quinta-feira, 25 de junho de 2020

Dos Lugares da Antiguidade







A fortaleza de Massada



Massada é uma fortaleza natural, no lado oriental do Deserto da Judeia, próximo a praia oeste do Mar Morto, a localidade tem cerca de 80 mil metros quadrados, e se eleva quase na perpendicular cerca de 400 metros acima do nível do Mar Morto.
O primeiro Sumo Sacerdote que iniciou a fortificação do local foi Jônatas e depois Alexandre Janeu um dos governantes hasmonianos da Judeia, reforçou toda a fortaleza.
A partir de 42 a.C., a fortaleza de Massada desempenhou um papel importante no conflito entre as casas governantes da Judeia, neste mesmo ano Massada caiu em poder dos seguidores de Herodes o Grande, mas permaneceu sitiada pelos partidários hasmonianos durante mais de 3 anos.
Herodes manteve sua família em Massada durante os anos de luta pelo poder na Judeia, depois de estabelecer seu domínio na Judeia em 37 a.C., com a ajuda dos romanos, Herodes iniciou um esquema de grandes construções em escalas, para assegurar seu governo.
Herodes reconstruiu quase que totalmente Massada, pois reforçou os muros com torres, construiu um Palácio, cisternas e também dois grandes armazéns.
No início da guerra contra os romanos, Massada foi tomada por um grande grupo de judeus zelotes, que eram os fundamentalistas do judaísmo na época.
Todo o arsenal de Herodes que se encontrava em Massada foi enviado para Jerusalém, para que fosse distribuído entre os insurgentes.
Esta fortaleza quase inexpugnável, não escapou da tragédia que foi a guerra contra os romanos, e no ano de 72 d.C., dois anos depois da queda de Jerusalém, a Décima Legião Fretesensis, lideradas pelo governador Flavius Silva, foi deslocada para Massada, e assim foram montados acampamentos, além de pesador instrumentos de cerco foram enviados para Massada.
Massada foi sitiada durante mais de sete meses, até que os romanos com seus pesados equipamentos, conseguiram abrir uma brecha no muro, os defensores zelotes tentaram por várias vezes fechar a brecha, mas não conseguiram, e assim a esperança de resistência se desvaneceu.
O líder judeu Eleasar Ben Yai’r persuadiu todos os seus 960 seguidores residentes, homens, mulheres e crianças, a tirar as próprias vidas, morrendo como pessoas livres, e não como escravos romanos. Quando os romanos conseguiram entrar na fortaleza, no dia seguinte, encontraram somente sete sobreviventes, duas mulheres e cinco crianças, todos os outros tinham se suicidado, depois de queimar seus pertences, os romanos que alguns ficaram atônitos de encontrar corpos de crianças, deixaram os sobreviventes irem embora com vida.
Extensas escavações no local foram feitas desde 1932, e se prolonga até os dias atuais, hoje supervisionados pela Universidade Hebraica de Israel e Departamento de Antiguidades do Estado de Israel.
O grande palácio de Herodes, os armazéns, e o elaborado sistema de suprimento de aguá foram sendo trazidos a tona ao longo dos anos pelas escavações. Os elementos arquitetônicos de Massada mostram detalhadamente o período de transição entre a influência helênica e as características de Roma.
A vida diária do local é bem documentada, pois o clima extremamente seco ajudou a preservação de pergaminhos e papiro, documentos estes que mostravam a vida diária em Massada, bem como vários livros bíblicos. Alguns datados do segundo século a.C.
Foram encontradas também várias centenas de inscrições ostracas escritas em hebraico, aramaico, grego e lati.
Notáveis remanescentes dos instrumentos romanos de cerco, estão espalhados ao redor de Massada e servem como uma das grandes lembranças da história da antiguidade.






Y. Yadin – The Ben-Sira Scroll from Massada Jerusalém – 1965.

Y. Yadin – Massada – Herod’s Fortress and the Zelots – Last Stand – Jerusalém – 1966.

Flávio Josefo – História dos Hebreus – Rio de Janeiro – CPAD – 1990.





Elessandre Maciel


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