DOS IMPERADORES ROMANOS - NERO.
Foram a sua juventude e as preocupações artísticas e hedonistas de Nero que deixaram Afrânio Burrus e o famoso filósofo Sêneca, tutor de Nero, livres para administrarem o império romano durante 5 anos, pois Nero tinha chegado ao poder com apenas 17 anos, graças a mão firme e Burros que havia sido nomeado por Agripina.
O jovem príncipe não tinha mérito nenhum, não merecia crédito, Agripina havia aberto o caminho para Nero com assassinato e intrigas.
Sua conspiração continuou durante tempos.
Sêneca e Burrus ficaram com medo quando as ambições de Agripina se ampliaram. Nunca pode se desvendar até onde eles sancionaram a dependência de Nero da mulher que havia lhe ajudado a chegar ao poder, mas o fim foi matricida. Nero sempre esteve fora de controle, algumas vezes mais outras menos.
Ele sempre foi o instrumento inescrupuloso de Agripina.
Burrus morreu, e Sêneca havia sido levado ao suicídio, mas os detalhes do reinado lamentável, que incluem a primeira grande perseguição aos cristãos, deterioração de fronteiras, não precisam de extensos relatos.
Córbulo manteve a segurança da fronteira parta, enquanto Suetônio subjugou a Bretanha em chamas com a revolta de Boudicca, na qual Londres e Colchester foram queimadas e a nova província foi perdida.
Em 66 d.C., a ameaça prolongada de rebelião judaica se tornou realidade. Vindex se rebelou na Gália, Galba na Espanha, e outras pequenas revoltas, no trágico ano de 69 d.C.
O ódio universal cercou Nero em Roma. A casa Júlio- Claudiana chegava ao fim no meio de tumultos nas fronteiras, desafetos nas forças armadas e a primeira grande ameaça a pax romana.
Um dos poucos alentos daquele período é que muito do trabalho de Augusto havia sobrevivido, juntamente com inúmeras inovações sábias de Cláudio.
S. Full - Roman Society from Nero to Marcus Aurelius - 1986 - 9 Ed. - 2016.
J. B. Burt - The Decline And Fall of the Roman Empire - 1958.
Por Elessandre Maciel
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