quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

DOS REINOS DA ANTIGUIDADE




O Reino de Mitami.






Foi um reino importante que era localizado no norte da Mesopotâmia, que floresceu durante o período entre 1500 e 1340 a.C.
A capital deste reino leva o nome de Washukanni, os arqueológos definem a sua classe como indo-iranianos. Pois seus nomes são classificados pela linguística como indo-iranianos, contendo nomes de suas deidades como Indra, Mitra, Varuna, e outros de mesma origem.
Os senhores da guerra deste povo eram chamados de "maryannu".
A arqueologia definiu que eles foram um dos primeiros povos a introduzir técnicas treinamento de cavalos para carruagens, pois um manual foi encontrado na antiga capital hitita com autoria de um certo Kikkuli de origem nobre de Mitami.
Os registros e a classificação dos cidadãos de Mitami eram   feitos em 3 línguas, a hurriana, o acadiano e o indo-iraniano.
Pois a classe governante de Mitami utilizava o acadiano para as correspondências com os outros povos da Mesopotâmia.
Durante mais de 100 anos, no apogeu do seu poder, que Mitami controlou a Mesopotâmia, uma parte da Ásia Menor, e grande parte da Síria.
Nesse tempo, várias princesas entraram para os haréns dos faraós egípcios e se tornaram influentes naquela corte.
O reino de Mitami chegou ao fim como estado independente e influente pelo imperador hitita Suppiluliuma I.
Que colocou um vassalo vc para governar toda a região.
Império esse que viria a ser o grande inimigo do império egípcio, na era da Palestina pré-israelita.




I. J. Gelb - Hurrians and Subarians - Ed. H. A. Hoffner Jr. - 2008.





Por Elessandre Maciel

DOS ESCRITOS DA ANTIGUIDADE




Enuma Elish!






A frase e título de um  texto cosmológico da Mesopotâmia, um dos grandes achados da antiguidade.
O texto foi escrito em sete tábuas no dialeto acadiano.
Era utilizado como uma epopéia cerimonial no ritual do Ano Novo no grande templo de Esagila.
A versão encontrada pelos arqueológos data do 1 milênio a.C., mas a verdadeira origem do texto é muito mais antiga e também controversa.
O texto foi recuperado primeiro em Nínive, em escavações feitas no início do século 20.
Mas também foram encontrados em Asur e Quis, e várias edições e traduções tem sido publicadas.
Os conteúdos das tábuas falam das forças dos deuses mais primitivos, bem como da ira da deusa do mar Tiamate.
O cerco dos monstros de Tiamate contra as forças de Marduque ( algumas versões ele é chamado de Assur).
Conta como Marduque prevaleceu sobre Tiamate, e como ele constrói o cosmos e a ordem cosmológica sobre os restos de Tiamate.
Em uma das tábuas o cativo de Tiamate, Kingu é assassinado e seu sangue é utilizado para criar os humanos.
Em outra tábua um epílogo é seguido de uma lista de nomes mágicos de Marduque e seus principais comandantes.
O texto de Enuma Elish é considerado pelos arqueológos e historiadores como a literatura de baixa qualidade, quando se considera alguns dos grandes textos e mais eloquentes da antiguidade como a Epopéia de Gilgamesh, os textos de Ludlul, Bel Nemeq, e outros textos semelhantes.
Mas, também tem um valor histórico grande, pois também mostra como a cultura aos deuses era determinante na vida dos antigos povos mesopotâmicos.




W. White - Enuma Elish and the OT - The Westminster Theological Seminary - 1963.

A. L. Oppenheim - Acient Mesopotâmia - 1964 - Ed. W. White Jr. - 2008.




Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...