sexta-feira, 24 de abril de 2020

Das cidades da Antiguidade




Neápolis



O nome da cidade tem o significado de cidade nova, sua localização na Grécia era na praia norte do Mar Egeu.
Neápolis foi fundada por cidadãos colonos da cidade de Tasos, e para alguns historiadores eles eram originários dos povos nômades da Mesopotâmia.
Como colonia, a cidade servia como porto que dava acesso, aos habitantes das ilhas, ao continente.
Seu sitito arqueológico fica na atual cidade grega de Cavala, e um grande teatro grego foi escavado quase que em sua totalidade de forma.
Outra cidade próxima é Filipos, que fica a cerca de dezesseis quilômetros para dentro do continente, numa planície separada do mar por uma cadeia de montanhas.
A cidade pertencia primariamente à Trácia, depois se tornou parte tanto da primeira quanto da segunda Confederação Ateniense, quando das guerras contra os persas foi elogiada por sua lealdade aos ideias gregos.
Quando do reinado de Felipe e Alexandre, a cidade não recebeu muita importância pelos Macedônios, somente quando o império romano limitou a Macedônia como província é que a cidade recebeu novamente reformas no seu porto, pois ela forneceu refugio para a frota de Brutus e Cássio no tempo da Batalha de Filipos em 42 a.C.
Neápolis foi o primeiro ponto na Europa a ser alcançado pelo apóstolo Paulo no tempo do Novo Testamento bíblico, pois dali ele fez uma jornada até Filipos e outros lugares na Grécia.
Antônio Augusto fez questão de criar uma estrada romana que ia da cidade até Filipos, mas pouco restou da mesmas, apenas alguns traços foram escavados pela Arqueologia.




The Zondervan Pictorial Encyclopedia of de Bible – Ed. Zodenvan Corporation – 2008 – Edit. Rev. R. C. Stone.



Por Elessandre Maciel

Das Civilizações, Povos e Cidades da Antiguidade





Arvade, ou Arvadeus







Uma das cidades fenícias que era mais setentrional, situada na ilha rochosa, chamada Ruad. A ilha fica a uma curta distancia da costa Síria, diretamente defronte ao Chipre.
Em grego e também em fontes superiores romanas a cidade é chamada de Arado, Heródoto disse que a ilha era uma fonte de arte primitiva.
A ilha foi reconstruída pesadamente para ofender e aumentar o seu tamanho diminuto de menos do que 2 quilômetros, depois de ter havido um terremoto na região.
Era a principal ilha de governo fenício sobre a costa vizinha, e tinha a proteção das forças de Cartago.
A Arqueologia encontrou muito pouca ruína ainda exista nos sítios arqueológicos abertos, mas várias cenas de Arvade aparecem em relevos assírios, como mostra os Portões de Bronze de Salmanesser III, rei assírio que governou entre 858 a 824 a.C.
E varias moedas com o nome da cidade foram achadas nos sítios arqueológicos assirios. A cidade de Arvade é mencionada pela primeira vez nas cartas de Tell El Amarna, nas cartas de número 101, 105 e 109 com o nome de Arwada, mas segundo a localização do nome egípcio é a mesma cidade,e também nos registro de Tiglate-Pileser I, rei assirios dos anos de 1114 a 1076 a.C., chamada de armada.
Assurnasipal II, nos seus registros de anais de guerra e invasões, chamou a cidade de aruada, quando de sua invasão por toda a região síria e fenícias.
Nas Escrituras Sagradas do Velho Testamento a cidade e seus habitantes são chamados de arvadeus na genealogia de Noé, e também é mencionado que marinheiros de Arvade velejaram para Tiro, para ajudar na proteção da cidade.






D. Endureça – The Phoenicians – 1963 – Ed. Rev. - W. White Jr. - 2008

Heródoto – História






Por Elessandre Maciel

Das Cidades da Antiguidade



Jope


A primeira referência histórica a cidade de Jope está na lista de cidades palestinas capturadas pelo faraó egípcio Tutmés III, em 1472 a.C.
Jope permaneceu como uma das principais cidades administrativas egípcias desde está época, até a invasão dos israelitas. A cidade é mencionada duas vezes nas cartas de Tell El-Amarna. Pois na época das cartas, a cidade era aliada de Jerusalém.
Nos Papiros Anastasis I do século 13 a.C., Jope é descrita como um lugar totalmente rodeado de belos jardins, e seus artífices como especialistas em trabalhar com metais, madeira e couro.
Quando houve a invasão dos filisteus a cidade, seu porto se tornou um grande entreposto marítimo do Norte, mas não tinha um peso político grande para os filisteus.
Após a conquista dos filisteus pelo rei Davi, Jope foi restituída a Israel. Por volta do tempo de Salmaneser III, o rei assírio foi o primeiro a invadir a cidade, e em 743 a.C., Tiglate Pileser III invadiu a Filistia, capturando Gaza e suas principais fortalezas e a cidade de Jope foi a última a cair nesta campanha. Em 701 a.C. Senaqueribe veio ao sul da palestina acabar com uma revolta com seu império assírio, nos registros de Senaqueribe sobre esta campanha Jope é uma das cidades que ele destruiu.
Jope foi reconstruída por volta do século 4 a.C., quando o rei da Pérsia deu Jope e a terra cultivada adjacente a Esmunazar, rei de Sidom. Mais tarde, Sidom se revoltou e foi destruída por Artaxerxes III e Jope foi deixada pelos persas como uma cidade livre.
Alexandre o grande favoreceu a cidade, pois ele estabeleceu uma casa de moeda em Jope, e mandou construir um templo para adoração a filha do deus grego dos ventos. Após a morte de Alexandre a cidade foi disputada por seus sucessores e em 301 a.C. Ptolomeu tomou a cidade. Assim Jope permaneceu egípcia até 197 a.C. quando se tornou parte do Império Selêucida.
Quando os romanos capturaram a Palestina, o general Pompeu declarou Jope como uma cidade livre, e Júlio César a devolveu para os judeus em 47 a.C.
Jope foi um dos centros da primeira revolta judaica, e foi destruída nos primeiros dias da guerra pelo procônsul sírio, Cestius Gallus. Os cidadãos refortaleceram o local, mas foi novamente destruída pelo destacamento de Tito. Foi então substituída por um acampamento do exército romano em 68 d.C. Algumas moedas cunhadas pelos romanos, em honra à vitória romana sobre os judeus, mostram a destruição da frota judaica em Jope.
A cidade existe até os dias de hoje, a moderna Jafa, e muitos sítios arqueológicos existem no local.



S. TOLKOWSKY – THE GATEWAY OF PALESTINE – A HISTORY OF JAFFA – 1925 – ED. REV. – J. L. KELSO – 2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade







A Fonte de Giom






A mais importante das duas fontes que supria água a Jerusalém, nos tempos da Antiguidade.
Foi a fonte de Giom que determinou o local original da cidade, no monte chamado Ofel, a oeste da nascente. Pelo fato dela se situar fora dos muros da cidade fortificada, os habitantes pré-israelitas fizeram um túnel através da rocha de Ofel, a fim de obterem proteção para o abastecimento de água, quando a cidade estivesse sitiada. O fato de Giom ter sido escolhido pelos sacerdotes de Israel para ungir o rei Salomão.
Cerca de dois séculos e meio após a ascensão de Salomão como rei de Israel, quando o rei assirio Senaqueribe atacou a Judá, o rei Ezequias construiu um novo sistema de água, construindo o famoso túnel de Siloé, para prover uma maneira segura de retirar água da fonte de Giom, dentro da área fortificada da cidade, e assim fortaleceu o muro em toda a sua extensão.
Nos tempos após o exílio na Babilônia, a necessidade de água em toda a cidade cresceu, e assim foram construídos vários aquedutos para trazer água de outros locais mais distantes.
Nos tempos do império romano, Pôncio Pilatos também construiu e reparou alguns destes aquedutos, utilizando dos fundos financeiros do Templo.




K. M. Kenyon – Jerusalém: 3000 Years os History – 1967 – Ed. Rev. - G. G. Swaim – 2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade




Pafos



Duas colônias no sudoeste do Chipre, distinguidas pelos historiadores como Pafos Antiga e Nova. A cidade de Pafos Antiga ( a moderna Konklia) situa-se a cerca de 16 quilômetros a sudoeste da Pafos Nova, a capital da ilha de Chipre nos tempos do império romano.
A primeira era uma colônia fenícia, identificada há muito tempo com o culto da deusa Afrodite, pois um grande templo existia na cidade dedicado para ela.
Pafos Nona cresceu como o porto da Pafos Antiga, depois que os romanos anexaram a ilha de Chipre em 58 a.C., e assim tornou-se o centro do governo romano na ilha. A cidade de Pafos Antiga foi destruída em grande parte por um terremoto em 15 a.C., e depois foi reconstruída com fundos recebidos do imperador e renomeada “Augusta” em honra a Otaviano.
A cidade então foi adornada com edifícios públicos e templos magníficos, havia o famoso santuário de Afrodite e foi adornado como para a mesma deusa Vênus dos romanos.
O maior festival em Chipre era a Afrodisia, que durava três dias a cada primavera, com uma procissão entre a Pafos Antiga e a Nova.
Arqueólogos identificaram o que foi considerado o templo a Afrodite em Pafos Nova, um grande recinto cercado com cerca de 210 metros de leste a oeste e 164 metros de norte a sul.
Pafos sofreu um segundo terremoto em 77 d.C., e foi praticamente destruída por um terceiro terremoto no século 4º d.C., permanecendo por muito tempo em ruínas somente sendo novamente ocupada na era moderna e Pafos Nova, hoje é conhecida como Baffa.
A arqueologia também encontrou uma inscrição de Pafos datando da metade do século 1 d.C., e menciona os nomes do apóstolo Paulo, de Barnabé e também do procônsul Sérgio Paulo, que menciona o encontro de Paulo com Elimas, o mágico, eternizada pelo artista Rafael a pedido da cúria católica romana.



G. Hill – A History of Cyprus – 1940 – Vol. 1 – Ed. Rev. - J. M. Houston – 2008.



Por Elessandre Maciel

Das Cidades da Antiguidade





Baalbeque




Uma antiga cidade no vale de Beqa’a, que separava as montanhas do Líbano das do Anti-libano. Seu nome grego era Heliópolis e Baalbeque significa “Senhor dos Vales, a cidade tinha este nome, por causa da sua localização.
A cidade ficava sobre uma acrópole de onde se podia ver todo a vale fértil abaixo. O santuário floresceu nos tempos primitivos, principalmente durante o império da Babilônia que controlava a cidade nesta época e depois na época do helenismo e no início do Império Romano, e se destacou novamente no final desse império.
As ruínas da cidade cobrem uma grande área e são mundialmente famosas. Sítios arqueológicos nas vizinhanças dos templos da época romana, tem revelado as fundações de diversos edifícios mais antigos, até anteriores a babilônia.
O templo de Júpiter, construído originalmente para Hadade, o deus das tempestades, era uma grande construção de 88 metros de comprimento por aproximadamente 20 metros de largura.
Era cercado por um peristilo de 20 colunas coríntias de cada lado, 10 na frente e 10 atrás.
Havia também o templo dedicado a Baco, construído pelos romanos e ficava a 36 metros ao sul do templo de Júpiter. Este templo era menor, mas mais bem adornado e bem mais conservado e já foi construído com o estilo coríntio (helenista) de arquitetura.
Próximo aos templos havia uma propilea, um pórtico frontal e também um grande pórtico e cada um dele com vários edifícios governamentais romanos.
No meio da cidade romana, há aproximadamente 400 metros de distância da acrópole, há um templo pequeno, circular, dedicado a Vênus ou à deusa Fortuna.
A cidade viveu seus melhores dias sob o regime romano, e os grandes edificadores da Baaldeque romana foram os imperadores Antonino Pio e Caracala, pois ele tinha um motivo especial para cuidar da cidade, sua mãe era síria.


T. Wiegard – Baalbek – Vols. 3, 16 – (1921-25) – Ed. Rev – A. Rupprecht – (2008-2009).




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade








Khirbet Qumrã – (Do árabe Hirbet Qumrân – Ruína do Wadi Qumrã)







Um sítio arqueológico próximo à costa Noroeste do Mar Morto, onde o Vau Qumrã flui das colinas da Judeia para o Mar Morto.
Embora fosse há muito tempo um local conhecido dos viajantes e peregrinos, o local não foi escavado até a descoberta dos famosos “Manuscritos do Mar Morto”, nas cavernas vizinhas a partir de 1947, e assim chamar a atenção para Khirbet Qumrã.
As escavações locais foram iniciadas em 1951, até os dias atuais, ainda existem estudos em andamento no local.
O sítio, que fica no planalto a cerca de 800 metros da margem do Mar Morto, consiste de um complexo de construções e um cemitério. Segundo a arqueologia, a construção mais antiga no local, data de entre o 8º e 7º século a.C., a construção segundo historiadores de Israel está ligada ao rei Uzias e é identificada com a Cidade de Sal.
O local ficou deserto por alguns séculos após a colonização inicial, e a arqueologia não encontrou nenhum sinal de atividade até o 2º século a.C., quando as construções mais antigas foram modificadas pelos novos colonos locais e até por volta de 110 a.C., quando da sua população foi aumentando.
O complexo era provido com um sistema elaborado de água, havia olaria, ferraria, lavanderia, padaria, moinho, cozinhas, refeitório e salas de assembleia.
Permaneceu ocupado até sua destruição pelos romanos em 68 d.C., durante a Primeira Revolta dos Judeus, e depois o local foi fortificado e colocado como um posto de exército romano.
O local foi novamente usado como um centro pelos rebeldes durante a Segunda Revolta dos Judeus (132-135 d.C.), mas depois disso os romanos proibiram novas construções.
Nas cavernas nos arredores, nas quais foram descobertos os manuscritos do Mar Morto, continham também inúmeras cerâmicas contemporâneas e algumas até mais antigas.
Muitos rolos foram copiados em Khirbet Qumrã, e provavelmente foram depositados nas cavernas em 68 d.C., quando a conquista romana ficou eminente.
Muitos estudiosos ao longo do tempo tem ligado a comunidade aos essênios, apenas de que nem todos os manuscritos têm origem na literatura essenia, sendo que os arqueólogos e historiadores, principalmente de Israel colocam a identidade da comunidade de Qumrã como incerta, embora os essênios sejam realmente o povo que tenha vivido nesta comunidade.




J. T. Milik – Ten Years os Discovery in the Wilderness of Judaea – 1959 – Ed. Rev. T. C. Mithell – 2008/2009.



Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...