segunda-feira, 16 de março de 2020

Dos documentos da antiguidade:




Apologia de Aristides.



Uma obra de um filósofo ateniense e cristão, chamado Marcianus Aristides que, de acordo com Eusébio de Cesaréia, (bispo cristão, e historiador da igreja).
Foi um contemporâneo de outro apologista ateniense, ambos endereçaram suas apologias em defesa da religião cristã ao imperador Adriano.
Um século depois, Jerônimo que escreveu a Vulgata Latina, escreveu também que ele estava familiarizado com esta obra.
Mas, depois dessa época, Aristides sumiu do cenário e da história da igreja até o século 19.
Uma tradução latina de um fragmento de uma versão armênia da Apologia foi publicada na Inglaterra em 1878.
Em 1889 o professor J. Rendle Harris da Universidade de Cambridge descobriu uma versão siríaca da Apologia em sua íntegra, e dois anos depois ele publicou o texto sírio com uma tradução em inglês.
J. Rendle Harris e J. A. Robinson também mostraram que a maior parte da Apologia está contida na obra "The History of Barlaam and Josaphat", existente em muitos manuscritos gregos e numerosas traduções.
A obra em sua íntegra, consiste em 17 capítulos. É uma testemunha importante da natureza do cristianismo no 2 século e como a filosofia grega foi utilizada com maestria na obra.
Também existem na obra, pontos de contato com duas outras obras importantes da mesma época, "Pastor de Hermas" e "Didaque", que são provenientes do mesmo período.



D. M. Kay - ANF - A. Robinson - Apology of Aristides - 1896 - Ed. Rev. S. Barabas - 2008.


Por Elessandre Maciel

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