Suetônio
Gaio Suetônio Tranquilus nasceu no trágico “ano dos quatro imperadores” 69 d.C., ano este que viveu inteiro praticamente em guerra civil durante os governos de Galba, Otho, Vitelius e vindo a ser unificado e pacificado novamente com o governo do General Vespasiano, colocando fim na dinastia júlio-claudiana.
Suetônio morreu em 140 d.C., e foi um dos poucos escritores romanos nascidos na cidade de Roma.
Teve uma carreira no exército romano, era um cavaleiro e por desde novo ser versado na linguá grega e um estudioso, causou uma grande impressão em Adriano, e por um tempo foi secretário deste imperador.
Entre as suas algumas tiveram destaque como “O divino Augusto” sobre Otaviano e sua ascensão ao poder.
Mas sua obra mais famosa é “A vida dos doze césares”, que até hoje é utilizada como uma obra de base para quem quer estudar Roma.
Suetônio sobreviveu intacto do governo do imperador Júlio, até Domiciano, mesmo que o centro de poder em Roma fosse um perigo de morte a qualquer momento e motivo.
A vida dos doze césares é um livro que exerceu imensa influência ao dar uma direção biográfica para a historiográfica romana. Embora Suetônio não seja considerado um grande historiador pelos acadêmicos modernos, Suetônio se emprenhou em escrever objetivamente, seu material é bem concentrado.
Para muitos historiadores Suetônio é tendencioso e injusto, mas a riqueza de detalhes em suas obras, mostram na verdade um imenso valor para a história de Roma e da Antiguidade.
Suetônio quando escreveu sobre a expulsão dos judeus de Roma, chama erroneamente Cristo de “Chrestos”, por considerar ele o grande influenciador do início das revoltas judaicas, o que claramente não era verdade, mas Suetônio não era um admirador de religiões, pois quase nada de sua vida se fala em adoração a deuses, mas sobre os imperadores que ele escreveu, principalmente quando fala de Augusto, Nero e Cláudio, ele escreve muito sobre divida aura destes imperadores e os deuses romanos.
Suetônio desenvolveu uma grande amizade com outro escritor romano Plínio o Jovem, que o descreveu como “um homem quieto e estudioso, dedicado aos estudos”.
E. M. Blaiklock – SUETÔNIO – Zodervan – 2009.
Por Elessandre Maciel
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