sábado, 2 de maio de 2020

Das Cidades da Antiguidade





Baalbeque




Uma antiga cidade no vale de Beqa’a, que separava as montanhas do Líbano das do Anti-libano. Seu nome grego era Heliópolis e Baalbeque significa “Senhor dos Vales, a cidade tinha este nome, por causa da sua localização.
A cidade ficava sobre uma acrópole de onde se podia ver todo a vale fértil abaixo. O santuário floresceu nos tempos primitivos, principalmente durante o império da Babilônia que controlava a cidade nesta época e depois na época do helenismo e no início do Império Romano, e se destacou novamente no final desse império.
As ruínas da cidade cobrem uma grande área e são mundialmente famosas. Sítios arqueológicos nas vizinhanças dos templos da época romana, tem revelado as fundações de diversos edifícios mais antigos, até anteriores a babilônia.
O templo de Júpiter, construído originalmente para Hadade, o deus das tempestades, era uma grande construção de 88 metros de comprimento por aproximadamente 20 metros de largura.
Era cercado por um peristilo de 20 colunas coríntias de cada lado, 10 na frente e 10 atrás.
Havia também o templo dedicado a Baco, construído pelos romanos e ficava a 36 metros ao sul do templo de Júpiter. Este templo era menor, mas mais bem adornado e bem mais conservado e já foi construído com o estilo coríntio (helenista) de arquitetura.
Próximo aos templos havia uma propilea, um pórtico frontal e também um grande pórtico e cada um dele com vários edifícios governamentais romanos.
No meio da cidade romana, há aproximadamente 400 metros de distância da acrópole, há um templo pequeno, circular, dedicado a Vênus ou à deusa Fortuna.
A cidade viveu seus melhores dias sob o regime romano, e os grandes edificadores da Baaldeque romana foram os imperadores Antonino Pio e Caracala, pois ele tinha um motivo especial para cuidar da cidade, sua mãe era síria.





T. Wiegard – Baalbek – Vols. 3, 16 – (1921-25) – Ed. Rev – A. Rupprecht – (2008-2009).




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade








Khirbet Qumrã – (Do árabe Hirbet Qumrân – Ruína do Wadi Qumrã)







Um sítio arqueológico próximo à costa Noroeste do Mar Morto, onde o Vau Qumrã flui das colinas da Judeia para o Mar Morto.
Embora fosse há muito tempo um local conhecido dos viajantes e peregrinos, o local não foi escavado até a descoberta dos famosos “Manuscritos do Mar Morto”, nas cavernas vizinhas a partir de 1947, e assim chamar a atenção para Khirbet Qumrã.
As escavações locais foram iniciadas em 1951, até os dias atuais, ainda existem estudos em andamento no local.
O sítio, que fica no planalto a cerca de 800 metros da margem do Mar Morto, consiste de um complexo de construções e um cemitério. Segundo a arqueologia, a construção mais antiga no local, data de entre o 8º e 7º século a.C., a construção segundo historiadores de Israel está ligada ao rei Uzias e é identificada com a Cidade de Sal.
O local ficou deserto por alguns séculos após a colonização inicial, e a arqueologia não encontrou nenhum sinal de atividade até o 2º século a.C., quando as construções mais antigas foram modificadas pelos novos colonos locais e até por volta de 110 a.C., quando da sua população foi aumentando.
O complexo era provido com um sistema elaborado de água, havia olaria, ferraria, lavanderia, padaria, moinho, cozinhas, refeitório e salas de assembleia.
Permaneceu ocupado até sua destruição pelos romanos em 68 d.C., durante a Primeira Revolta dos Judeus, e depois o local foi fortificado e colocado como um posto de exército romano.
O local foi novamente usado como um centro pelos rebeldes durante a Segunda Revolta dos Judeus (132-135 d.C.), mas depois disso os romanos proibiram novas construções.
Nas cavernas nos arredores, nas quais foram descobertos os manuscritos do Mar Morto, continham também inúmeras cerâmicas contemporâneas e algumas até mais antigas.
Muitos rolos foram copiados em Khirbet Qumrã, e provavelmente foram depositados nas cavernas em 68 d.C., quando a conquista romana ficou eminente.
Muitos estudiosos ao longo do tempo tem ligado a comunidade aos essênios, apenas de que nem todos os manuscritos têm origem na literatura essenia, sendo que os arqueólogos e historiadores, principalmente de Israel colocam a identidade da comunidade de Qumrã como incerta, embora os essênios sejam realmente o povo que tenha vivido nesta comunidade.




J. T. Milik – Ten Years os Discovery in the Wilderness of Judaea – 1959 – Ed. Rev. T. C. Mithell – 2008/2009.



Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade







Lícia







Região montanhosa no sudoeste da Ásia Menor.
Essa região de cerda de 5.600 quilômetros quadrados, projeta-se para o sul, no Mar Mediterrâneo, fazendo fronteira a noroeste com a Cária, ao norte com a Frígia e a Pisídia, e a nordeste com a Panfília.
A Lícia era enclausurada por acidentadas cadeias de montanhas e visto que a terra se projetava mar a dentro.
Era uma grande produtora de madeira, produziam madeira excelente para a construção de casas e navios e vendiam para vários povos. Tinha também locais adequados bem grandes para pastagens, para vinhas e olivais, além dos seus vales fornecerem espaço para o cultivo de cereais.
Sendo que seus escoamentos de produtos eram feitos nos seus portos Pátara e Mirra, sendo esses os maiores e principais.
Pátara era o orto aonde geralmente os navios que transportavam cereais de Alexandria paravam devidos aos ventos ocidentais predominantes na região.
Mirra era um lugar para navios serem carregados e reparados, antes de partirem para a Itália, que era geralmente o destino final de quase todos os navios que partiam deste porto.
Historiadores apontam que a origem da população da Lícia , provem de Creta, desde o século 6 a.C., pois eram o único povo do oriente da Ásia Menor que não era sujeito ao general persa Creso., mas ele não foram fortes o suficiente para resistir a invasão persa em 546 a.C., apesar de terem sido um dos poucos povos a terem conservado a sua unidade nacional sob os persas.
Embora tenham estado temporariamente na Liga de Delos em 446 a.C., mas, foi somente com a chegada de Alexandre Magno á Lícia , no inverno de 334 a.C., que a Lícia finalmente caiu sob a influência grega, Após a morte de Alexandre, Lícia se tornou parte do domínio do general Antígono, mas foi invadida em 309 a.C., pelo inimigo de Antígono, Ptolomeu I do Egito. O controle egípcio sobre a Lícia continuou até que foi conquistada por Antíoco III em 197 a.C.
Antíoco foi derrotado pelos romanos na Batalha de Magnésia, e assim, em 189 a.C., os romanos submeteram a Lícia a Rodes.
O senado romano concedeu liberdade a Lícia em 167 a.C., segundo Apião, foi depois de muitas reclamações ao senado romano.
Essa liberdade viria cair em 43 d.C. pelo imperador Cláudio, quando ele estabeleceu a província de Lícia-Panfilia sob um legado pretoriano.
Em 69 d.C. Vespasiano desligou a Panfília da Lícia e uniu a Panfília com a província da Galácia, e assim deu mais liberdade aos cidadãos da Lícia, praticamente como um país livre.
A existência da comunidade judaica na região fica evidente por uma carta mandada pelos romanos em 139 a.C., para que não fosse causado danos aos judeus da região, já a existência do cristianismo, somente após o século 3 d.C., é que existiu uma igreja na região,




E. Bean – Lycia – The Oxford Classical Dictionary – 2 Ed. - 1970.

A. H. M. Jones – The Cities os Eastern Roman Provinces – 2 ed. - 1971 – Ed. Rev, H. W. Hoehner – 2008.

Apião – As Guerras Sirias

Suetônio – A vida do imperador Cláudio






Por Elessandre Maciel

Da História dos Pais da Igreja




Papias





Bispo do 1º e 2º séculos da era cristã, Papias era bispo na cidade de Hierápolis, na Frigia Pacatiana, uma cidade localizada há alguns quilômetros ao norte de Laodiceia, e aproximadamente a 160 quilômetros a leste de Éfeso.
Papias nasceu no ano de 66 d.C., na própria Frígia. Os seus escritos constituem o principal interesse nele, por ele escreve que fez questão de interrogar várias pessoas que tinham conhecido ou tinham sido discípulos de Jesus.
Ele entendeu que  poderia ter mais proveito “de declarações a viva voz de sobreviventes” do que de livros. Ele escreveu uma Interpretação das Declarações do Senhor em cinco livros. Obra essa que embora tenha sido listada no catálogo da biblioteca de Stams, um monastério no Tirol, já em 1341, hoje a obra completa está desaparecida, existem apenas 2 livros e dos outros apenas citações e referências à obra feita por outros escritores. Eusébio de Cesareia (autor da História Eclesiástica), fez as citações mais interessantes, mas Irineu de Lião e André de Cesareia, entre outros, também citaram Papias diretamente.
A Interpretação data de aproximadamente 120-130 d.C. Ele declara que “Marcos se tornou interprete de pedro, de Mateus, Papias escreve que colecionou as declarações no idioma hebreu.
Irineu de Lião citou papias como dizendo que o Apóstolo João fez vários relatos dos ensinamentos de Cristo sobre a ressurreição e a vida depois dela.
Irineu fala que João se descrevia como presbítero  João, como depois de seu exílio na ilha de Patmos, preferia ser tratado apenas como um ancião de dias que Papias poderia ter escrito
Eusébio de Cesária tinha uma péssima opinião sobre Papias, e ele o considerava como alguém de pouca inteligência e tinha severas criticas a obra de Papias. A maioria dos historiadores da igreja concordam porém, ter escrito mais lucidamente.




J. A. Kleist – Ancient Christian Witers – 1948 – Ed. Rev. P. Wooley – 1948.

Eusébio de Cesareia – História Eclesiástica – Obra Completa – 1ª Ed. - CPAD – 1999

Irineu de Lião – Contra as Heresias – Paulus – 2º Ed. 2001



Por Elessandre Maciel

Das Histórias de Roma





O Dia do Destino.




Júlio César, quando voltou das suas incursões na Gália, teve a ideia de visitar um vidente e também fazer vários sacrifícios a Júpiter e a Vênus.
Ele recebeu uma resposta do vidente que não levou a sério naquele momento “cuidado com os idos de março!”, teria dito o bidente quando ele um dia deixava o Senado.
O dia fatal foi o 15 do mesmo mês. No velho calendário lunar, os idos teriam correspondido a lua cheia, mas nesta época era apenas uma divisão conveniente do meio do mês.
Mesmo que os “idos de março” não tivessem se tornado famosos por representarem o dia final de um governo tirano, e mesmo que Júlio César não tivesse ficado conhecido por nenhuma outra razão, ainda teria lugar na história da humanidade como o início do “calendário juliano”.
Antes, o calendário romano era composto por 12 meses, com um total de 355 dias. Gradualmente, este calendário foi ficando dessincronizado com os ritmos do ano solar, por isso foi inserido um novo mês entre Fevereiro e Março. Este “Mensis Intercalaris” tinha 27 dias e preenchia o vazio do velho sistema até um certo ponto. Mas mesmo o ano no calendário já estava defasado com as estações, os solstícios e equinócios.
O calendário Juliano foi uma grande melhoria, pois tinha 365 dias, assim como o nosso. Estava tão próximo de estar totalmente correto que quase não havia diferença para a atual divisão de anos.
O ano que chamamos de 46 a.C, os romanos denominavam como 709º desde a fundação da cidade de Roma.
No século XVI, no entanto, o calendário estava 10 dias defasados, e para corrigir o sistema, foram introduzidos, os anos especiais, que com o tempo, foram sendo chamados de anos bissextos.
Nesta altura, o Papa Gregório XII, introduziu o novo calendário chamado “Gregoriano”, que atualmente é considerado com alguns anos de contagem de tempos errados




A História Secreta dos Imperadores Romanos – de Júlio César à Queda de Roma – Michael Kerrigan – Amber Books – 3 Ed. - 2013.




Por Elessandre Maciel

Dos Lugares da Antiguidade








Siracusa





Uma colônia  grega na costa leste da Sicília, fundada pelos habitantes de Corinto em 734 a.C., Siracusa emerge à plena luz da história com o governo de Gelon, entre 540 a 478 a.C.
Próximo ao final de seu reinado, Gelon derrotou os cartaginenses em Himera em 480 a.C., o ano da batalha de Salamina.
Assim Siracusa, consequentemente, tornou-se a cidade mais importante do Mediterrâneo ocidental, depois de Cartago e entrou em seu século de esplendor e sucesso imperial.
Hieron I sucedeu Gelon, e reinou por mais de 10 anos, e estendeu a influência de Siracusa para a Itália adjacente. A catastrófica derrota de Atenas no inconsequente ataque a Siracusa em 415 a.C., deixou a cidade siciliana no ápice de seu poder e glória militar.
Na arte, na literatura, e em outras esferas da cultura, como na influência politica e internacional, Siracusa estava vivendo em meio a uma esmagadora influência indo sumeriana, aparentemente poderosa, mas sempre a sombras de tiranias.
O declínio de Siracusa veio sob o império de Dionísio II, a quem Platão havia procurado em vão educar para exercer autoridade, depois dele alguns lideres com viés tirano estiveram no poder, mas sem a influência anterior.
Timelon que restaurou uma certa medida de governo constitucional, expulsou novamente os invasores de Cartago, e trouxe novos cidadãos de várias partes da Grécia para fortalecer o estado.
Os romanos se envolveram com a Sicília depois da metade do 3º século a.C., a ilha era também uma importante base para ser negligenciada quando Roma e Cartago se tronaram inimigas e a confortação no Mediterrâneo era uma questão de tempo.
Siracusa se tornou um inevitável campo de batalha, e foi obstruída pela facção cartaginense e ainda foi atacada pelos mesmos.
Siracusa foi capturada pelo general romano Marcelo, após um terrível cerco no qual o físico de Siracusa, Arquimedes, forneceu aos defensores diversas peças de artilharia sofisticada. Arquimedes morreu em consequência da tomada da cidade.
De 211 a.C. em diante, Siracusa se transformou totalmente em romana. Ela permaneceu a mais brilhante cidade na província e o local da residência do governador. Otaviano Augusto enviou colonizadores e engenheiros em 21 a.C., e transformou a cidade em uma verdadeira colônia romana.
Siracusa foi totalmente saqueada em 280 d.C., pelos primeiros invasores francos, que ficaram maravilhados com a beleza da cidade, mas a guarnição romana já não era a mesma de tempos anteriores.
A cidade tinha diversos templos, desde fenícios, como gregos e romanos, pois vários sítios arqueológicos mostraram a diversidade religiosa da ilha, duas sinagogas também foram encontradas nos sítios, e diversas e grandes catacumbas dão testemunho da presença do cristianismo na ilha.




SIRACUSA – E. M. BLAIKLOCK – Zodervan – 2008

HERÓDOTO – HISTÓRIA



Por Elessandre Maciel

Dos Personagens da Antiguidade







Suetônio






Gaio Suetônio Tranquilus nasceu no trágico “ano dos quatro imperadores” 69 d.C., ano este que viveu inteiro praticamente em guerra civil durante os governos de Galba, Otho, Vitelius e vindo a ser unificado e pacificado novamente com o governo do General Vespasiano, colocando fim na dinastia júlio-claudiana.
Suetônio morreu em 140 d.C., e foi um dos poucos escritores romanos nascidos na cidade de Roma.
Teve uma carreira no exército romano, era um cavaleiro e por desde novo ser versado na linguá grega e um estudioso, causou uma grande impressão em Adriano, e por um tempo foi secretário deste imperador.
Entre as suas algumas tiveram destaque como “O divino Augusto” sobre Otaviano e sua ascensão ao poder.
Mas sua obra mais famosa é “A vida dos doze césares”, que até hoje é utilizada como uma obra de base para quem quer estudar Roma.
Suetônio sobreviveu intacto do governo do imperador Júlio, até Domiciano, mesmo que o centro de poder em Roma fosse um perigo de morte a qualquer momento e motivo.
A vida dos doze césares é um livro que exerceu imensa influência ao dar uma direção biográfica para a historiográfica romana. Embora Suetônio não seja considerado um grande historiador pelos acadêmicos modernos, Suetônio se emprenhou em escrever objetivamente, seu material é bem concentrado.
Para muitos historiadores Suetônio é tendencioso e injusto, mas a riqueza de detalhes em suas obras, mostram na verdade um imenso valor para a história de Roma e da Antiguidade.
Suetônio quando escreveu sobre a expulsão dos judeus de Roma, chama erroneamente Cristo de “Chrestos”, por considerar ele o grande influenciador do início das revoltas judaicas, o que claramente não era verdade, mas Suetônio não era um admirador de religiões, pois quase nada de sua vida se fala em adoração a deuses, mas sobre os imperadores que ele escreveu, principalmente quando fala de Augusto, Nero e Cláudio, ele escreve muito sobre divida aura destes imperadores e os deuses romanos.
Suetônio desenvolveu uma grande amizade com outro escritor romano Plínio o Jovem, que o descreveu como “um homem quieto e estudioso, dedicado aos estudos”.





E. M. Blaiklock – SUETÔNIO – Zodervan – 2009.




Por Elessandre Maciel

Das cidades da Antiguidade

A CIDADE DE PELÚSIO Era uma cidade no extremo nordeste do Delta do Rio Nilo, a cerca de quase dois quilômetros do Mar Mediterrâne...