Bitínia
A Bitínia ficava localizada no noroeste da Ásia menor. É um território montanhoso, bem irrigado, dotado de vales planos e férteis, boa madeira de lei, pedras para construção, frutas e grãos, além de excelentes condições portuárias.
A Bitínia limitava-se ao norte do Mar Negro, a oeste pelo estreito de Bósforo e pelo Proponto (Mar de Mármara), ao sul, com a Frígia e com a Galácia, a ao leste com a Paflagônia.
Os bitínio tinham sua origem nos trácios, eram de uma linhagem vigorosa que adentrou na história no século 6 a.C., devido á sua coesão e isolamento, os bitínios mantiveram uma certa independencia mesmo sob o regime dos persas e de seus sucessores selêucidas. Em 297 a.C., foi fundada uma dinastia que se manteve por dois séculos, até que o último governante da linhagem real dos trácios legou seu reino a submissão de Roma em 74 a.C., sem precisar de derramamento de sangue.
O progresso sob a dinastia trácia ficou muito evidente, pois a região legou cidades importantes, o comércio prosperou com várias nações do mundo, tanto da Grécia, como da Ásia
Além de um grande grau de helenização marcaram o país, pois, Alexandre mandou construir vários monumentos na Bitínia, e o próprio povo, absorveu a cultura helênica.
O general romano Pompeu, uniu a Bitínia e o Ponto, quando buscou organizar o território deixado em seu legal no ano de 64 a.C.
Nos primórdios do império romano, a Bitínia era uma província senatorial, mas logo se tornou uma esfera de influência pessoal do próprio imperador, pois Otaviano Augusto, fez inúmeras melhorias na Bitínia.
Pois ele percebeu as dificuldades financeiras das cidades, por causa da organização feita por Pompeu, que em pouco tempo se mostraram equivocadas, e além do significado estratégico da região devido aos seus importantes portos e estrada, contribuíram para o interesse do Império.
Sob o governo de Marco Aurélio, toda a região da Bitínia, tornou-se formalmente uma província imperial.
Um dos emissários do Império, enviado para governar a Bitínia foi Plínio, o Moço, que atuou como governador, dos anos de 110 a 112 d.C.
O governo de Plínio tornou-se famoso devido a um grande volume de sua correspondência com o imperador Trajano que foi preservado
Nessas correspondências são encontradas muitas informações sobre a Bitínia, sues problemas e sua administração, ao lado de uma nota sobre a minoria cristã que vivia na região, e o envolvimento com os problemas na aplicação de leis anticristãs.
O cristianismo se iniciou na região, por volta de 60 d.C., a partir do apóstolo Paulo diretamente.
E a igreja na época de Plínio, era um grupo grande e poderoso, com membros das mais variadas camadas da sociedade da região.
E. M. Blaiklock – The Christian in Pagan Society – 1951
Plínio, o Moço – Cartas de Plínio – Volume 10.
Bitínia – E. M. Blauklock – Zodervan – 2008.
Por Elessandre Maciel
Nenhum comentário:
Postar um comentário