quinta-feira, 25 de junho de 2020

Das cidades da Antiguidade



Icônio





Icônio era uma cidade da Ásia Menor, atualmente a cidade é chamada de Konya na Turquia. De acordo com Xenofonte, Icônio era a última cidade da região da Frigia para quem viajava para o Leste. Durante os tempos dos governos selêucidas e durante o império romano a cidade era considerada a principal cidade da região da Licaônia.
As origens da cidade nunca foram plenamente descobertas pelos historiadores, mas Icônio é uma palavra de origem frigia, e foi criado um mito para dar um significado grego ao seu nome.
A lenda diz que o Rei Nanacos, o Matusalém frígio, fez uma profecia de que haveria um diluvio quando de sua morte. O rei conclamou o povo ao arrependimento e súplica, e por causa disso, a expressão “o pranto pelo dia de Nanacos” se tornou um provérbio de acor com Herondas o escritor do 3º século a.C.
A enchente veio como havia sido profetizada e quando as águas baixaram, Prometeu e Atena refizeram os homens por maio de imagens moldadas em lodo.
Outra lenda semelhante esta relacionada ao nome de Perseu e uma imagem das Górgonas apresentadas a ele.
A arqueologia demonstrou através de várias escavações feitas por estudiosos turcos que a história da enchente não indica influencia judaica, pois a região estava de fato sujeita a vários tipos de inundações. Icônio era uma cidade antiga frigia, que foi transformada em cidade grega através de sua colonização. 
Durante o império romano as cidades escolhidas como fortaleza foram Listra e Antioquia, ficando Icônio permanentemente como uma cidade grega, durante o governo do imperador Adriano, ele transformou a cidade em uma colônia romana, mas praticamente não mudou a estrutura da cidade, construindo apenas uma vila para suas visitas.
Durante o governo de Cláudio, a cidade recebeu uma maior atenção em termos de organização, devido a ser um lugar rico e fértil.
Como uma cidade do centro gálata da Ásia Menor, Icônio compartilhava uma grande fortuna na região, e por conta disso no 3º século a.C., a cidade caiu sob o domínio dos monarcas selêucidas da Antioquia da Síria, depois de aproximadamente uma geração sob essa subserviência, Icônio foi conquistada pelos reis do Ponto, para depois de quase 10 anos, ser libertada como um gesto politico durante as guerras de Mitríades com o Império Romano.
Em 39 a.C., o general Marco Antônio passou a cidade para Polemão, rei da Cilicia da Trácia, e três anos mais tarde, para Amintas, que se tornou rei da Galácia, depois da morte de Amintas, Icônio se tornou novamente uma unidade independente, e como cidade grega a cidade era governada por uma assembleia de cidadãos.
Trezentos e vinte quilômetros quadrados de planície fértil rodeiam o local, e essas planícies são frescas, bem irrigadas e arborizadas.
Durante as escavações no sítio local duas construções surpreenderam os arqueólogos, um grande templo dedicado ao deus grego Poseidon e também uma grande ruína de uma igreja bizantina com vários mosaicos dos apóstolos de Cristo, apesar de ter tido uma comunidade judaica, não foi encontrado nenhuma sinagoga nas ruínas, foram encontradas também numerosas inscrições cristãs do século 3 d.C., em diante, até o período bizantino.




Xenofonte – Anábis – Livro 1

Icônio – E.M. Blaiklock – Grand Rapids – Zodervan – 2009.




Elessandre Maciel

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