quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

DOS ESCRITOS DA ANTIGUIDADE




Enuma Elish!






A frase e título de um  texto cosmológico da Mesopotâmia, um dos grandes achados da antiguidade.
O texto foi escrito em sete tábuas no dialeto acadiano.
Era utilizado como uma epopéia cerimonial no ritual do Ano Novo no grande templo de Esagila.
A versão encontrada pelos arqueológos data do 1 milênio a.C., mas a verdadeira origem do texto é muito mais antiga e também controversa.
O texto foi recuperado primeiro em Nínive, em escavações feitas no início do século 20.
Mas também foram encontrados em Asur e Quis, e várias edições e traduções tem sido publicadas.
Os conteúdos das tábuas falam das forças dos deuses mais primitivos, bem como da ira da deusa do mar Tiamate.
O cerco dos monstros de Tiamate contra as forças de Marduque ( algumas versões ele é chamado de Assur).
Conta como Marduque prevaleceu sobre Tiamate, e como ele constrói o cosmos e a ordem cosmológica sobre os restos de Tiamate.
Em uma das tábuas o cativo de Tiamate, Kingu é assassinado e seu sangue é utilizado para criar os humanos.
Em outra tábua um epílogo é seguido de uma lista de nomes mágicos de Marduque e seus principais comandantes.
O texto de Enuma Elish é considerado pelos arqueológos e historiadores como a literatura de baixa qualidade, quando se considera alguns dos grandes textos e mais eloquentes da antiguidade como a Epopéia de Gilgamesh, os textos de Ludlul, Bel Nemeq, e outros textos semelhantes.
Mas, também tem um valor histórico grande, pois também mostra como a cultura aos deuses era determinante na vida dos antigos povos mesopotâmicos.




W. White - Enuma Elish and the OT - The Westminster Theological Seminary - 1963.

A. L. Oppenheim - Acient Mesopotâmia - 1964 - Ed. W. White Jr. - 2008.




Por Elessandre Maciel

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