sexta-feira, 24 de abril de 2020
Dos Lugares da Antiguidade
Khirbet Qumrã – (Do árabe Hirbet Qumrân – Ruína do Wadi Qumrã)
Um sítio arqueológico próximo à costa Noroeste do Mar Morto, onde o Vau Qumrã flui das colinas da Judeia para o Mar Morto.
Embora fosse há muito tempo um local conhecido dos viajantes e peregrinos, o local não foi escavado até a descoberta dos famosos “Manuscritos do Mar Morto”, nas cavernas vizinhas a partir de 1947, e assim chamar a atenção para Khirbet Qumrã.
As escavações locais foram iniciadas em 1951, até os dias atuais, ainda existem estudos em andamento no local.
O sítio, que fica no planalto a cerca de 800 metros da margem do Mar Morto, consiste de um complexo de construções e um cemitério. Segundo a arqueologia, a construção mais antiga no local, data de entre o 8º e 7º século a.C., a construção segundo historiadores de Israel está ligada ao rei Uzias e é identificada com a Cidade de Sal.
O local ficou deserto por alguns séculos após a colonização inicial, e a arqueologia não encontrou nenhum sinal de atividade até o 2º século a.C., quando as construções mais antigas foram modificadas pelos novos colonos locais e até por volta de 110 a.C., quando da sua população foi aumentando.
O complexo era provido com um sistema elaborado de água, havia olaria, ferraria, lavanderia, padaria, moinho, cozinhas, refeitório e salas de assembleia.
Permaneceu ocupado até sua destruição pelos romanos em 68 d.C., durante a Primeira Revolta dos Judeus, e depois o local foi fortificado e colocado como um posto de exército romano.
O local foi novamente usado como um centro pelos rebeldes durante a Segunda Revolta dos Judeus (132-135 d.C.), mas depois disso os romanos proibiram novas construções.
Nas cavernas nos arredores, nas quais foram descobertos os manuscritos do Mar Morto, continham também inúmeras cerâmicas contemporâneas e algumas até mais antigas.
Muitos rolos foram copiados em Khirbet Qumrã, e provavelmente foram depositados nas cavernas em 68 d.C., quando a conquista romana ficou eminente.
Muitos estudiosos ao longo do tempo tem ligado a comunidade aos essênios, apenas de que nem todos os manuscritos têm origem na literatura essenia, sendo que os arqueólogos e historiadores, principalmente de Israel colocam a identidade da comunidade de Qumrã como incerta, embora os essênios sejam realmente o povo que tenha vivido nesta comunidade.
J. T. Milik – Ten Years os Discovery in the Wilderness of Judaea – 1959 – Ed. Rev. T. C. Mithell – 2008/2009.
Por Elessandre Maciel
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