sábado, 2 de maio de 2020

Das Histórias de Roma





O Dia do Destino.




Júlio César, quando voltou das suas incursões na Gália, teve a ideia de visitar um vidente e também fazer vários sacrifícios a Júpiter e a Vênus.
Ele recebeu uma resposta do vidente que não levou a sério naquele momento “cuidado com os idos de março!”, teria dito o bidente quando ele um dia deixava o Senado.
O dia fatal foi o 15 do mesmo mês. No velho calendário lunar, os idos teriam correspondido a lua cheia, mas nesta época era apenas uma divisão conveniente do meio do mês.
Mesmo que os “idos de março” não tivessem se tornado famosos por representarem o dia final de um governo tirano, e mesmo que Júlio César não tivesse ficado conhecido por nenhuma outra razão, ainda teria lugar na história da humanidade como o início do “calendário juliano”.
Antes, o calendário romano era composto por 12 meses, com um total de 355 dias. Gradualmente, este calendário foi ficando dessincronizado com os ritmos do ano solar, por isso foi inserido um novo mês entre Fevereiro e Março. Este “Mensis Intercalaris” tinha 27 dias e preenchia o vazio do velho sistema até um certo ponto. Mas mesmo o ano no calendário já estava defasado com as estações, os solstícios e equinócios.
O calendário Juliano foi uma grande melhoria, pois tinha 365 dias, assim como o nosso. Estava tão próximo de estar totalmente correto que quase não havia diferença para a atual divisão de anos.
O ano que chamamos de 46 a.C, os romanos denominavam como 709º desde a fundação da cidade de Roma.
No século XVI, no entanto, o calendário estava 10 dias defasados, e para corrigir o sistema, foram introduzidos, os anos especiais, que com o tempo, foram sendo chamados de anos bissextos.
Nesta altura, o Papa Gregório XII, introduziu o novo calendário chamado “Gregoriano”, que atualmente é considerado com alguns anos de contagem de tempos errados




A História Secreta dos Imperadores Romanos – de Júlio César à Queda de Roma – Michael Kerrigan – Amber Books – 3 Ed. - 2013.




Por Elessandre Maciel

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