sexta-feira, 24 de abril de 2020

Das Cidades da Antiguidade



Jope


A primeira referência histórica a cidade de Jope está na lista de cidades palestinas capturadas pelo faraó egípcio Tutmés III, em 1472 a.C.
Jope permaneceu como uma das principais cidades administrativas egípcias desde está época, até a invasão dos israelitas. A cidade é mencionada duas vezes nas cartas de Tell El-Amarna. Pois na época das cartas, a cidade era aliada de Jerusalém.
Nos Papiros Anastasis I do século 13 a.C., Jope é descrita como um lugar totalmente rodeado de belos jardins, e seus artífices como especialistas em trabalhar com metais, madeira e couro.
Quando houve a invasão dos filisteus a cidade, seu porto se tornou um grande entreposto marítimo do Norte, mas não tinha um peso político grande para os filisteus.
Após a conquista dos filisteus pelo rei Davi, Jope foi restituída a Israel. Por volta do tempo de Salmaneser III, o rei assírio foi o primeiro a invadir a cidade, e em 743 a.C., Tiglate Pileser III invadiu a Filistia, capturando Gaza e suas principais fortalezas e a cidade de Jope foi a última a cair nesta campanha. Em 701 a.C. Senaqueribe veio ao sul da palestina acabar com uma revolta com seu império assírio, nos registros de Senaqueribe sobre esta campanha Jope é uma das cidades que ele destruiu.
Jope foi reconstruída por volta do século 4 a.C., quando o rei da Pérsia deu Jope e a terra cultivada adjacente a Esmunazar, rei de Sidom. Mais tarde, Sidom se revoltou e foi destruída por Artaxerxes III e Jope foi deixada pelos persas como uma cidade livre.
Alexandre o grande favoreceu a cidade, pois ele estabeleceu uma casa de moeda em Jope, e mandou construir um templo para adoração a filha do deus grego dos ventos. Após a morte de Alexandre a cidade foi disputada por seus sucessores e em 301 a.C. Ptolomeu tomou a cidade. Assim Jope permaneceu egípcia até 197 a.C. quando se tornou parte do Império Selêucida.
Quando os romanos capturaram a Palestina, o general Pompeu declarou Jope como uma cidade livre, e Júlio César a devolveu para os judeus em 47 a.C.
Jope foi um dos centros da primeira revolta judaica, e foi destruída nos primeiros dias da guerra pelo procônsul sírio, Cestius Gallus. Os cidadãos refortaleceram o local, mas foi novamente destruída pelo destacamento de Tito. Foi então substituída por um acampamento do exército romano em 68 d.C. Algumas moedas cunhadas pelos romanos, em honra à vitória romana sobre os judeus, mostram a destruição da frota judaica em Jope.
A cidade existe até os dias de hoje, a moderna Jafa, e muitos sítios arqueológicos existem no local.



S. TOLKOWSKY – THE GATEWAY OF PALESTINE – A HISTORY OF JAFFA – 1925 – ED. REV. – J. L. KELSO – 2009.



Por Elessandre Maciel

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