Leão
I foi categorigamente um dos papas mais antissemitas que a igreja romana já teve,
pois desprezava os judeus e o judaísmo, enfatizava que Jesus Cristo estava
totalmente enraizado na sua ancestralidade hebraica e no mundo do antigo testamento.
E que a rejeição dos judeus ortodoxos em qualquer messianismo ou até a historicidade
de Cristo, chegava a causar certa repulsa nele. As genealogias citadas nos
evangelhos, aquelas longas listas de progenitores que fazem as pessoas
adormecerem, proclamava de modo decisivo a humanidade de Cristo. Foi no
Concílio da Calcedônia que qualquer tentativa de tirar o judaísmo de Cristo foi
totalmente rejeitada, pois havia uma ideia que começou a tomar forma entre
muitos lideres da igreja romana, mas no final não prevaleceu.
Lados
opostos ofereceram maneiras diferentes de leitura bíblica, pois ainda naqueles
tempos a supremacia de Roma ainda não tinha ficado muito latente, assim a
escola Alexandrina trabalhava a partir da tradição da filosofia grega e
utilizava o texto bíblico para ilustrar suas conclusões.
Nestorio
que tinha raízes em Antioquia, lia os textos como eventos históricos, para ser
exposto e comentado. As definições calcedônias reafirmaram a natureza real da
verdade bíblica, não foi à simbologia que venceu.
O
concílio expôs o erro nestoriano, tanto quanto o exagero Alexandrino.
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