Lícia
Região montanhosa no sudoeste da Ásia Menor.
Essa região de cerda de 5.600 quilômetros quadrados, projeta-se para o sul, no Mar Mediterrâneo, fazendo fronteira a noroeste com a Cária, ao norte com a Frígia e a Pisídia, e a nordeste com a Panfília.
A Lícia era enclausurada por acidentadas cadeias de montanhas e visto que a terra se projetava mar a dentro.
Era uma grande produtora de madeira, produziam madeira excelente para a construção de casas e navios e vendiam para vários povos. Tinha também locais adequados bem grandes para pastagens, para vinhas e olivais, além dos seus vales fornecerem espaço para o cultivo de cereais.
Sendo que seus escoamentos de produtos eram feitos nos seus portos Pátara e Mirra, sendo esses os maiores e principais.
Pátara era o orto aonde geralmente os navios que transportavam cereais de Alexandria paravam devidos aos ventos ocidentais predominantes na região.
Mirra era um lugar para navios serem carregados e reparados, antes de partirem para a Itália, que era geralmente o destino final de quase todos os navios que partiam deste porto.
Historiadores apontam que a origem da população da Lícia , provem de Creta, desde o século 6 a.C., pois eram o único povo do oriente da Ásia Menor que não era sujeito ao general persa Creso., mas ele não foram fortes o suficiente para resistir a invasão persa em 546 a.C., apesar de terem sido um dos poucos povos a terem conservado a sua unidade nacional sob os persas.
Embora tenham estado temporariamente na Liga de Delos em 446 a.C., mas, foi somente com a chegada de Alexandre Magno á Lícia , no inverno de 334 a.C., que a Lícia finalmente caiu sob a influência grega, Após a morte de Alexandre, Lícia se tornou parte do domínio do general Antígono, mas foi invadida em 309 a.C., pelo inimigo de Antígono, Ptolomeu I do Egito. O controle egípcio sobre a Lícia continuou até que foi conquistada por Antíoco III em 197 a.C.
Antíoco foi derrotado pelos romanos na Batalha de Magnésia, e assim, em 189 a.C., os romanos submeteram a Lícia a Rodes.
O senado romano concedeu liberdade a Lícia em 167 a.C., segundo Apião, foi depois de muitas reclamações ao senado romano.
Essa liberdade viria cair em 43 d.C. pelo imperador Cláudio, quando ele estabeleceu a província de Lícia-Panfilia sob um legado pretoriano.
Em 69 d.C. Vespasiano desligou a Panfília da Lícia e uniu a Panfília com a província da Galácia, e assim deu mais liberdade aos cidadãos da Lícia, praticamente como um país livre.
A existência da comunidade judaica na região fica evidente por uma carta mandada pelos romanos em 139 a.C., para que não fosse causado danos aos judeus da região, já a existência do cristianismo, somente após o século 3 d.C., é que existiu uma igreja na região,
E. Bean – Lycia – The Oxford Classical Dictionary – 2 Ed. - 1970.
A. H. M. Jones – The Cities os Eastern Roman Provinces – 2 ed. - 1971 – Ed. Rev, H. W. Hoehner – 2008.
Apião – As Guerras Sirias
Suetônio – A vida do imperador Cláudio
Por Elessandre Maciel
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