sexta-feira, 27 de outubro de 2017

DAS CONTROVÉRSIAS CONTRA OS JUDEUS E OS CONCÍLIOS

Leão I foi categorigamente um dos papas mais antissemitas que a igreja romana já teve, pois desprezava os judeus e o judaísmo, enfatizava que Jesus Cristo estava totalmente enraizado na sua ancestralidade hebraica e no mundo do antigo testamento. E que a rejeição dos judeus ortodoxos em qualquer messianismo ou até a historicidade de Cristo, chegava a causar certa repulsa nele. As genealogias citadas nos evangelhos, aquelas longas listas de progenitores que fazem as pessoas adormecerem, proclamava de modo decisivo a humanidade de Cristo. Foi no Concílio da Calcedônia que qualquer tentativa de tirar o judaísmo de Cristo foi totalmente rejeitada, pois havia uma ideia que começou a tomar forma entre muitos lideres da igreja romana, mas no final não prevaleceu.
Lados opostos ofereceram maneiras diferentes de leitura bíblica, pois ainda naqueles tempos a supremacia de Roma ainda não tinha ficado muito latente, assim a escola Alexandrina trabalhava a partir da tradição da filosofia grega e utilizava o texto bíblico para ilustrar suas conclusões.
Nestorio que tinha raízes em Antioquia, lia os textos como eventos históricos, para ser exposto e comentado. As definições calcedônias reafirmaram a natureza real da verdade bíblica, não foi à simbologia que venceu.
O concílio expôs o erro nestoriano, tanto quanto o exagero Alexandrino.


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