sábado, 2 de maio de 2020

Dos Lugares da Antiguidade







A Fonte de Giom





A mais importante das duas fontes que supria água a Jerusalém, nos tempos da Antiguidade.
Foi a fonte de Giom que determinou o local original da cidade, no monte chamado Ofel, a oeste da nascente. Pelo fato dela se situar fora dos muros da cidade fortificada, os habitantes pré-israelitas fizeram um túnel através da rocha de Ofel, a fim de obterem proteção para o abastecimento de água, quando a cidade estivesse sitiada. O fato de Giom ter sido escolhido pelos sacerdotes de Israel para ungir o rei Salomão.
Cerca de dois séculos e meio após a ascensão de Salomão como rei de Israel, quando o rei assirio Senaqueribe atacou a Judá, o rei Ezequias construiu um novo sistema de água, construindo o famoso túnel de Siloé, para prover uma maneira segura de retirar água da fonte de Giom, dentro da área fortificada da cidade, e assim fortaleceu o muro em toda a sua extensão.
Nos tempos após o exílio na Babilônia, a necessidade de água em toda a cidade cresceu, e assim foram construídos vários aquedutos para trazer água de outros locais mais distantes.
Nos tempos do império romano, Pôncio Pilatos também construiu e reparou alguns destes aquedutos, utilizando dos fundos financeiros do Templo.




K. M. Kenyon – Jerusalém: 3000 Years os History – 1967 – Ed. Rev. - G. G. Swaim – 2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade




Pafos



Duas colônias no sudoeste do Chipre, distinguidas pelos historiadores como Pafos Antiga e Nova. A cidade de Pafos Antiga ( a moderna Konklia) situa-se a cerca de 16 quilômetros a sudoeste da Pafos Nova, a capital da ilha de Chipre nos tempos do império romano.
A primeira era uma colônia fenícia, identificada há muito tempo com o culto da deusa Afrodite, pois um grande templo existia na cidade dedicado para ela.
Pafos Nona cresceu como o porto da Pafos Antiga, depois que os romanos anexaram a ilha de Chipre em 58 a.C., e assim tornou-se o centro do governo romano na ilha. A cidade de Pafos Antiga foi destruída em grande parte por um terremoto em 15 a.C., e depois foi reconstruída com fundos recebidos do imperador e renomeada “Augusta” em honra a Otaviano.
A cidade então foi adornada com edifícios públicos e templos magníficos, havia o famoso santuário de Afrodite e foi adornado como para a mesma deusa Vênus dos romanos.
O maior festival em Chipre era a Afrodisia, que durava três dias a cada primavera, com uma procissão entre a Pafos Antiga e a Nova.
Arqueólogos identificaram o que foi considerado o templo a Afrodite em Pafos Nova, um grande recinto cercado com cerca de 210 metros de leste a oeste e 164 metros de norte a sul.
Pafos sofreu um segundo terremoto em 77 d.C., e foi praticamente destruída por um terceiro terremoto no século 4º d.C., permanecendo por muito tempo em ruínas somente sendo novamente ocupada na era moderna e Pafos Nova, hoje é conhecida como Baffa.
A arqueologia também encontrou uma inscrição de Pafos datando da metade do século 1 d.C., e menciona os nomes do apóstolo Paulo, de Barnabé e também do procônsul Sérgio Paulo, que menciona o encontro de Paulo com Elimas, o mágico, eternizada pelo artista Rafael a pedido da cúria católica romana.



G. Hill – A History of Cyprus – 1940 – Vol. 1 – Ed. Rev. - J. M. Houston – 2008.



Por Elessandre Macie

Das Cidades da Antiguidade





Baalbeque




Uma antiga cidade no vale de Beqa’a, que separava as montanhas do Líbano das do Anti-libano. Seu nome grego era Heliópolis e Baalbeque significa “Senhor dos Vales, a cidade tinha este nome, por causa da sua localização.
A cidade ficava sobre uma acrópole de onde se podia ver todo a vale fértil abaixo. O santuário floresceu nos tempos primitivos, principalmente durante o império da Babilônia que controlava a cidade nesta época e depois na época do helenismo e no início do Império Romano, e se destacou novamente no final desse império.
As ruínas da cidade cobrem uma grande área e são mundialmente famosas. Sítios arqueológicos nas vizinhanças dos templos da época romana, tem revelado as fundações de diversos edifícios mais antigos, até anteriores a babilônia.
O templo de Júpiter, construído originalmente para Hadade, o deus das tempestades, era uma grande construção de 88 metros de comprimento por aproximadamente 20 metros de largura.
Era cercado por um peristilo de 20 colunas coríntias de cada lado, 10 na frente e 10 atrás.
Havia também o templo dedicado a Baco, construído pelos romanos e ficava a 36 metros ao sul do templo de Júpiter. Este templo era menor, mas mais bem adornado e bem mais conservado e já foi construído com o estilo coríntio (helenista) de arquitetura.
Próximo aos templos havia uma propilea, um pórtico frontal e também um grande pórtico e cada um dele com vários edifícios governamentais romanos.
No meio da cidade romana, há aproximadamente 400 metros de distância da acrópole, há um templo pequeno, circular, dedicado a Vênus ou à deusa Fortuna.
A cidade viveu seus melhores dias sob o regime romano, e os grandes edificadores da Baaldeque romana foram os imperadores Antonino Pio e Caracala, pois ele tinha um motivo especial para cuidar da cidade, sua mãe era síria.





T. Wiegard – Baalbek – Vols. 3, 16 – (1921-25) – Ed. Rev – A. Rupprecht – (2008-2009).




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade








Khirbet Qumrã – (Do árabe Hirbet Qumrân – Ruína do Wadi Qumrã)







Um sítio arqueológico próximo à costa Noroeste do Mar Morto, onde o Vau Qumrã flui das colinas da Judeia para o Mar Morto.
Embora fosse há muito tempo um local conhecido dos viajantes e peregrinos, o local não foi escavado até a descoberta dos famosos “Manuscritos do Mar Morto”, nas cavernas vizinhas a partir de 1947, e assim chamar a atenção para Khirbet Qumrã.
As escavações locais foram iniciadas em 1951, até os dias atuais, ainda existem estudos em andamento no local.
O sítio, que fica no planalto a cerca de 800 metros da margem do Mar Morto, consiste de um complexo de construções e um cemitério. Segundo a arqueologia, a construção mais antiga no local, data de entre o 8º e 7º século a.C., a construção segundo historiadores de Israel está ligada ao rei Uzias e é identificada com a Cidade de Sal.
O local ficou deserto por alguns séculos após a colonização inicial, e a arqueologia não encontrou nenhum sinal de atividade até o 2º século a.C., quando as construções mais antigas foram modificadas pelos novos colonos locais e até por volta de 110 a.C., quando da sua população foi aumentando.
O complexo era provido com um sistema elaborado de água, havia olaria, ferraria, lavanderia, padaria, moinho, cozinhas, refeitório e salas de assembleia.
Permaneceu ocupado até sua destruição pelos romanos em 68 d.C., durante a Primeira Revolta dos Judeus, e depois o local foi fortificado e colocado como um posto de exército romano.
O local foi novamente usado como um centro pelos rebeldes durante a Segunda Revolta dos Judeus (132-135 d.C.), mas depois disso os romanos proibiram novas construções.
Nas cavernas nos arredores, nas quais foram descobertos os manuscritos do Mar Morto, continham também inúmeras cerâmicas contemporâneas e algumas até mais antigas.
Muitos rolos foram copiados em Khirbet Qumrã, e provavelmente foram depositados nas cavernas em 68 d.C., quando a conquista romana ficou eminente.
Muitos estudiosos ao longo do tempo tem ligado a comunidade aos essênios, apenas de que nem todos os manuscritos têm origem na literatura essenia, sendo que os arqueólogos e historiadores, principalmente de Israel colocam a identidade da comunidade de Qumrã como incerta, embora os essênios sejam realmente o povo que tenha vivido nesta comunidade.




J. T. Milik – Ten Years os Discovery in the Wilderness of Judaea – 1959 – Ed. Rev. T. C. Mithell – 2008/2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade







Lícia







Região montanhosa no sudoeste da Ásia Menor.
Essa região de cerda de 5.600 quilômetros quadrados, projeta-se para o sul, no Mar Mediterrâneo, fazendo fronteira a noroeste com a Cária, ao norte com a Frígia e a Pisídia, e a nordeste com a Panfília.
A Lícia era enclausurada por acidentadas cadeias de montanhas e visto que a terra se projetava mar a dentro.
Era uma grande produtora de madeira, produziam madeira excelente para a construção de casas e navios e vendiam para vários povos. Tinha também locais adequados bem grandes para pastagens, para vinhas e olivais, além dos seus vales fornecerem espaço para o cultivo de cereais.
Sendo que seus escoamentos de produtos eram feitos nos seus portos Pátara e Mirra, sendo esses os maiores e principais.
Pátara era o orto aonde geralmente os navios que transportavam cereais de Alexandria paravam devidos aos ventos ocidentais predominantes na região.
Mirra era um lugar para navios serem carregados e reparados, antes de partirem para a Itália, que era geralmente o destino final de quase todos os navios que partiam deste porto.
Historiadores apontam que a origem da população da Lícia , provem de Creta, desde o século 6 a.C., pois eram o único povo do oriente da Ásia Menor que não era sujeito ao general persa Creso., mas ele não foram fortes o suficiente para resistir a invasão persa em 546 a.C., apesar de terem sido um dos poucos povos a terem conservado a sua unidade nacional sob os persas.
Embora tenham estado temporariamente na Liga de Delos em 446 a.C., mas, foi somente com a chegada de Alexandre Magno á Lícia , no inverno de 334 a.C., que a Lícia finalmente caiu sob a influência grega, Após a morte de Alexandre, Lícia se tornou parte do domínio do general Antígono, mas foi invadida em 309 a.C., pelo inimigo de Antígono, Ptolomeu I do Egito. O controle egípcio sobre a Lícia continuou até que foi conquistada por Antíoco III em 197 a.C.
Antíoco foi derrotado pelos romanos na Batalha de Magnésia, e assim, em 189 a.C., os romanos submeteram a Lícia a Rodes.
O senado romano concedeu liberdade a Lícia em 167 a.C., segundo Apião, foi depois de muitas reclamações ao senado romano.
Essa liberdade viria cair em 43 d.C. pelo imperador Cláudio, quando ele estabeleceu a província de Lícia-Panfilia sob um legado pretoriano.
Em 69 d.C. Vespasiano desligou a Panfília da Lícia e uniu a Panfília com a província da Galácia, e assim deu mais liberdade aos cidadãos da Lícia, praticamente como um país livre.
A existência da comunidade judaica na região fica evidente por uma carta mandada pelos romanos em 139 a.C., para que não fosse causado danos aos judeus da região, já a existência do cristianismo, somente após o século 3 d.C., é que existiu uma igreja na região,




E. Bean – Lycia – The Oxford Classical Dictionary – 2 Ed. - 1970.

A. H. M. Jones – The Cities os Eastern Roman Provinces – 2 ed. - 1971 – Ed. Rev, H. W. Hoehner – 2008.

Apião – As Guerras Sirias

Suetônio – A vida do imperador Cláudio






Por Elessandre Maciel

Da História dos Pais da Igreja




Papias





Bispo do 1º e 2º séculos da era cristã, Papias era bispo na cidade de Hierápolis, na Frigia Pacatiana, uma cidade localizada há alguns quilômetros ao norte de Laodiceia, e aproximadamente a 160 quilômetros a leste de Éfeso.
Papias nasceu no ano de 66 d.C., na própria Frígia. Os seus escritos constituem o principal interesse nele, por ele escreve que fez questão de interrogar várias pessoas que tinham conhecido ou tinham sido discípulos de Jesus.
Ele entendeu que  poderia ter mais proveito “de declarações a viva voz de sobreviventes” do que de livros. Ele escreveu uma Interpretação das Declarações do Senhor em cinco livros. Obra essa que embora tenha sido listada no catálogo da biblioteca de Stams, um monastério no Tirol, já em 1341, hoje a obra completa está desaparecida, existem apenas 2 livros e dos outros apenas citações e referências à obra feita por outros escritores. Eusébio de Cesareia (autor da História Eclesiástica), fez as citações mais interessantes, mas Irineu de Lião e André de Cesareia, entre outros, também citaram Papias diretamente.
A Interpretação data de aproximadamente 120-130 d.C. Ele declara que “Marcos se tornou interprete de pedro, de Mateus, Papias escreve que colecionou as declarações no idioma hebreu.
Irineu de Lião citou papias como dizendo que o Apóstolo João fez vários relatos dos ensinamentos de Cristo sobre a ressurreição e a vida depois dela.
Irineu fala que João se descrevia como presbítero  João, como depois de seu exílio na ilha de Patmos, preferia ser tratado apenas como um ancião de dias que Papias poderia ter escrito
Eusébio de Cesária tinha uma péssima opinião sobre Papias, e ele o considerava como alguém de pouca inteligência e tinha severas criticas a obra de Papias. A maioria dos historiadores da igreja concordam porém, ter escrito mais lucidamente.




J. A. Kleist – Ancient Christian Witers – 1948 – Ed. Rev. P. Wooley – 1948.

Eusébio de Cesareia – História Eclesiástica – Obra Completa – 1ª Ed. - CPAD – 1999

Irineu de Lião – Contra as Heresias – Paulus – 2º Ed. 2001



Por Elessandre Maciel

Das Histórias de Roma





O Dia do Destino.




Júlio César, quando voltou das suas incursões na Gália, teve a ideia de visitar um vidente e também fazer vários sacrifícios a Júpiter e a Vênus.
Ele recebeu uma resposta do vidente que não levou a sério naquele momento “cuidado com os idos de março!”, teria dito o bidente quando ele um dia deixava o Senado.
O dia fatal foi o 15 do mesmo mês. No velho calendário lunar, os idos teriam correspondido a lua cheia, mas nesta época era apenas uma divisão conveniente do meio do mês.
Mesmo que os “idos de março” não tivessem se tornado famosos por representarem o dia final de um governo tirano, e mesmo que Júlio César não tivesse ficado conhecido por nenhuma outra razão, ainda teria lugar na história da humanidade como o início do “calendário juliano”.
Antes, o calendário romano era composto por 12 meses, com um total de 355 dias. Gradualmente, este calendário foi ficando dessincronizado com os ritmos do ano solar, por isso foi inserido um novo mês entre Fevereiro e Março. Este “Mensis Intercalaris” tinha 27 dias e preenchia o vazio do velho sistema até um certo ponto. Mas mesmo o ano no calendário já estava defasado com as estações, os solstícios e equinócios.
O calendário Juliano foi uma grande melhoria, pois tinha 365 dias, assim como o nosso. Estava tão próximo de estar totalmente correto que quase não havia diferença para a atual divisão de anos.
O ano que chamamos de 46 a.C, os romanos denominavam como 709º desde a fundação da cidade de Roma.
No século XVI, no entanto, o calendário estava 10 dias defasados, e para corrigir o sistema, foram introduzidos, os anos especiais, que com o tempo, foram sendo chamados de anos bissextos.
Nesta altura, o Papa Gregório XII, introduziu o novo calendário chamado “Gregoriano”, que atualmente é considerado com alguns anos de contagem de tempos errados




A História Secreta dos Imperadores Romanos – de Júlio César à Queda de Roma – Michael Kerrigan – Amber Books – 3 Ed. - 2013.




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade








Siracusa





Uma colônia  grega na costa leste da Sicília, fundada pelos habitantes de Corinto em 734 a.C., Siracusa emerge à plena luz da história com o governo de Gelon, entre 540 a 478 a.C.
Próximo ao final de seu reinado, Gelon derrotou os cartaginenses em Himera em 480 a.C., o ano da batalha de Salamina.
Assim Siracusa, consequentemente, tornou-se a cidade mais importante do Mediterrâneo ocidental, depois de Cartago e entrou em seu século de esplendor e sucesso imperial.
Hieron I sucedeu Gelon, e reinou por mais de 10 anos, e estendeu a influência de Siracusa para a Itália adjacente. A catastrófica derrota de Atenas no inconsequente ataque a Siracusa em 415 a.C., deixou a cidade siciliana no ápice de seu poder e glória militar.
Na arte, na literatura, e em outras esferas da cultura, como na influência politica e internacional, Siracusa estava vivendo em meio a uma esmagadora influência indo sumeriana, aparentemente poderosa, mas sempre a sombras de tiranias.
O declínio de Siracusa veio sob o império de Dionísio II, a quem Platão havia procurado em vão educar para exercer autoridade, depois dele alguns lideres com viés tirano estiveram no poder, mas sem a influência anterior.
Timelon que restaurou uma certa medida de governo constitucional, expulsou novamente os invasores de Cartago, e trouxe novos cidadãos de várias partes da Grécia para fortalecer o estado.
Os romanos se envolveram com a Sicília depois da metade do 3º século a.C., a ilha era também uma importante base para ser negligenciada quando Roma e Cartago se tronaram inimigas e a confortação no Mediterrâneo era uma questão de tempo.
Siracusa se tornou um inevitável campo de batalha, e foi obstruída pela facção cartaginense e ainda foi atacada pelos mesmos.
Siracusa foi capturada pelo general romano Marcelo, após um terrível cerco no qual o físico de Siracusa, Arquimedes, forneceu aos defensores diversas peças de artilharia sofisticada. Arquimedes morreu em consequência da tomada da cidade.
De 211 a.C. em diante, Siracusa se transformou totalmente em romana. Ela permaneceu a mais brilhante cidade na província e o local da residência do governador. Otaviano Augusto enviou colonizadores e engenheiros em 21 a.C., e transformou a cidade em uma verdadeira colônia romana.
Siracusa foi totalmente saqueada em 280 d.C., pelos primeiros invasores francos, que ficaram maravilhados com a beleza da cidade, mas a guarnição romana já não era a mesma de tempos anteriores.
A cidade tinha diversos templos, desde fenícios, como gregos e romanos, pois vários sítios arqueológicos mostraram a diversidade religiosa da ilha, duas sinagogas também foram encontradas nos sítios, e diversas e grandes catacumbas dão testemunho da presença do cristianismo na ilha.




SIRACUSA – E. M. BLAIKLOCK – Zodervan – 2008

HERÓDOTO – HISTÓRIA



Por Elessandre Maciel

Dos Personagens da Antiguidade







Suetônio






Gaio Suetônio Tranquilus nasceu no trágico “ano dos quatro imperadores” 69 d.C., ano este que viveu inteiro praticamente em guerra civil durante os governos de Galba, Otho, Vitelius e vindo a ser unificado e pacificado novamente com o governo do General Vespasiano, colocando fim na dinastia júlio-claudiana.
Suetônio morreu em 140 d.C., e foi um dos poucos escritores romanos nascidos na cidade de Roma.
Teve uma carreira no exército romano, era um cavaleiro e por desde novo ser versado na linguá grega e um estudioso, causou uma grande impressão em Adriano, e por um tempo foi secretário deste imperador.
Entre as suas algumas tiveram destaque como “O divino Augusto” sobre Otaviano e sua ascensão ao poder.
Mas sua obra mais famosa é “A vida dos doze césares”, que até hoje é utilizada como uma obra de base para quem quer estudar Roma.
Suetônio sobreviveu intacto do governo do imperador Júlio, até Domiciano, mesmo que o centro de poder em Roma fosse um perigo de morte a qualquer momento e motivo.
A vida dos doze césares é um livro que exerceu imensa influência ao dar uma direção biográfica para a historiográfica romana. Embora Suetônio não seja considerado um grande historiador pelos acadêmicos modernos, Suetônio se emprenhou em escrever objetivamente, seu material é bem concentrado.
Para muitos historiadores Suetônio é tendencioso e injusto, mas a riqueza de detalhes em suas obras, mostram na verdade um imenso valor para a história de Roma e da Antiguidade.
Suetônio quando escreveu sobre a expulsão dos judeus de Roma, chama erroneamente Cristo de “Chrestos”, por considerar ele o grande influenciador do início das revoltas judaicas, o que claramente não era verdade, mas Suetônio não era um admirador de religiões, pois quase nada de sua vida se fala em adoração a deuses, mas sobre os imperadores que ele escreveu, principalmente quando fala de Augusto, Nero e Cláudio, ele escreve muito sobre divida aura destes imperadores e os deuses romanos.
Suetônio desenvolveu uma grande amizade com outro escritor romano Plínio o Jovem, que o descreveu como “um homem quieto e estudioso, dedicado aos estudos”.





E. M. Blaiklock – SUETÔNIO – Zodervan – 2009.




Por Elessandre Maciel

Das Cidades da Antiguidade




A Cidade de Tafnes







 Tafnes, uma cidade egípcia, que é mencionada nos textos de Mênfis como um dos grandes inimigos do reino de Israel, e com a cidade de Midgol, como um lugar para o qual os exilados judeus fugiram depois do assassinato de Gedalias, que se seguiu ao saque e destruição de Judá pelos babilônicos em 587 a.C.
Tafnes é citada em vários escritos antigos, como mencionada em carta fenícia de papiro do Século 6 a.C.
O texto é majoritariamente religioso, e se refere a “Baal-Zefom e aos deuses de Tafnes”, a forma grega do nome da cidade apoia a identificação com Dapnai, no braço Pelusíaco do Rio Nilo, que o historiador Heródoto, que escreveu, que a cidade foi guardada por mercenários gregos colocados ali pelo rei Psalmético, durante a 26ª dinastia entre 664 a 610 a.C., para repelir as incursões dos árabes, e outros povos asiáticos.
Tafnes é comumente localizada pela arqueologia em Tell Defneh, localizada a 43 quilômetros a sudoeste de Port Said.
Em 1886 o arqueologo Flinders Petrie escavou parcialmente um local conhecido como Qasr bint al-Yahudi (Mansão da filha do judeu), encontrando inúmeros artefatos, como cerâmica grega e uma fortaleza de Psalmético I, que tinha no seu exterior uma plataforma do período ramessida, chamado de casa de faraó em Tafnes, o local aonde o profeta judeu Jeremias escondeu pedras para marcar o local aonde ele predisse que o rei da Babilônia, Nabucodonosor II, levantaria o seu trono sobre o Egito.
Um texto fragmentário neobabilônico do 37º ano de governo de Nabucodonosor esboça as operações contra o Egito e menciona o rei egípcio, Amasis, e a guarnição grega (Putu-Iaman). Os cilindros de Nabucodonosor encontrados em Tell Defneh, e que estão no Museu do Cairo, mostram várias destas inscrições e das vitórias de Nabucodonosor em território Egípcio.





W. F. Albrigth -  “Baal-Zephon” – Festschrift Alfred Bertholet – 1950 – Ed. Rev. D. J. Wiseman – Zodervan – 2008.

Heródoto – História



Por Elessandre Maciel

Das Cidades da Antiguidade






Berito






Berito é nada mais que a moderna cidade de Beirute no Líbano, nos tempos antigos foi um dos grandes portos da costa fenícia, rivalizando com a cidade de Biblos ao norte e com Tiro e Sidom ao sul.
Berito é citada em diversos documentos antigos, como os registro egípcios da lista de cidade de Tutmés III, do século 15 a.C.
Também foi encontrada nas Cartas de Amarna de cerca de 1400 a.C., quando Berito, foi um porto importante para o Egito, no comércio e transporte de cedro, e também foi transformada em uma guarnição maritma contra os hititas, e ela estava firmemente nas mão de um general vassalo egípcio chamado Ammunira, que nas Cartas de Amarna é descrito como um grande general e guerreiro e totalmente leal aos deuses egípcios.
Essa guarnição principal proporcionou asilo para um general de Biblos, chamado Rib-Addu, que era um líder pró-Egito, e que fora expulso da cidade do norte, por ter sido contra uma guerra contra Berito, pois significava ficar contra o maior império de então.
Berito funcionou como porto comercial durante vários séculos, mesmo após a derrocada egípcia, e sob o domínio assirio, babilônico, persa e no período selêucida, continuou com sua mesma importância.
Embora não tenha tido destaque na história, em comparação aos portos fenícios reais de Tiro e Sidom, exceto quando a cidade foi capturada e destruída por Trifão e sua luta pelo trono selêucida em 140 a.C.
Quando os romanos tomam a cidade com a chegada de Marcos Agripa, oficial de Otaviano Augusto, que ocupou o porto no ano de 15 a.C., transformou a cidade numa colônia militar romana, e a partir deste acontecimento, Berito passou a ter pouquíssima projeção histórica.
Segundo o historiador judeu Flávio Josefo, o rei Herodes I adornou Berito e presidiu o dramático tribunal do qual acusou e sentenciou os seus dois filhos.
Ele escreve que Agripa I e Agripa II construíram teatros na cidade e, que foi em Berito que o general Tito celebrou a queda de Jerusalém e o aniversário de seu pai Vespasiano.
Tácito conta que Berito era um local apropriado para a reunião e prepraro de tropas, e que as tropas orientais, que levaram Vespasiano ao trono de Roma em 69 d.C., estavam reunidas ali.
Berito ficou famosa na época do império romano, também por seu um centro de erudição, pois Cláudio havia mandado construir uma escola de direito na cidade. Mas sua história antiga seria praticamente encerrada pelo desastroso terremo de  d.C., que praticamente devastou a cidade inteira.





Berito – E. M. Blaiklock – Zodervan – 2008


Flávio Josefo – Antiguidades Judaicas


Tácito – História 2




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade






Bitínia






A Bitínia ficava localizada no noroeste da Ásia menor. É um território montanhoso, bem irrigado, dotado de vales planos e férteis, boa madeira de lei, pedras para construção, frutas e grãos, além de excelentes condições portuárias.
A Bitínia limitava-se ao norte do Mar Negro, a oeste pelo estreito de Bósforo e pelo Proponto (Mar de Mármara), ao sul, com a Frígia e com a Galácia, a ao leste com a Paflagônia.
Os bitínio tinham sua origem nos trácios, eram de uma linhagem vigorosa que adentrou na história no século 6 a.C., devido á sua coesão e isolamento, os bitínios mantiveram uma certa independencia mesmo sob o regime dos persas e de seus sucessores selêucidas. Em 297 a.C., foi fundada uma dinastia que se manteve por dois séculos, até que o último governante da linhagem real dos trácios legou seu reino a submissão de Roma em 74 a.C., sem precisar de derramamento de sangue.
O progresso sob a dinastia trácia ficou muito evidente, pois a região legou cidades importantes, o comércio prosperou com várias nações do mundo, tanto da Grécia, como da Ásia
Além de um grande grau de helenização marcaram o país, pois, Alexandre mandou construir vários monumentos na Bitínia, e o próprio povo, absorveu a cultura helênica.
O general romano Pompeu, uniu a Bitínia e o Ponto, quando buscou organizar o território deixado em seu legal no ano de 64 a.C.
Nos primórdios do império romano, a Bitínia era uma província senatorial, mas logo se tornou uma esfera de influência pessoal do próprio imperador, pois Otaviano Augusto, fez inúmeras melhorias na Bitínia.
Pois ele percebeu as dificuldades financeiras das cidades, por causa da organização feita por Pompeu, que em pouco tempo se mostraram equivocadas, e além do significado estratégico da região devido aos seus importantes portos e estrada, contribuíram para o interesse do Império.
Sob o governo de Marco Aurélio, toda a região da Bitínia, tornou-se formalmente uma província imperial.
Um dos emissários do Império, enviado para governar a Bitínia foi Plínio, o Moço, que atuou como governador, dos anos de 110 a 112 d.C.
O governo de Plínio tornou-se famoso devido a um grande volume de sua correspondência com o imperador Trajano que foi preservado
Nessas correspondências são encontradas muitas informações sobre a Bitínia, sues problemas e sua administração, ao lado de uma nota sobre a minoria cristã que vivia na região, e o envolvimento com os problemas na aplicação de leis anticristãs.
O cristianismo se iniciou na região, por volta de 60 d.C., a partir do apóstolo Paulo diretamente.
E a igreja na época de Plínio, era um grupo grande e poderoso, com membros das mais variadas camadas da sociedade da região.




E. M. Blaiklock – The Christian in Pagan Society – 1951


Plínio, o Moço – Cartas de Plínio – Volume 10.

Bitínia – E. M. Blauklock – Zodervan – 2008.





Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...