emanava da alma, e por isso inúmeras representações que foram feitas eles utilizaram com base as plantas, os animais e até objetos inanimados.
O Egito antigo é a maior das civilizações do passado em que o legado de tal forma de vida que se tem acesso nestes tempos modernos.




Malkowski, F. Edward - O Egito antes dos faraós e suas misteriosas origens pré históricas - 2006 - Ed. Cultrix.





Por Elessandre Maciel

Das histórias de Roma




Dos tempos do primeiro século da era cristã.





Quando Otávio Augusto findava no seu tempo de governo sobre Roma depois de anos trabalhando para estabilizar o império, os poderes e uma sociedade que passou por um tempo de bastante instabilidade.
Augusto não estabeleceu um poder dinástico, não tendo filhos, ele foi obrigado a adotar o filho de sua mulher, Tibério, que foi proclamado imperador quando de sua morte em 14 d.C.
Tibério foi julgado com muita severidade pelos historiadores da antiguidade.
Ele foi o imperador durante a vida pública de Cristo, para alguns ele tinha uma psicologia de vida com comportamentos muito complexos.
Ele tinha um esplendor de sua família, a gens Claudiana.
Depois dele reinou seu sobrinho, o extravagante, desequilibrado Calígula, que tinha uma relação muito próxima a Herodes Agripa I, mas, Calígula quase provoca uma revolta dos judeus, quando exige que suas estátuas sejam colocadas em todos os templos pelo império.
Morreu antes dessa loucura ser completada.
O exército romano proclama o seu tio Cláudio como sucessor do trono, apesar de ser um bom administrador, Cláudio era muito fraco de espírito.
Depois dele foi sucedido pelo seu filho adotivo Nero, que teve o governo marcado pelo incêndio de Roma para 64, quando culpa os cristãos, e também pelo início da revolta judaica.
Nero era muito extravagante e foi sua loucura que fez com que uma conspiração pretoriana o afastasse do poder.
É depois sucedido por Vespasiano e depois por Tito os vencedores da batalha de Jerusalém.
O arco de Tito ainda pode ser visto imponente na cidade de Roma até os dias de hoje.





Rolland, Bernard - A Palestina no tempo de Jesus - Cadernos Bíblicos - 5 edição.



Por Elessandre Maciel

Da história dos pais da igreja





Clemente de Alexandria.





Tito Flávio Clemente, nascido de pais pagãos, seu pai era um militar do exército romano, e fez fortuna nas guerras com a Trácia.
Sua mãe foi uma filha de nobres gregos.
Clemente nasceu em 150 d.C., na cidade de Atenas.
Se converteu ao cristianismo por influência da mãe, que sempre o levava nas reuniões de oração que sua mãe foi uma fervorosa frequentadora.
Estudou filosofia em Atenas e depois foi para Alexandria estudar na famosa escola de Catequese da época.
Clemente era muito talentoso que se tornou o sucessor de seu professor Panteno.
Mas, tudo viria a mudar no ano de 202 d.C. quando uma grande perseguição aos cristãos se deu no Egito e a própria escola foi fechada, e Clemente partiu do Egito para nunca mais voltar.
Foi um escritor muito prolífero, dos mais importantes quatro deles foram totalmente preservados.
"Protreptikos", uma exortação dirigida aos gregos.
"Stromata", um brilhante apanhado de pensamentos variados que falam principalmente do relacionamento entre a fé e a filosofia.
"Paedagogos", uma instrução de ensino e conduta baseado nos ensinamentos de Cristo.
Sua obra mais conhecida na história patrística chamada de "Hypotyposes", um comentário de todos os livros das escrituras sagradas somente existem fragmentos e comentários sobre o mesmo em obras de outros autores.
Clemente foi um dos maiores influenciadores da espiritualidade cristã grega.



W. C. Weinrich, in Enciclopédia Histórico- Teológica - Ed. Walter A. Elwell - tradução Gordon Chown - São Paulo - Vida Nova - 2009.





Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Das histórias da idade média




 Os mosteiros e os reinos da península Ibérica





Entre os séculos XII e XIV, houve uma crescente fundação de vários mosteiros na Península Ibérica e isto se deve principalmente por iniciativa dos reis e não por influência da igreja.
Um exemplo foi em Castela que o Rei Afonso VII depois da conquista de "Las novas de Tolosa", fundou a ordem militar de Calatrava.
Nesta época a responsabilidade de fundação de mosteiros foi maior em Portugal e em Castela por iniciativa de seus próprios monarcas, pois a influência de Roma nestes reinos era totalmente  consolidada e esses monarcas precisavam consolidar a fé cristã durante os períodos de instabilidade política.
Já na França acontecia exatamente o contrário, pois havia uma quantidade significativa de mosteiros como as estruturas de Saint Denis e outros, os reis capetíngeos simplesmente se apropriaram da maioria deles para assim auxiliar o governo na administração do reino.
A partir do século XIII foram adotadas regras únicas para os mosteiros da região, por iniciativa dos monges de Claraval e do mosteiro de Avinhão.
A Regra de São Bento também esteve presente nas regras destes mosteiros que enfatizava a necessidade da ordenança na vida do monge, por entender que a disciplina era o principal meio de fortalecimento da vida monástica e da alma dos homens que dedicavam sua vida ao monastério.




Teodoro, A. Leandro - A escrita do passado entre monges e leigos - 2012 - Ed. Unesp.




Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Da história da igreja





História Apostólica de Abdias.






É uma coleção de livros latinos, contendo inúmeras histórias e lendas a respeito dos apóstolos de Jesus Cristo e também do apóstolo Paulo e outros.
Compiladas a partir de várias fontes ( os evangelhos canônicos, o livro de Atos, inúmeras literaturas do primeiro século, os escritos da literatura pseudo-Clementina, e inúmeros outros apócrifos mais antigos, etc).
Em geral o material das coleções não é mais antigo do que o fim do século 6.
De acordo com o prefácio, ela foi escrita em hebraico por Abdias, bispo da Babilônia, companheiro de Simão e Judas, e ele próprio disse ter visto a Jesus Cristo.

Ele tinha um discípulo chamado Eutropius que traduziu o material inteiro para a língua grega, e o bispo e escritor Júlio Africano traduziu para o latim.
Nada no material tem fundamentação histórica. A importância do livro repousa na verdade, é na sua preservação de material de fontes bem mais antigas, e é totalmente reduzido quando estas fontes estão, elas mesmas, disponíveis.
Mesmo que muito pouco das fontes antigas estejam disponíveis atualmente.
Outra parte totalmente questionável são as narrativas Passio Johannis de Pseudo-Melito que pertence ao livro chamado Atos de João, uma história além de fantástica, não pode ser nada além de imaginária.

A História Apostólica de Abdias é uma obra dividida em vários livros, os maiores são para Tiago o Menor, outro para Simão Pedro e outro para Judas, o restante são divididos para os outros apóstolos e no final um histórico do mundo em que os apóstolos viveram.






J. A. Farricus - Codex Apocryphus Novi Testamenti - 1703 - Ed. R. McL. Wilson - in The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible - 2008.



Por Elessandre Maciel

Da história da antiguidade




A cidade de Luz





O nome cananita da cidade de Betel que foi mudado por Jacó após Deus lhe aparecer em um sonho.
Tornou-se um lugar místico para a história posterior de Israel.
 Na história posterior foi de delineando que a cidade de Luz seria realmente uma cidade, enquanto que Betel passou a posteridade como apenas um lugar de adoração, e não uma cidade inteira.
Pois de acordo com a citação do livro bíblico de Gênesis, Luz não é uma cidade distinta de Betel.
Mas o livro de Josué na distribuição de terras para os israelitas, ao delinear a fronteira sul das tribos de Efraim e Manassés, refere-se a ela como indo de Betel até Luz.

Muitos historiadores preferem fazer um distinção de locais, colocando a cidade de Luz no ponto central e Betel sendo nas cercanias, em uma cordilheira de montanhas que é na divisa da cidade em seu ponto de fronteira.
A cidade continuou a ser conhecida como Luz tanto para os cananitas, e também por outros povos mercantes e também pelos hititas.
De acordo com um texto achado nas escavações arqueológicas do sitio, os israelitas da tribo de Benjamim destruíram a cidade em uma invasão e um hitita que morava na cidade recebeu compaixão dos israelitas, e se mudou para a terra de Hatusa e escreveu este texto em memória da misericórdia dos israelitas.
A cidade ainda ficou conhecida como Luz até o período do império romano.






F. M. Abel - A Geografia da Palestina II - Ed. T. M. McComiskey - 2008.




Por Elessandre Maciel

Da história da antiguidade




A cidade de Medeba.






Uma cidade moabita na antiga região da Transjordania, tem o seu significado em hebraico de água de quietude, por causa de uma vitória dos israelitas sobre o reino de Moabe.
Sua localização é cerca de 25 quilômetros ao sul de Hesbom, a vila moderna que fica no platô da localidade chama-se Madaba.
Depois da vitória de Israel sobre Siom e Moabe a cidade foi entregue por Josué a tribo de Rubem.
Mas após a derrota de Israel para os assírios a cidade foi entregue a Mesa rei de Moabe que era vassalo dos assírios.
Na época dos Macabeus a cidade já pertencia ao reino da Nabatéia.
Depois da morte de Antíoco, a cidade foi tomada por Hicano e devolvida para o rei Aretas da Arábia.

No período bizantino, Medeba era aparentemente uma cidade rica, pois nas ruínas da cidade antiga, existem vários pavimentos mosaicos, e muitos estão parcialmente preservados.
Principalmente pelo mapa em mosaico da Terra Santa.
Datado do final do século 6 d.C., descoberto no ano de 1884.
Infelizmente o boa parte do mosaico foi danificada por construção posterior.
Mas uma boa parte dele pode ser visto no pavimento de uma igreja que fica no local.




D. Baly - The Geography of the Bible - 1957 - Ed. P. A. Verhoef - 2008.



Por Elessandre Maciel

Da história da antiguidade




Os Sabeus




Eram um povo de origem semita, descendentes de Seba segundo os textos do livro bíblico de Gênesis, mas também são citados por textos sumérios como também tendo origem em Uruk.
Residiam na região sudoeste da Arábia, no atual Iêmen, e região de Hadramauta.

Por viverem no limite sul da península arábica viviam em geral mais seguros do que os povos do norte em constantes guerras, pois era a região de maior poder.
Sua localização também favorecia o comércio com a África e a região da Índia.
Pois havia uma variedade grande de comércio na região, por achados em escrita cuneiforme, mostra uma extensa variedade comercial entre ouro, pedras preciosas, marfim e também escravos.
Uma das descobertas arqueológicas encontradas em Maribe foi um amplo sistema de  irrigação que tornava aquele povo bem auto sustentável.
Outras inscrições cuneiformes assírias mencionam reis sabeus como pagadores de tributos datando de 715 a.C.

Outros dados e fontes arqueológicas indicam que o estado dos sabeus se começou no norte da Arábia, como um movimento em direção a parte sul do país.
Aonde se estabeleceram durante a metade do 2 milênio a.C.  Já no século  eles aparecem estar estabelecidos na região e com uma capital forte como Maribe.
Durante o reinado de Salomão em Jerusalém sua rainha visitou o jovem rei israelita e lhe presenteou com o melhor dos sabeus, mas também foi indicar uma possível violação da hegemonia dos sabeus no comércio da região.
Até o século 3 d.C. Arábia do sul havia se consolidado como uma região forte até a ascensão do Islamismo.




W. F. Albriht - The Excavation of the Temple of Moon at Marib (Yemen) - BASOR - 1952 - Ed. M. H. Heicksen - 2008.





Por Elessandre Maciel

Da história das escrituras sagradas cristãs





A Carta de Eugnostos.





Segundo a ortodoxia cristã é um documento gnóstico contido no Código III e no Código V da biblioteca de Nag Hammadi, com muitos anos de trabalho de tradução, pois tem uma linguagem mais diferenciada da maioria dos textos.
Entretanto ele tem um paralelo muito próximo com o livro chamado Sophia Jesu Christi, públicas por W. C. Till no Código Gnóstico Berlin.

Eugnostos é um discurso simples, mas extremamente fantástico e cheio de fantasias, principalmente quando fala das viagens que Jesus fez com cada discípulo levando para conhecer o paraíso e os proibindo de falar sobre isso.
E outras partes são diálogos muito próximo aos textos canônicos.
Já o Sophia é um diálogo entre Jesus e seus discípulos.
Em que muitas questões não são correspondidas pelas respostas de Jesus.
Muitos estudiosos como o Dr. Krause da Universidade Luterana de Berlim, argumenta que o material contido em Eugnostos é muito mais próximo ao material comum dos textos gnósticos do que o material da Sophia Jesu Christi.

Particularmente nas questões dos discípulos, pois para muitos são textos de inserções posteriores.





Wilson - Gnosis and the New Testament - Ed. R. McL. Wilson - Zodervan - 2008.



Por Elessandre Maciel

Dos lugares antigos da região Palestina.





O Golfo de Ácaba.






Braço nordeste do Mar Vermelho, é cercado pela região oeste da península do Monte Sinai, e a leste se localiza o Deserto da Arábia.
O termo Mar Vermelho também tem outra designação para seu nome, Mar dos Juncos, pois se refere também a região dos Lagos Amargos no Delta do Nilo, também para indicar o Golfo de Suez e de Ácaba.
Uma das localidades bem citadas em documentos da antiguidade, bem como no Velho Testamento bíblico é a cidade portuária de Salomão, chamada Ezion-Geber ou Elate.
A região foi palco de vários acontecimentos, como a ordem que os israelitas receberam de ir de Cades-Barnéia até o Golfo de Ácaba.
Também houve uma das batalhas dos babilônicos em uma das primeiras tentativas de invasão ao Egito, antes da ascensão de Nabucodonosor.
Foi um dos lugares em que os israelitas tiveram que ficar mais tempo acampados.
Foram achados na região vários restos de instrumentos antigos, de povos como os assírios, fenícios, babilônicos e também israelitas.
Pois também era uma das rotas para chegar ao Egito.






N. Glueck - Rivers in the Desert, A history of the Negev - 1959 - Ed. H. G. Andersen - 2008.



Por Elessandre Maciel

Das histórias das cidades de Israel.




Samaria





Quando Alexandre Magno percorreu a região do Oriente Médio, a cidade de Samaria adquiriu uma nova posição.
Tornou-se a mais importante cidade grega na Palestina central, e a influência dos israelitas samaritanos sobre a velha província de Samaria era neste tempo somente religiosa.
Quando Alexandre se moveu para atacar o Egito, ele nomeou Andromacus como governador de Samaria, mas Andromacus foi morto por um dos líderes samaritanos, que então fugiu para o Vale do Jordão.
Seu esconderijo foi escavado pela Escola Americana de Pesquisa Oriental e dados muito valiosos foram encontrados.
Alexandre puniu a cidade deportando uma parte de sua população e fazendo da cidade uma colônia macedônia em 331 a.C.
As defesas da cidade foram melhoradas grandemente por Perdicas o governador macedônio designado para a cidade.
As antigas defesas israelitas foram usadas, mas os muros no centro do terraço foram fortalecidos com torres circulares maciças segundo as descobertas arqueológicas na cidade.
Este muro embora com cerca de quatro metros de espessura, foi rompido pelas tropas de João Hircano, quando tomaram a cidade na revolta dos Macabeus.
Quando da ocupação romana, a cidade foi anexada a província da Síria pelo exército romano comandado por Pompeu.



A. Parrot - Samaria, the Capital of the Kingdom of Israel - 1958 - Ed. J. Kelso - 2008.




Por Elessandre Maciel

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Das antigas cidades da antiguidade




Samotrácia





Um ilha no norte do Mar Egeu. Está localizada diretamente ao sul do Rio Hebrus da Macedônia, a norte de Imbros e a nordeste de Lemnos.
É uma ilha muito montanhosa. O pico central da ilha é o Monte Fengari com seus mais de 1700 metros acima do nível do mar.
Sendo o ponto de referência mais evidente do norte do Mar Egeu.
Na mitologia grega, dele foi dito a Posêidon que inspecionasse os planos da cidade de Tróia.
Homero chamou a ilha de A Ilha de Poseidon.
Segundo historiadores, a ilha era basicamente desabitada até o século a.C.
Por causa de suas costas, que são extremamente hostis.
Plínio disse que a ilha tornou-se um ancoradouro para navios que navegavam no norte do Egeu. Simplesmente porque tinham que ancorar em algum lugar, principalmente devido aos grandes riscos de se navegar a noite.
Os cultos a grande mãe Cibele floresceram na ilha.
Já durante os tempos helênicos o culto de Cabeiri rivalizou-se com o de Demétrio e Perséfone.
O rei Felipe da Macedônia e sua esposa Olímpia, eram iniciados nestes cultos.
Mais tarde, muitos romanos proeminentes como Tibério também fizeram parte destes cultos.
A ilha foi escavada por equipes francesas e austríaca no século 29, e posteriormente no século 20 a universidade de Nova York também teve uma equipe escavando no local.
O santuário dos grandes deuses, uma rotunda dedicada a Rainha Arsinoe II e um pórtico de Ptolomeu II foram descobertos.
A descoberta mais famosa foi a "Vitória Alada de Samotrácia".
Que foi erigida em uma fonte para comemorar uma vitória naval dos rodianos, em cerca de 190 a.C.
Atualmente ela está em exposição no museu do Louvre.





- Homero - A Ilíada

- Plínio - Anais IV

K. Lehmann - Samothrace - A Guide to the Excavations and the Museum - 1955.
Ed. A. Rupprecht - 2008.




Por Elessandre Maciel

Das histórias das cidades da antiguidade.




ANFÍPOLIS





Cidade e centro comercial da Trácia localizada a leste do rio Estrimom, atualmente chamado de Struma.
Seu porto, o Eion se localizava na foz do rio.
O local era uma colina com seu lados noroeste e sul protegidos pelo rio e o restante era protegido por muros.
A cidade foi estabelecida em 436 a.C., por colonos atenienses liderados por Hagnon.
Anfípolis foi conquistada pelo general espartano Brásidas.
Em 357 a.C., a cidade foi ocupada por Felipe da Macedônia.
Era uma terra fértil que produzia excelente vinho, azeite, madeira, além de lã fina.
Devido a sua localização a cidade teve uma importância estratégica para os romanos que construíram uma estrada na região chamada Via Egnátia.
Sobre os romanos viveu seu maior período como uma cidade líder livre, até recebeu o governador romano na Macedônia como residente.
Na idade média, a cidade ficou conhecida como Popolia. Atualmente, o local é ocupado pela vila de Neochori na Turquia.
A escavações arqueológicas encontraram numerosas inscrições e moedas de vários períodos. Porções dos antigos muros e fortificações e partes de um aqueduto romano ainda permanecem no local.







G. Hirschfeld - Pauly-Wissowa - Amphipolis - Ed. A. Rupprecht - 2008.



Por Elessandre Maciel

Das histórias do antigo Egito.




Mernepta





O décimo terceiro filho e escolhido seu sucessor de Ramssés II, da décima nona dinastia dos faraós egípcios.
Seu nome tinha o significado de "O amado de Ptah".
Alguns especialistas e egiptólogos preferem Meneptah.
Entre os acadêmicos judeus e também estudiosos da bíblia, seu nome é muito conhecido, porque é o faraó egípcio mais aceito do Êxodo Israelita.
Seu templo mortuário, na margem leste em Tebas, não longe do Rameseum está em ruínas, mas, muitas descobertas arqueológicas foram no local.
Vários elementos artísticos e estruturais foram achados e desenterrados.
Um dos objetos mais conhecidos é um monólito grande de granito.
Este objeto foi originalmente do faraó Amenotepe III, mas Mernepta o reutilizou.

Ficando conhecido como a Estela de Mernepta ou também o monólito de Israel, pois descreve uma de suas vitórias sobre Israel.
"No quinto ano de Mernepta, Israel é um desperdício, sua semente não existe mais, tudo foi vencido e devastado".
Nele também contém outras guerras e vitórias que Mernepta participou.
Outra bem interessante é a reafirmação do tratado de paz com os hititas que seu pai havia firmado anos antes.
Mernepta governou o Egito de 1224 a.C. até 1214 a.C.







A.H. Gardiner - Egypt of the Pharaohs - Ed. C. E. De Vries - 2008.



Por Elessandre Maciel

Da história das antigas cidades gregas.




Filipos






A cidade estava localizada no leste da Macedônia.
Os primeiros a habitarem o lugar foram colonos da ilha de Tasos que trabalhavam nas várias minas de ouro da região.
Anteriormente a cidade era conhecida como Krenides.
Felipe II da Macedônia reconheceu sua importância e enviou para lá um grande grupo de cidadãos das mais variadas linhagens e profissões no ano de 356 a.C.
Ele mudou o nome da cidade para Filipos naquele mesmo ano.
As minas proveram a Felipe mais de mil talentos de ouro por ano, durante mais de uma década.
A antiga cidade foi parcialmente escavada por arqueólogos da Escola Francesa de Arqueologia durante mais de 20 anos.
O fórum foi encontrado ao sul da Via Egnácia a principal rua da cidade.
Dois grandes templos foram identificados juntamente com numerosas edificações públicas e privadas do 2 século d.C.
Um teatro romano achado na área central da cidade, construído ao lado da acrópole grega.
Um arco simbolizava normalmente os limites da cidade ou pomerium de uma instalação romana.
Próximo ao Rio Gangites foi achado um local de recitação e oração utilizados pelos judeus conforme inscrições no local.





- The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible - 2008 - Or. Merrill C. Tenney.






Por Elessandre Maciel

Das antigas cidades gregas.







Filadélfia







Cidade lidiana que foi fundada por Átalo II Filadelfo, rei de Pérgamo.
Ele se chamava Filadelfo por causa de seu irmão Eumenes. O nome grego de sua fundação significa "amor fraterno".
Ela se encontra no Vale do Cogamo, próxima a passagem que leva a principal rota comercial do Marander ao vale Hermus, um amplo vale aos pés do Monte Tmolus.
Era um posto avançado da cultura grega na Anatólia.
Entrou para história romana por causa do terrível terremoto que devastou a Ásia Menor no ano de 17 d.C.
Tácito escreveu que a cidade de Filadélfia foi a terceira província que mais recebeu assistência do senado romano por causa desta tragédia.
Filadélfia teve uma vida longa e valorosa.
No século 14, quando o Império Romano do leste foi empurrado para fora da Ásia Menor pelos muçulmanos que avançavam por todo Oriente Médio e Ásia Menor e Central, com exceção de uma pequena ilha de civilização cristã no mar turco, que só viria a ser totalmente mudada no século 18.
A arqueologia em algumas partes da cidade que podem ser escavadas acharam restos de templos a Afrodite, uma grande sinagoga, e também uma  igreja do século 3, mas com outra construção de igreja por cima da antiga ruína.







- Tácito - Anais - livro II


W. M. Ramsay - The Letters to the Seven Churches of Ásia - Ed. E. M. Blaiklock - 2008.




Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Das histórias antigas dos israelitas




O Monte Ebal






É um montículo rochoso de 924 metros acima do nível do mar.
É local de muito pouca vegetação, está localizado ao norte do vale de Síquem, defronte do Monte Gerizim.
O Monte Ebal foi o cenário da leitura e reafirmação da lei perante o acampamento de Israel por Josué, os sacerdotes e anciãos fizeram a leitura para todo o povo.
Os dois montes e a planície de Esdrelom ao sul foram divididos entre as tribos de Manassés e Efraim.

O rei Onri construiu a capital do reino das 10 tribos do norte em Samaria, que depois seria usado para denominar toda essa região montanhosa.
Durante a conquista assíria, foram praticamente despovoadas e os principais habitantes da região foram levados para Mesopotâmia. E posteriormente novos povos semíticos foram deportados para Samaria, o que resultou em uma mistura cultural e religiosa, e também o que havia restado dos vestígios da prática religiosa judaica, estes foram os primeiros a serem chamados de samaritanos, que seriam rejeitados pelos judeus posteriormente.
A vista do topo do Monte Ebal sempre foi muito elogiada, tanto por viajantes, bem como por numerosos exércitos que passaram pela região ao longo dos séculos.
Os muçulmanos acreditam que a cabeça de João Batista teria sido ali enterrada, e assim um pequeno edifício memorial foi ali construído durante a idade média.
Existem também ruínas de igrejas ortodoxas primitivas, e também locais que poderiam ter sido monastérios que uma vez estiveram sobre os montes Gerizim e Ebal.
Escavações no lugar da antiga Síquem, mostraram que a área foi habitada por diversos povos desde o 4 milênio a.C., mas recebeu seu grande impulso de crescimento durante o reinado das 10 tribos de Israel em Samaria.




W. White Jr. - Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible - 2008.







Por Elessandre Maciel

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Sobre a antiguidade da região da Palestina




A escada de Tiro





Essa é uma faixa estreita de planície costeira de aluvião com aproximadamente 11 quilômetros de largura e fica a cerca de 100 metros acima do nível do Mar Mediterrâneo, localizado entre Tiro e a cidade costeira de Achzib, local aonde os montes da região da Galileia descem até o mar.

Esta estreita faixa costeira, perto da atual fronteira entre Israel e o Líbano, é marcada por uma série de montanhas baixas intermitentes de pedra calcária do Plistoceno. Uma plataforma que sempre tornou difícil a qualquer invasor ou caravana o seu acesso na passagem do norte para o sul daquela região.
Segundo a tradição dos escritos antigos, foi Antíoco VI que deu o nome ao lugar, pois era ali que ele delimitava o capitão de seu principal exército, que comandava a área desde a Escada no norte até a fronteira com o Egito no sul.
Foi nesse mesmo local que Antíoco VI confirmou Jonata Macabeu, o judeu ( como era conhecido entre os gregos na revolta judaica conhecida como a revolta dos Macabeus) como sumo sacerdote em Jerusalém.
O historiador Flávio Josefo também se refere a Escada e a coloca entre a quase 20 quilômetros da Ptolemaida romana, também conhecida como Aco.
Hoje seria a cidade de Ras en Naqura.




Y. Aharoni - The Land of the Bible 1967 - Ed. 2010.

Flávio Josefo - História dos Hebreus - Ed. 2015.





Por Elessandre Maciel

terça-feira, 13 de agosto de 2019

DA HISTÓRIA DE ROMA




PRETOR





Era um magistrado da Roma antiga. No início da república romana, o mais alto magistrado era chamado de Pretor.

Mas, posteriormente, o nome cônsul começou a designar o magistrado principal, e o termo Pretor foi sendo utilizado para um cargo secundário.
Começando por volta da metade do século 4 a.C., os pretores estavam associados à administração em Roma, uma função que o cargo manteve, mesmo depois da ascensão dos cônsules.
A princípio 2 pretores eram eleitos anualmente, mas com a crescente expansão de Roma, e as aquisições ultramarinas, os deveres dos pretores cresceram e começaram a eleger 8 pretores.
Pois eles também eram designados na administração das províncias, com autoridade cível e militar.

A partir do século 2 a.C., os pretores atuavam principalmente na administração da justiça de Roma e em todas as províncias.
Com s chegada de Tibério ao poder de Roma, os pretores começaram a mudar sua preparação, pois no primeiro ano de seu ofício, ficavam restritos pela lei a cidade de Roma.
E apenas eles podiam ser enviados a um posto administrativo em alguma província.
Com a mudança dos procedimentos judiciais sob os imperadores, o cargo de Pretor foi se tornando obsoleto, reduzido a uma função meramente honorária.
A extraordinária flexibilidade da lei romana se deu em parte por causa dos pretores.
Assim os "éditos pretorianos" criaram precedentes para os sucessivos regimes e sempre mantendo a lei romana com suas necessidades de cada época.





Oxford Classical Dictionary. - Ed. 1990.


L. Homo - Roman Political Institutions - 1939 - Ed. 1991.







Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 26 de julho de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




ELIMAIDA



Era uma província da antiga Pérsia, e estava localizada ao leste do Rio Tigre, ao sul da Média e ao norte da região de Susiana, a região inicial do império medo persa.

A cidade de Susa ( para muitos orientais o nome correto é Susã) estava dentro deste território.
Além dos escritos achados na biblioteca de Susa, Elimaida é citada nos escritos gregos dos feitos dos generais de Alexandre Magno.
O livro bíblico (considerado pseudo epígrafo pelos ortodoxos) de 1 Macabeus cita a seguinte passagem:

"O rei Antíoco percorria as províncias do planalto, quando ouviu dizer que havia na Pérsia uma cidade chamada Elimaida, famosa por sua riqueza, sua prata e seu ouro".
A verdade é que Elimaida era uma região na Pérsia e não uma cidade, para a maioria dos historiadores que pesquisaram a região, a cidade citada é Elã, que realmente tinha uma riqueza ímpar, citada como uma cidade cheia de prata por Heródoto.

O número e a cronologia dos reis de Elimaida são incertos considerando que as únicas fontes são as suas moedas, e poucos textos falam sobre seu povo, mas inscrições de Tang-i Sarwak revelam que a língua falada pela maioria da população era o aramaico.




É.N. Frye - The Heritage of Persia - 1988.


Heródoto - História.




Por Elessandre Maciel

terça-feira, 2 de julho de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




A CIDADE DE CNIDO.








Cnido era uma grande colonia grega argiva que ficava no sudoeste da Ásia Menor, era uma cidade comercial e suas conexões eram várias, desde as várias cidades estado da Grécia, bem como com o Egito e com a Itália desde o século VI a.C.
Cnido abrigava uma das mais antigas escolas de medicina do mundo grego.
Também possuía a famosa estátua de Afrodite de Praxiteles, e foi o lar durante quase toda a sua vida do astrônomo Eudoxus.

A cidade também caiu sob o domínio persa junto com toda a Ásia Menor no século VI a.C.

No século V a cidade tornou-se membro da Liga Deliana dominada pelos atenienses.
Mas depois das guerras e domínio helênico e dos tempos romanos a cidade provavelmente perdeu muito da sua importância, pois a sua história desta época não é muito bem conhecida pelos historiadores e arqueólogos.
Mas, ela foi durante muito tempo uma cidade livre na província da Ásia. Documentos antigos dos judeus, mostram que havia uma comunidade judaica na cidade desde o 2 século a.C.
De Cnido o melhor curso para o tráfego marítimo rumo a oeste era por uma das rotas através do Mar Egeu. A força dos ventos etésios, vindo da Trácia impediu a navegação nos tempos do Apóstolo Paulo, segundo as escrituras sagradas do novo testamento.
Situada ao final de uma longa península, pressionada na direção do mar entre as ilhas de Cós e Rodes, Cnido, com seus dois portos, estava admiravelmente equipada para formar o porto e ponto de partida para um tráfego grande de navios.
Atualmente uma poucas ruínas do templo de Afrodite ainda podem ser vistas.
Heródoto classificou a estátua de Afrodite de Praxiteles como um esplendor da grandeza dos gregos.



The Zodervan Pictorial Encyclopedia of the Bible - 2008 - Merril C. Teney.



Heródoto - História.






Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 22 de maio de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE


A CIDADE DE RAGES.


Uma cidade amplamente fortificada e que era essencial e estratégica para o império Persa, sua localização era no nordeste da Média, também era chamada de RAGA em persa antigo.
Geralmente ela é identificada pela arqueologia com as ruínas da cidade de Rhay.
Rages se localizava a cerca de 8 quilômetros da moderna Teerã.
Ao sul da cadeia de montanhas elevadas de Alborz, fazendo assim fronteira com o Mar Cáspio.
Era um dos centros de civilização mais antigos do Irã. Por causa de sua localização estratégica a cidade teve um desempenho fundamental nas guerras da Média e também foi essencial para Alexandre Magno e seus sucessores.
Rages é mencionada com elogios por Heródoto, e também na literatura bíblica apócrifa.
Rages é mencionada sete vezes no livro de Tobias, comumente chamada de Rages da Média.
Já no livro de Judite era chamada de Ragaú, como um território dos medos.
Uma das histórias diz que Tabite havia deixado dez talentos de prata em Rages e seu filho Tobias foi em busca do dinheiro acompanhado pelo anjo Rafael e assim conseguiu recuperar o dinheiro.
Já Heródoto fala que a cidade era tão imponente na sua localização que daria para governar o mundo.



A. T. Olmstead - History of the Persiam Empire 1948 - 19 Ed. (2014).

Heródoto - History



Por Elessandre Maciel

quinta-feira, 25 de abril de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




A CIDADA DE QUEILA.






Uma cidade fortificada no distrito de Sefelá de Libna-Maressa, hoje uma região de divisa.
Fica próxima de Aczibe, atualmente identificada como a moderna Khirbt Quila ou Khirbet Quila.
Uma região a noroeste de Hebrom.
Mencionada nas escrituras sagradas como uma das cidades dadas por sorteio a tribo de Judá.
O rei Davi comandou uma corajosa expedição a Queila, para libertar a cidade dos ataques dos filisteus que estavam roubando os gados, eiras e plantações da cidade.
A cidade é mencionada nas famosas cartas de Tell Amarna, com o nome de Qilti, como uma base do exército egípcio.
Cartas para o faraó Aquenaton, faraó do Egito, escritas pelos príncipes de Jerusalém e Hebrom, acusando um ao outro de invasão de Queila em várias épocas, e pedindo ao faraó para mediar a questão.
A cidade de Queila foi habilitada pelos judeus que retornaram do Exílio da Babilônia, e foi incluída na lista daqueles que participaram na reconstrução dos muros de Jerusalém sob a liderança de Neemias.





F. B. Huey - Documents from Old Testament Times - 1958.






Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 10 de abril de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




                                                   A CIDADE DE EGLOM



Uma cidade amorita na Sefelá.
William F. Albright identificou Eglom com as ruínas existentes em Tel el-hesi, que é em geral bem aceito até os dias atuais.
O antigo nome da cidade foi preservado nas proximidades de Khirbet 'Ajlan desde o período Bizantino quando o império do oriente comandou várias mudanças na região.
As várias escavações arqueológicas na região, mostraram 8 níveis distintos, que depois de descobertos mostraram em sua datação períodos desde o Bronze Inicial III ao período Pérsico.
A menção mais antiga a Eglom que foi encontrada é uma referência nos textos de maldição do Egito.
O bloco cuneiforme descoberto como um dos últimos textos de Bronze de El Amarna. A carta descreve a alta traição que estava sendo articulada contra o Faraó.
Os israelitas conquistaram a região sob a liderança de Josué, que derrotou a aliança dos 5 reis.
Designando por herança a tribo de Judá, que perdurou até a derrota dos judeus para a Babilônia.






C. R. Conder - Tent Work of Palestine.

W. F. Albright - Researchs of Judea.

J. Garstang - Joshua in Judaa.




Por Elessandre Maciel

terça-feira, 19 de março de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




OS CITAS.






Um povo nômade que imigrou para o Oriente Médio através do Cáucaso nos primórdios do 8 século a.C.
Muitos estudiosos colocam os Citas como acadianos em sua origem, pois um nome semelhante aos citas é encontrado em inscrições acadianas.
Os Citas se aliaram aos assírios e os medos apoiaram os babilônios na grande guerra entre os dois povos.
Mas eles não são citados no colapso final da Assíria, com a queda de Nínive em 612 a.C.
Mas uma grande força de seu exército iniciou uma expedição descendo a costa da Fenícia e Palestina e foram os responsáveis pela destruição de Ascalom e da cidade de Asdode.
Antes que o faraó Psametico que reinou entre 663 a 609 a.C., os comprasse com um grande suborno em ouro e outros provimentos segundo os próprios registros egípcios.
Mas quando os medos se tornaram mais poderosos eles destruíram o exército cita e expulsaram o restante do seu povo para o norte.
Tanto a Bíblia como vários escritos da antiguidade descreviam os Citas como um povo totalmente selvagem, guerreiro e cruel.
Sua cidade mais conhecida foi  Asquenaz, aonde foram descobertas pela arqueologia vários instrumentos de guerra.
A memória deste povo persiste na Terra Santa no nome grego popular da cidade de Citópolis.





T. T. Rice - The Scythians - 1957.

Heródoto - História - Livro 4. - Ed. Hispânica.







Por Elessandre Maciel


sexta-feira, 8 de março de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




                                                             ECBÁTANA.






Ecbátana era o nome grego para a capital do império da Média, e posteriormente uma das capitais dos impérios da Pérsia e também da Pártia, quando do império persa, o seu nome era comumente chamada de Hangmatana,  que significa "o lugar de assembleia".
A cidade foi fortificada pelo rei Medo Arfaxade em sua guerra contra Nabucodonosor.
A cidade deve sua importância a sua localização na rota estratégia de caravanas, da Mesopotâmia até o Chapadão Persa.
Segundo Heródoto, Ecbátana foi fundada pelo legendário Deioces o Medo, na datação próxima a 678 a.C.
O império medo pode ter sido estabelecido por Phraortes, o filho de Deioces.
Heródoto e Políbio, ambos historiadores da antiguidade, descrevem  que a cidade era rodeada por sete paredes longas e concêntricas, as paredes internas se erguiam acima das internas.
A cidade de Ecbátana foi capturada por Ciro o Grande, rei da Pérsia em 550 a.C.
Foi a cidade aonde Dario encontrou o decreto de Ciro, autorizando a reconstrução de Jerusalém.
Alexandre o Grande, tomou a cidade em 330 a.C.
Ecbátana se tornou a capital de verão dos reis da Pártia, mas sob o reinado de Sassanides ela declinou.
Em 1923, duas placas de ouro e prata da fundação, foram encontrados por arqueólogos britânicos, inscritas com o nome de Dario I, e também bases de colunas de Artaxerxes II.
Demonstrando que tanto Dario I, quanto Artaxerxes II construíram palácios em Ecbátana.
A atual cidade de Hamadã tomou seu lugar, pois cobre a maior parte da antiga cidade, o que da pouco espaço para escavações arqueológicas.
Os chamados túmulos da rainha Ester e de Mordecai são mostrados em Hamadã.




A.T. Olmstead - The History of the Persian Empire - 1948 - Ed. 2008.


A. L. Oppenheim - Acient Mesopotâmia - 1964.


Heródoto - História.






Por Elessandre Maciel

sexta-feira, 1 de março de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE






O RIO JABOQUE






Um rio localizado na Transjordânia, e tem nome com o significado de "rio de cor azul".
É um rio perene, produzido anualmente com uma chuva de 800 mm de chuva anual.
Sua queda esta através de um desfiladeiro através da escarpa leste do Rio Jordão.
A sua nascente fica nas imediações da antiga cidade de Rabá-Amom, hoje apenas algumas ruínas, e também na antiga cidade helênica de Filadélfia, hoje os restos das duas cidades foram absorvidos pela cidade de Amã, capital da Jordânia.
Loureiros coloridos acompanham a maior parte de suas margens, na região montanhosa.
A alça norte do Rio Jaboque deságua no Rio Jordão.
A parte norte de Amã formava fronteira com os amonitas.
A parte oeste formava fronteira com Gileade.
O Rio Jaboque também dividia os pequenos reinos de Seom e Ogue.
O grande arqueólogo Nelson Glueck descobriu vários sítios de ocupação em quase todas as fronteiras do rio em suas pesquisas.
Várias cidades bíblicas foram descobertas em seu curso.
O local chamado Peniel foi identificado próximo a cidade de Sucote.



D. Baly - The Geography of the Bible - 1957 - 16 Ed. 1999.



Y. Aharoni - The Land of the Bible - 1967.




Por Elessandre Maciel

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA DOS IMPÉRIOS ANTIGOS





DOS REIS BABILÔNICOS



MERODAQUE-BALADÃ




Um dos reis da linhagem da era de ouro da Babilônia, ele reinou um tempo até que curto para os reis da antiguidade, de 721 até 710 a.C.
Ele foi um dos reis que enviou uma comitiva para presentear o rei judeu Ezequias, enquanto este estava enfermo, mas pelos textos da antiguidade sua real intenção era encorajar o reino judaico a iniciar uma revolta conta a poderosa Assíria.
Ele deixou alguns textos encontrados escritos em argila, que reivindicava sua descendência a Eriba-Marduk, que reinou na Babilônia em 800 a.C, mas não se tem certeza até que data.
Eriba-Marduk foi mencionado primeiramente nas inscrições do rei Tiglate-Pileser III. Quando este rei chegou na Babilônia em 731 a.C.
Medoraque-Baladã trouxe para o então rei inúmeros presentes e sua maioria em ouro e assim apoiou os assirios. Sob a regência do rei assirio Sargão II, Merodaque-Baladã entrou na Babilônia e foi muito bem sucedido em sua invasão, e assim tornou-se rei, embora isso tenha causado uma grande movimentação no trono assirios, Merodaque-Baladã permaneceu no trono da Babilônia até 710 a.C., quando assim Sargão II decidiu entrar na Babilônia, o que Merodaque temendo por sua vida, decidiu fazer uma grande recepção ao rei assirio que com toda a poupa que recebeu, confirmou Merodaque-Baladã como governador local e assim não se opôs a Sargão até o final do reinado deste.
Depois da morte de Sargão, Merodaque-Baladã novamente se rebelou e, quando Senaqueribe tomou posse da Babilônia, ele se retirou à sua pátria. Senaqueribe derrotou os rebeldes e entrou na Babilônia, onde colocou Bel-ibni no trono. Finalmente este trono foi ocupado pelo filho de Senaqueribe, Ashur-na- din-shumi. Quando Senaqueribe atacou as cidades litorâneas de Elão, para onde Merodaque-Baladã havia fugido, nenhuma menção foi feita dele, mas seu filho Nabushumishkun foi levado prisioneiro por Senaqueribe na batalha de Halulê. Merodaque- Baladã morreu em Elão antes da entrada de Senaqueribe na área, em 694 a.C. Este rei babilônico é lembrado como um regente inteligente e ambicioso, que se opôs de modo severo à influência da Assíria, na Babilônia.




Y. G. Roux, Ancient Iraq (1964), 258-266.



The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible – Merril C. Tenney Org. - 2008.







Por Elessandre Maciel

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE




O PENHASCO DE SENÉ.






Palavra que no hebraico significa "espinheiro".
Pois onde está localizado existiam muitos arbustos espinheiros.
Um penhasco notável que, juntamente com Bozez, controlava a passagem de Micmás.
Esta importante rota de acesso aos planaltos da Judéia segue a Wadi Qelr em suas fases mais baixas.
Nas proximidades de Micmás a rota se tornava mais estreita, pois passa entre estes dois penhascos.
Por isso formava assim uma das localizações estratégicas para controlar o acesso aos planaltos da Judéia.
Isto explica sua grande importância para os filisteus. Pois em várias ruínas das cidades dos filisteus, foram achados inscrições citando a importância de Sené.
Várias formações rochosas adequadas são encontradas nas adjacências imediatas da antiga Micmás, cerca de 11 km a nordeste da cidade de Jerusalém.
Alguns arqueológicos defendem que seu nome pode estar preservado no nome "Wadi es-Suweinit".





"Michmash" - HDB - 1900 - A. Bowling. - 1985.


Enciclopédia da Bíblia - 2008 - Ed. Cultura Cristã -
Org. Merril C. Tenney
Org. Ass. Steven Barabas.




Por Elessandre Maciel


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE








BABILÔNIA – O CAMPO DE DURA






Uma planície próxima ao grande templo do Zigurate, na antiga Babilônia , aonde o rei Nabucodonosor ergueu sua imagem banhada a ouro maciço.
A arqueologia descobriu dois relatos sobre o feito de Nabucodonosor em duas pedras nas ruínas da antiga cidade.
Pois o único lugar que falava anteriormente sobre a imagem era o relato das escrituras sagradas.
A palavra acadiana “duru”, da qual deriva o nome do local significa “lugar cercado “.
Era um nome bastante comum em lugares geográficos na Mesopotâmia.
O significado acadiano deu origem a tradução e adaptação da palavra “Dura” na tradução Septuaginta.
Que em sua tradução literal quer dizer lugar fechado ou cercado .
Durante muito tempo se discutiu o local real da localização da imagem, alguns historiadores chegaram a propor a localização em Carquemis, mas a mesma não se localiza na Babilônia.
Outros chegaram a colocar além do Rio Tigre, próximo a Apolônia, mas também ficava longe da Babilônia.

Até que as pedras fossem localizadas na parte sul das ruínas da cidade.




J. A. Montgomery - The Book of Daniel - ICC – 1972.




Por Elessandre Maciel



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA






A CIDADE DE PI-BESETE.





Esta cidade foi a capital do décimo oitavo nome do baixo Egito.
E também capital do Egito sob a vigésima segunda dinastia egípcia.
Suas ruínas estão sob a moderna Tell Basteh no afluente central do Rio Nilo.
A cidade teve uma importância própria durante toda a história do Egito Antigo.
Uma fenda na terra que apareceu no meio da cidade, provocado por um terremoto, aconteceu lá durante a segunda dinastia egípcia.
Dois dos construtores de pirâmides deixaram vestígios na cidade. Quéops e Quéfren. O faraó Pepi I da sexta dinastia egípcia também deixou vestígios em Pi-Besete.
Vários reis posteriores das 12 até 19 dinastias egípcia particularmente deixaram marcas por toda a cidade.
A maior glória de Pi-Besete veio com a 22 dinastia com o faraó Sisaque a fez a segunda cidade mais importante do Egito, ficando atrás apenas de Tebas em termos de prestígio.
O nome original da cidade "Bast", e o de sua deusa "Bastel", estavam relacionados. Ela ficou conhecida posteriormente como "Casa de Bastel".

A deusa Bastel era geralmente retratada como uma mulher com cabeça de gato ou de leoa.
Era uma das menores divindades egípcias.
Quando os assírios saquearam Tebas, fez a popularidade de Bastel crescer, pois os egípcios fizeram um reajustamento na religião.



Heródoto - Livro II .


E. Naville - Bubastis - 1891- 26 Ed. 1999.




Por Elessandre Maciel



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA






DAS PERSEGUIÇÕES NA IGREJA PRIMITIVA





Quando do encerramento das perseguições imperiais aos cristão em meados do seculo 4.
A igreja estava plenamente estabelecida em praticamente todo o império romano.
Apologistas do passado, historiadores moderados, também afirmaram que um dos motivos que incentivavam plenamente a conversão das pessoas ao cristianismo era sua perseguição acentuada.
Pois o exemplo que os mártires davam, causavam uma impressão tao grande nos perseguidores e nas pessoas, que não conseguiam entender como alguém poderia dar a vida pelo que acreditava, e isto fazia com muitos buscassem a conhecer melhor o que era realmente o cristianismo naquele tempo.
Historiadores como Wolf e Serdeman sugerem que a erradicação do cristianismo não era um objetivo irrealista,
Pois algumas religiões orientais estavam praticamente se extinguido.
O maniqueismo finalmente deixou de existir já naquela época devido a intensas ações dos imperadores cristãos, bem como dos xás zoroastristas da Pérsia (Futuro Irã).
O budismo já não tinha influencia no ocidente, bem como no oriente médio, apenas na Índia e na Ásia e que continuou plenamente.
Editos de tolerância religiosa como os emitidos por Galério em 311 e também os que foram emitidos por Constantino e Licínio em 313, não eram exatamente uma novidade, apesar destes serem especificamente para o cristianismo.
Os Imperadores Décio e Diocleciano tinham publicado alguns editos de forma não tão nítida, mas similar e com certa tolerância a vários grupos religiosos que compunham todo o império romano.
O longo reinado de Constantino realizou uma transformação permanente no império.
Todos os imperadores subsequentes a Constantino, exceto um (Juliano, que governou entre 361 e 363). eram todos cristãos.
O que também transformou plenamente a igreja de Cristo, pois o poder crescente a igreja de Roma, absorveu e suplantou todas os outros centros do cristianismo primitivo, tais como Alexandria, Antioquia, Éfeso, etc.
Mas o que ficou plenamente claro e que Constantino fizera um pacto faustiano com o Cristianismo.




Por Elessandre Maciel



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA






OS PENSADORES ESCOLÁSTICOS – JOÃO BOAVENTURA






João Boaventura cresceu em uma família muito religiosa, sua mãe tinha uma admiração vertiginosa pelo papa.
Nascido na Toscania, viveu praticamente toda a sua vida entre Roma e sua cidade natal, pois desde muito cedo foi incentivado pela família para os estudos eclesiásticos.
Tanto que aos 17 anos entrou para a Ordem Franciscana e foi muito rápido a sua aceitação devido a sua dedicação.
Assim aos 22 anos de idade foi indicado para ser uma das principais lideranças da ordem criada por Francisco e Assis.
Escreveu varias obras teológicas entre as principais estão “Sobre a pobreza de Cristo”, “A vida de São Francisco de Assis”, “Itinerário a mente de Deus” e sua obra de cunho mais mistico “Breviloquium”.
Obra que ele desenvolveu toma uma concepção de veneração a Maria, mãe de Jesus Cristo, que sua influencia na igreja romana permanece até os dias atuais.
João Boaventura acreditava que o verdadeiro conhecimento somente pode ser obtido pela contemplação do mistério divino.
João também ficou conhecido como um grande compositor de hinos cristãos.
Morreu na sua Toscania em 1274, aos 64 anos de idade, depois de passar seus últimos meses enfermo.


Por Elessandre Maciel.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA



OS HUSSITAS



Eles foram um dos chamados movimentos da pré-reforma protestante.
Este movimento que nasceu na Boêmia no século 15.
Eram até certo ponto bem radicais e criaram um acordo de 4 artigos para a sua existência e vida cristã.

1 - A pregação da palavra de Deus deveria ser totalmente livre.

2 - A ceia do Senhor deveria ser igualmente administrada nas duas espécies, o cálice e o pão para os leigos e sacerdotes.

3 - O clero cristão deveria viver da pobreza apostólica, privados de imensas riquezas, pois estas deveriam ser utilizadas na manutenção das igrejas e dos necessitados.

4 - Os pecados públicos e maiores deveriam ser plenamente castigados, especialmente no caso de simonia.
Mas logos os hussitas também se dividiram em partidos.
Os hussitas de Praga somente rejeitavam o que contradizia os ensinos da Bíblia.
Os taboritas que que foram revolucionários apocalípticos que se opunham a tudo que não estivesse nas escrituras sagradas.
E também a mais pacífica comunidade hussita, a comunidade de Monte Horebe, que era bem menos apocalíptica e bem tolerante.
O imperador Sigismundo que chegou a enviar exércitos para eliminar os hussitas a pedido de Roma.
Mas eles se uniram e derrotaram o exército sob o comando de João Zizka.
Após este acontecimento, eles chegaram a um acordo com Roma e a maioria deles retornou a comunhão romana.


Walton, Robert C. - Chronological and background charts of Church history. - Zodervan - 1986.



Por Elessandre Maciel



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

DA HISTÓRIA ECLESIASTICA






A CIDADE DE LASEIA






Cidade grega que em algumas variantes também era chamada de Lasaia por vários manuscritos antigos.
O evangelista Lucas afirma que a cidade de Laséia ficava próximo a grega Bons Portos.
Apesar de esta informação ser contestada por alguns historiadores, por falta de melhor embasamento.
A arqueologia mostrou alguns achados em Bons Portos que mostraram uma lista com algumas cidades gregas que eram abastecidas pelos portos gregos e uma das mais atuantes era a cidade de Laseia.
Cidade no qual historiadores tem demonstrado ser a cidade que o apóstolo Paulo que estava sendo levado de navio para a Italia, alcançou com muita dificuldade.
Existem inumeras ruinas próximas a Bons Portos e é de maioria absoluta que a cidade de Laséia é a que se localizava a apenas 2 quilômetros da cidade dos portos.
Apesar de pertencer a uma região portuária, muito pouca coisa se sabe sobre os temos primitivos da cidade.
Pouca notícia se tem pela literatura que sobreviveu; mas tem-se considerado que deve ser a Lasos que Plínio o Ancião menciona em sua Natural History, pois ele mesmo mudou o nome de varias outras cidades para apoiar seus estudos, e era algo comum as cidades serem conhecidas por outros nomes parecidos.
Laséia foi uma das mais importantes cidades de Creta, pois ela era conhecida e tinha boa reputação na Grecia e em outros lugares como a cidade das 100 cidades.


Publications of the Well-come- Marston Archaeological Research Expedition to the Near East 1918-1958, H. Torczyner, L. Harding, A. Lewisand J. L. Starkey: Lachish l, The Lachish Letters (193 8); O. Tufnell, C. H. Inge, L. Harding: Lachish 11, The Fosse Temple (1940);



Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...