A
fortaleza de Massada
Massada
é uma fortaleza natural, no lado oriental do Deserto da Judeia,
próximo a praia oeste do Mar Morto, a localidade tem cerca de 80 mil
metros quadrados, e se eleva quase na perpendicular cerca de 400
metros acima do nível do Mar Morto.
O
primeiro Sumo Sacerdote que iniciou a fortificação do local foi
Jônatas e depois Alexandre Janeu um dos governantes hasmonianos da
Judeia, reforçou toda a fortaleza.
A
partir de 42 a.C., a fortaleza de Massada desempenhou um papel
importante no conflito entre as casas governantes da Judeia, neste
mesmo ano Massada caiu em poder dos seguidores de Herodes o Grande,
mas permaneceu sitiada pelos partidários hasmonianos durante mais de
3 anos.
Herodes
manteve sua família em Massada durante os anos de luta pelo poder na
Judeia, depois de estabelecer seu domínio na Judeia em 37 a.C., com
a ajuda dos romanos, Herodes iniciou um esquema de grandes
construções em escalas, para assegurar seu governo.
Herodes
reconstruiu quase que totalmente Massada, pois reforçou os muros com
torres, construiu um Palácio, cisternas e também dois grandes
armazéns.
No
início da guerra contra os romanos, Massada foi tomada por um grande
grupo de judeus zelotes, que eram os fundamentalistas do judaísmo na
época.
Todo
o arsenal de Herodes que se encontrava em Massada foi enviado para
Jerusalém, para que fosse distribuído entre os insurgentes.
Esta
fortaleza quase inexpugnável, não escapou da tragédia que foi a
guerra contra os romanos, e no ano de 72 d.C., dois anos depois da
queda de Jerusalém, a Décima Legião Fretesensis, lideradas pelo
governador Flavius Silva, foi deslocada para Massada, e assim foram
montados acampamentos, além de pesador instrumentos de cerco foram
enviados para Massada.
Massada
foi sitiada durante mais de sete meses, até que os romanos com seus
pesados equipamentos, conseguiram abrir uma brecha no muro, os
defensores zelotes tentaram por várias vezes fechar a brecha, mas
não conseguiram, e assim a esperança de resistência se desvaneceu.
O
líder judeu Eleasar Ben Yai’r persuadiu todos os seus 960
seguidores residentes, homens, mulheres e crianças, a tirar as
próprias vidas, morrendo como pessoas livres, e não como escravos
romanos. Quando os romanos conseguiram entrar na fortaleza, no dia
seguinte, encontraram somente sete sobreviventes, duas mulheres e
cinco crianças, todos os outros tinham se suicidado, depois de
queimar seus pertences, os romanos que alguns ficaram atônitos de
encontrar corpos de crianças, deixaram os sobreviventes irem embora
com vida.
Extensas
escavações no local foram feitas desde 1932, e se prolonga até os
dias atuais, hoje supervisionados pela Universidade Hebraica de
Israel e Departamento de Antiguidades do Estado de Israel.
O
grande palácio de Herodes, os armazéns, e o elaborado sistema de
suprimento de aguá foram sendo trazidos a tona ao longo dos anos
pelas escavações. Os elementos arquitetônicos de Massada mostram
detalhadamente o período de transição entre a influência helênica
e as características de Roma.
A
vida diária do local é bem documentada, pois o clima extremamente
seco ajudou a preservação de pergaminhos e papiro, documentos estes
que mostravam a vida diária em Massada, bem como vários livros
bíblicos. Alguns datados do segundo século a.C.
Foram
encontradas também várias centenas de inscrições ostracas
escritas em hebraico, aramaico, grego e lati.
Notáveis
remanescentes dos instrumentos romanos de cerco, estão espalhados ao
redor de Massada e servem como uma das grandes lembranças da
história da antiguidade.
Y.
Yadin – The Ben-Sira Scroll from Massada Jerusalém – 1965.
Y.
Yadin – Massada – Herod’s Fortress and the Zelots – Last
Stand – Jerusalém – 1966.
Flávio
Josefo – História dos Hebreus – Rio de Janeiro – CPAD –
1990.
Elessandre
Maciel
Nenhum comentário:
Postar um comentário