sábado, 2 de maio de 2020

Dos Personagens da Antiguidade







Suetônio






Gaio Suetônio Tranquilus nasceu no trágico “ano dos quatro imperadores” 69 d.C., ano este que viveu inteiro praticamente em guerra civil durante os governos de Galba, Otho, Vitelius e vindo a ser unificado e pacificado novamente com o governo do General Vespasiano, colocando fim na dinastia júlio-claudiana.
Suetônio morreu em 140 d.C., e foi um dos poucos escritores romanos nascidos na cidade de Roma.
Teve uma carreira no exército romano, era um cavaleiro e por desde novo ser versado na linguá grega e um estudioso, causou uma grande impressão em Adriano, e por um tempo foi secretário deste imperador.
Entre as suas algumas tiveram destaque como “O divino Augusto” sobre Otaviano e sua ascensão ao poder.
Mas sua obra mais famosa é “A vida dos doze césares”, que até hoje é utilizada como uma obra de base para quem quer estudar Roma.
Suetônio sobreviveu intacto do governo do imperador Júlio, até Domiciano, mesmo que o centro de poder em Roma fosse um perigo de morte a qualquer momento e motivo.
A vida dos doze césares é um livro que exerceu imensa influência ao dar uma direção biográfica para a historiográfica romana. Embora Suetônio não seja considerado um grande historiador pelos acadêmicos modernos, Suetônio se emprenhou em escrever objetivamente, seu material é bem concentrado.
Para muitos historiadores Suetônio é tendencioso e injusto, mas a riqueza de detalhes em suas obras, mostram na verdade um imenso valor para a história de Roma e da Antiguidade.
Suetônio quando escreveu sobre a expulsão dos judeus de Roma, chama erroneamente Cristo de “Chrestos”, por considerar ele o grande influenciador do início das revoltas judaicas, o que claramente não era verdade, mas Suetônio não era um admirador de religiões, pois quase nada de sua vida se fala em adoração a deuses, mas sobre os imperadores que ele escreveu, principalmente quando fala de Augusto, Nero e Cláudio, ele escreve muito sobre divida aura destes imperadores e os deuses romanos.
Suetônio desenvolveu uma grande amizade com outro escritor romano Plínio o Jovem, que o descreveu como “um homem quieto e estudioso, dedicado aos estudos”.





E. M. Blaiklock – SUETÔNIO – Zodervan – 2009.




Por Elessandre Maciel

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