Pafos
Duas colônias no sudoeste do Chipre, distinguidas pelos historiadores como Pafos Antiga e Nova. A cidade de Pafos Antiga ( a moderna Konklia) situa-se a cerca de 16 quilômetros a sudoeste da Pafos Nova, a capital da ilha de Chipre nos tempos do império romano.
A primeira era uma colônia fenícia, identificada há muito tempo com o culto da deusa Afrodite, pois um grande templo existia na cidade dedicado para ela.
Pafos Nona cresceu como o porto da Pafos Antiga, depois que os romanos anexaram a ilha de Chipre em 58 a.C., e assim tornou-se o centro do governo romano na ilha. A cidade de Pafos Antiga foi destruída em grande parte por um terremoto em 15 a.C., e depois foi reconstruída com fundos recebidos do imperador e renomeada “Augusta” em honra a Otaviano.
A cidade então foi adornada com edifícios públicos e templos magníficos, havia o famoso santuário de Afrodite e foi adornado como para a mesma deusa Vênus dos romanos.
O maior festival em Chipre era a Afrodisia, que durava três dias a cada primavera, com uma procissão entre a Pafos Antiga e a Nova.
Arqueólogos identificaram o que foi considerado o templo a Afrodite em Pafos Nova, um grande recinto cercado com cerca de 210 metros de leste a oeste e 164 metros de norte a sul.
Pafos sofreu um segundo terremoto em 77 d.C., e foi praticamente destruída por um terceiro terremoto no século 4º d.C., permanecendo por muito tempo em ruínas somente sendo novamente ocupada na era moderna e Pafos Nova, hoje é conhecida como Baffa.
A arqueologia também encontrou uma inscrição de Pafos datando da metade do século 1 d.C., e menciona os nomes do apóstolo Paulo, de Barnabé e também do procônsul Sérgio Paulo, que menciona o encontro de Paulo com Elimas, o mágico, eternizada pelo artista Rafael a pedido da cúria católica romana.
G. Hill – A History of Cyprus – 1940 – Vol. 1 – Ed. Rev. - J. M. Houston – 2008.
Por Elessandre Macie
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